<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223</id><updated>2011-08-29T04:36:13.358-07:00</updated><title type='text'>Na sombra da dúvida</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-1873172398175478049</id><published>2010-09-24T14:02:00.001-07:00</published><updated>2011-05-17T18:50:20.271-07:00</updated><title type='text'>Fome de amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vingança é um prato que se come frio. Não há frase mais realista do que esta e nós seres humanos levamos ela muito à sério. Arrisco dizer, que ela é mais levada a sério do alguns mandamentos como: não mataras, não desejara a mulher do próximo.  A vingança é algo tão procurado pôr nós, que somos capazes de tudo para executa-la, 11 de Setembro é um exemplo da vingança ao extremo, a invasão do Iraque é outro. Não importa o tempo e os fatos que já se foram, a vingança nunca é deixada de lado. Ela se come frio, mas com gosto. A Segunda guerra mundial começou pôr vingança ao desfecho da primeira guerra, conhecida pelo eufemismo de revanchismo Alemão, o nome correto é vingança Alemã. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hitler não era um brilhante demagogo e muito menos tinha uma boa oratória, qualquer idiota era capaz de fazer o que ele fez, pelo simples argumento da vingança. Nenhum filosofo, intelectual ou operário precisava algo mais para se convencer da destruição do mundo, para no fim sentir que enfim cumpriu a vingança que lhe cabia. Hitler só foi um idiota, que estava no lugar e na hora certa, para fazer toda aquela bobagem. Em nome da vingança. Uma mulher é capaz de dormir com o melhor amigo do marido, para se vingar de algum deslize dele. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na lógica da vingança, não importa o que se faz e nem as conseqüências de suas ações, o que importa é o resultado da sua tão planejada vingança. Alias ela deve ser sempre planejada, nada de fazer as coisas de cabeça quente, tudo é meticulosamente calculado, pensado, repensado, cada passo é medido, cada gesto é premeditado, cada palavra é vigorosamente pensada e calculada, cada grito, cada sussurro, cada gemido, cada dialogo. Tudo esta ali, dentro do enredo, nem o cinema é capaz de ser tão meticuloso. Na lógica da vingança o que importa é que no final se coma frio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vidas são dispensáveis, sentimentos são desprezíveis, nada vale mais do que a vingança, nem mesmo grana, fama, nada. O absoluto é a vingança para no fim nos sentirmos vingadores. Não importa que você seja preso, que tenha matado um pai de família, que tenha provocado mais tristeza. Lembro de uma história em que a mulher para se vingar do seu marido, esquentou na calada da noite,  um litro de óleo e depois despejou tudo no ouvido do esposo. Segundo ela, ele a traia com a sua vizinha. Fato que nunca ficou devidamente comprovado, só temos o cadáver do marido, que morreu de uma forma, que ninguém em plena sanidade mental desejaria morrer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não lembro por que comecei a falar sobre a vingança, acho que foi pela frase, que merece ser repetida: “A vingança é um prato que se come frio”. Esta frase é tão completa, que não precisa de se dizer mais nada. Podemos até dizer que se trata de uma teoria, de uma tese, de uma verdadeira afirmação científica. Então pensei que fosse, bom começar pôr ela. Não que eu seja vingativo ou que tenha sido vingado, nada disto. Falei por falar, mero desperdiço de tempo. Alias na velhice o tempo é farto, sobra-se tempo, eu poderia até vender o meu excedente, ganharia uma boa grana. No entanto, ninguém quer o tempo de um velho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria citar outra frase também, acho que Nelson nunca a disse por não conhece-la, ela é perfeita para Nelson em sua luta contra os idiotas: “Se você acredita em tudo que lê é melhor nem ler”. É uma frase bem amarrada, acho que não precisa explicar muita coisa, tudo bem que o idiota não vai entender e vai continuar acreditando em tudo que lê. É pôr isto, que não acredito em mim, só escrevo coisas da minha cabeça delirante, que cria um mundo paralelo para no final estar com razão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pior não é viver nesta loucura da razão pela razão. A tragédia é Ter seguidores, milhares deles, alucinados, sedentos por uma palavrinha sua, por um conselho, por um pitaco. Até mesmo um palavrão esta valendo, na falta dele  um em boa hora, que vira embora. É a fome por algo a escutar de um idiota qualquer. No meu caso, não tenho milhares e sim uma única leitora, que morre de amores por mim ( Apenas de forma platônica ), ela me liga pra escutar qualquer coisa minha e não importa o que eu diga, o que eu pense, tudo é bonito, lindo, maravilhoso. Estou sempre certo e sempre digo a ela, minha única leitora, palavras de conforto, que ela não se cansa em escutar e ler.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-1873172398175478049?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/1873172398175478049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=1873172398175478049&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1873172398175478049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1873172398175478049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/09/fome-de-amor.html' title='Fome de amor'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4221920333322316916</id><published>2010-08-16T16:51:00.001-07:00</published><updated>2010-08-16T17:10:46.113-07:00</updated><title type='text'>Tem que ser assim</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: transparent; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div id="internal-source-marker_0.811702923849225" style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sempre vai ter de ser assim? é uma boa pergunta, sendo assim não há respostas, ou pelo menos não temos uma conclusão. Quando as coisas vão bem, não nos questionamos muito sobre a sina, que persiste em nos perseguir. Alias não valorizamos a sorte, só mesmo quando estamos com muita azar é que lembramos como é bom ter sorte. Faz sentido, se formos olhar que somos seres humanos e como tal naturalmente cometemos estupidez. Logo é muito obvio que não demos nenhum valor a sorte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Eu já disse aqui sobre o Alma Seca. Dispensa comentários a dose de maldade que ele possui dentro de si, um lado negro difícil de suportar. Será que ele tinha de ser assim? Se o Alma Seca tivesse em um lar estruturado teria sido diferente? Difícil de saber, mas Alma Seca tem uma pessoa incomum e ao contrário dele esta pessoa é de bom coração, ou pelo menos deixou pistas quanto a sua bondade. Estou falando de Sandro, uma pessoa que Alma Seca nunca viu pessoalmente, mas teve muita inveja dele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sandro é um criminoso, foi internado várias vezes em sua adolescência, na maioridade foi preso e passou por diversas carceragens. Ele sempre esteve no crime, mas nunca foi mau. Seu espirito é bom, o mau não lhe faz bem, não lhe agrada. Sandro nunca desejou o mal de ninguém, nunca teve inveja, nunca ficou satisfeito por roubar alguém, apesar de ter feito isto várias vezes. O crime sempre esteve em Sandro, mas Sandro nunca foi do crime. Estava ali por circustâncias, por uma sina que o perseguiu durante toda a sua curta vida. É claro que não estou defendendo o crime por uma questão social, apesar de ser, o fato é que os criminosos deviam entender que a maioria das pessoas batalham para ter algo confortável em suas vidas. Eu não sou o caso, sempre tive sorte, desde a família que nasci e em tudo o que eu fiz, mas sou uma exceção e sei disto. No entanto, milhares de pessoas percorrem vinte, trinta quilómetros até chegar ao local de trabalho ficam lá o dia inteiro, não tempo nem para dar uma ligação e ainda correm o risco de ficar no meio do caminho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sandro quando tinha seis anos viu a sua mãe gravida de cinco meses ser assassinada na sua frente, em um assalto ao Bar/mercearia que ela era proprietária. Três assaltantes pé de chinelos levaram uns tostões de sua mãe e não satisfeitos a mataram com golpes de facas, deixando o objeto do crime cravado nas costas da mãe de Sandro, que em desespero e agonizando pelos ferimentos caiu e aumentou ainda mais a sua dor com a faca cravada em suas costas. Sandro viu tudo, inclusive o seu futuro irmão agonizando na placenta por falta de oxigênio que a mãe já não lhe supria mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sandro ainda seria uma das vítima sobrevivente da Chacina da Candelária, o garoto abandonado pela sua própria sorte após o assassinato de sua mãe, sobreviveu por muita sorte deste terrível episódio em pleno centro do Rio de Janeiro. As autoridades não lhe apararam, ele não teve qualquer apoio psicológico em nenhuma das duas tragédias, Sandro sempre esteve entregue a sua própria sorte, sempre foi midiático, mas sempre solitário. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No dia 12 de Junho de 2000, Sandro faz sua ultima aparição em público. Em cadeia nacional, ao vivo, em quase todas emissoras nacionais de TV aberta do país esta Sandro, como personagem principal. É ele quem dá as regras, Sandro se viu em uma posição que nunca pensou que fosse alcançar, mesmo que fosse fazendo o que ele não sabia fazer, ou seja, praticando maldade contra pessoas inocentes. De repente, Sandro se viu inundado de jornalistas, fotografos, Rede Globo, Bandeirantes, SBT, Folha de São Paulo e diversos outras mídias. O invisível tomou conta do noticiário nacional. Sandro ficou eufórico e nem sabia o que fazer diante da situação. Sandro era agora o crime de mais visibilidade do país e a troco de quê? De nada, Sandro não ganhou e nem ganharia nada com o sequestro do ônibus 174. Seria apenas o fim apoteótico de sua curta vida. Morreria logo depois de uma tremenda lambança de um ofícial do BOPE ( Batalhão de operações Policiais Especiais da Policia Militar do Rio de Janeiro, em outras palavras, a Tropa de Elite). O Policial da Tropa de Elite dá um tiro a &amp;nbsp;queima roupa em Sandro, mas erra o alvo e acerta a refém. Detalhes que o Policial fez o golpe da municiar a arma momentos antes do disparo, movimento suficiente para chamar a atenção de Sandro que ao virar se ‘esquiva’ do tiro. Sandro sem nenhum ferimento é colocado na viatura entrando com ele mais três Policiais, inclusive o autor do disparo. Sandro morre no caminho sufocado pelos Policiais, sufocado pelos Agentes do Estado, sufocado pela sociedade, sufocado pelo Governo do Rio de Janeiro, sufocado pelo estado Brasileiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sandro não é heroi e nem simbolo de nada, a sociedade o despreza como sempre fez durante toda a sua curta vida. Muitos aplaudiram a morte dele por sufocamento dentro da viatura da Policia. O sequestro do ônibus 174 é divulgado pelo mundo inteiro e se tornou um celebre caso de tudo o que uma Policia não pode fazer em um caso de sequestro. É um perfeito manual do que não se deve fazer, ironicamente, Sandro mais uma vez vê o Estado falhar, falhou no assassinato de sua mãe, falhou na Chacina da Candelária e agora falha no sequestro cometido por Sandro, que não foi planejado, foi como toda a vida de Sandro, um acaso, uma sina do que tinha de ser assim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Alma Seca como já disse é um sujeito esquecido. Perverso, maldoso, mas esquecido. Abandonado em sua própria maldade. O que o Sandro fez de maldade em sua curta vida, Alma Seca fez em uma tarde. Um se tornou conhecido, o outro é inexistente. Apenas a vida de criminosos unem os dois, um é mal o outro é bom, na medida do possível. Alma Seca daria tudo para estar no lugar de Sandro, dentro do ônibus 174, ele mataria todas os reféns, um a um, em cadeia nacional o Brasil iria ver a violência escancarada. Sandro não matou nenhum refém sequer, parece que acertou dois tiros na refém, na qual o Policial acertou, quem matou Sandro ou o Policial de Elite, que errou o alvo, acertou a refém e criou uma situação de pânico? Para o governo do Estado do Rio de Janeiro foi Sandro, já eu tenho as minhas dúvidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No enterro de Sandro compareceu uma única mulher, que o adotou como filho, sua mãe de coração, uma cena difícil de não se emocionar. Sandro só tinha esta pessoa na face da terra capaz de demonstrar qualquer sentimento humanitário com a sua pessoa. Sua tia disse que não compareceu por medo. Medo da opinião pública, de ser linchada por populares, de ter o seu rosto em todos os jornais do Brasil. Medo este que a mãe de coração de Sandro não teve, ou pelo menos não se preocupou com isto. Ela não foi linchada, não foi mal vista por ninguém. É impossível dizer uma palavra contra esta mulher, é preciso ter muita coragem para apoiar alguém na situação de Sandro. E nem mãe biológica de Sandro ela foi, o conhecia há pouco mais de dois anos, mas o adotou como filho, tentou dar a ele todo amor que ele não teve. Foi a única pessoa capaz de tentar tirar Sandro de sua sina maldita, de uma vida de percalços, de suplicio, de sofrimento, de tragédias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Assim como Sandro tenho uma sina. Não consigo me agradar, por mais que eu me esforçe. Sou um frustrado na arte de escrever, como dizia Truman Capote “Isto não é escrever. Isto é bater à maquina”, melhor definição sobre o meu dom de escrever não conseguiria dizer. Nem Nelson Rodrigues conseguiu definir tão bem de um idiota como eu. Eu sempre pensei na minha juventude que com a minha velhice conseguiria me superar, mas os anos foram passando e a minha superação não chegou. O que me restou foi a minha única leitora, minha indignação com a incompetência das autoridades públicas e ouvir o babaca do Arnaldo Jabor, que apesar de ser um idiota ululante, merece respeito e além de tudo, merecer ser ouvido. Ele é o tipo de idiota, que eu não concordo, mas gosto de ouvir. Tudo bem que temos, certas afinidades, temos preferências políticas equivalentes, temos repudio as autoridades públicas e sempre que podemos estamos apontando as falhas dos órgãos públicos. Mas por mais, que eu concorde com o Jabor, ele vai continuar sendo um eterno idiota. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; white-space: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: transparent; color: black; font-family: Arial; font-size: 11pt; font-style: normal; font-weight: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Estava falando de Sandro, talvez minha única leitora esteja curiosa com o que aconteceu depois do sequestro do ônibus 174. Bom, não aconteceu absolutamente nada. Enterraram a refém morta no local, Sandro que foi sufocado dentro da viatura Policial e ninguém foi responsabilizado de nada, nem mesmo a família da refém recebeu qualquer indenização, já que quem a matou foi Sandro, pelo menos esta é a versão oficial. Parece que tudo voltou ao normal, Sandro &amp;nbsp;enfim foi descartado como o lixo que sempre foi para a sociedade, &amp;nbsp;um criminoso, que cursou até a 2 ª série do primário, um deliquente, que passou metade da sua vida em cadeias e internações de menores, outra boa parte passou dormindo em passeios públicos no centro do Rio de Janeiro, enfim a sociedade expurgou de nosso convívio um individuo que em nada acrescentou para o planeta. Como se viver fosse uma questão de acrescentar ou não algo para o planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4221920333322316916?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4221920333322316916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4221920333322316916&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4221920333322316916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4221920333322316916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/08/tem-que-ser-assim.html' title='Tem que ser assim'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-6401734403355565601</id><published>2010-06-05T16:25:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T19:43:08.565-07:00</updated><title type='text'>Sem Rabino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Concluir como algo aconteceu é algo impossível. Depois de termos bilhões de habitantes no mundo, depois da revolução verde, das descobertas de Newton sobre a gravitação universal, depois de Einstein e a física moderna, depois do homem ir a lua. As conclusões sobre o princípio da incerteza se tornaram muito obvias, como diria o grande Nelson, obvias ululantes. Então como saber onde tudo aconteceu, foi no olhar, foi ao ligar para o número tal, foi atender a ligação, foi em ser fraco, quando você podia dizer não. E no final de tudo, você esta arrependido. Não consegue apagar o que fez, mas daria tudo para voltar atrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alias eu não sei se já disse ou não, como disse ando perdendo umas das poucas e raras qualidades que eu tenho. Sou um homem que não esquece, talvez não seja mais assim recentemente. O que já tenho para não esquecer é suficiente para não dormir, talvez minha capacidade de armazenamento tenha esgotado ou a minha capacidade&amp;nbsp;psicológica de&amp;nbsp;suportar&amp;nbsp;tudo&amp;nbsp;tenha se esgotado. Mas como estava dizendo, eu não sou judeu. Acredito que esta afirmação, seja um pouco tola. Alias quem é judeu? Poucos e por que eu seria um destes poucos, como dizem o povo escolhido por Deus ou os únicos filhos de Deus. O fato que não tenho um Rabino para consultar e no fim me dar uma resposta para a solução dos meus problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não sou Judeu e logo não tenho um Rabino para me dizer o que fazer, como vou resolver os problemas. Talvez eles não necessitem que sejam resolvidos. Podem ficar por soltos pelo&amp;nbsp;mundo. No final das contas são tantos problemas, que um a mais e outro a menos, não ira fazer falta alguma. Tendo uma visão macro de tudo o que acontece é bem simples passar por cima de tudo. Mas o meu arrependimento no meu intimo é algo&amp;nbsp;intransponível, por mais insignificante que ele seja para o restante do mundo. E mesmo assim, não tenho um Rabino, enquanto os Judeus tem vários Rabinos, em primeira, segunda instância, superiores e até o supremo. Sem contar Deus, neste caso todos temos acesso, mas só eles são filhos de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Matemática é a arte do possível, temos tudo concretamente graças a ela. A física explica como são as coisas, como alguém é atropelado, como alguém é assassinado, mas a matemática diz como lea realmente funciona, mesmo sendo uma ciência abstrata e criada pelo homem. Essa é a coisa pra valer. Alias o que é pra valer? A vida é uma só, como diria o grande Vinicius. Não sei, tenho minhas dúvidas. Sei que a nossa vida pode ruir de uma hora pra outra, toda solidez de anos pode ser abalada em poucos dias. Assim como nós, podemos trair uma amizade de anos e nos perguntar mil vezes por&amp;nbsp;que. E por mais que a gente tente, a resposta não nos vem, matamos e não queremos acreditar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A arte da conquista é mais complicada do que um simples beijo, uma conversa amiga e choros sinceros. Assim como o amor, que é bem mais complexo do que duas pessoas ligadas fisicamente e espiritualmente. Quantas vezes me deparei com isto, tinha tudo e não tinha nada. Por fim, não conseguia entender com duas pessoas eram tão compatíveis e tão distantes. O contexto também é importante, alias deveras importante. A força que vem de força é tão importante quanto a interna. O fato que não podemos prever o que há na cabeça de ninguém, nem na nossa própria cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser humano é tão imprevisível quanto&amp;nbsp;inconseqüente. Na cabeça do outro é difícil prever o que ele vai fazer &amp;nbsp;ou o quanto fiel ele vai ser. Alias fidelidade é muito mais utopia que realidade, talvez eu esteja dizendo isto pra justificar a minha falta de ética. Consigo suportar com mais suavidade, quando penso que o que eu faço é tão comum para outras pessoas quanto é pra mim. Sou tão cretino quanto os outros, este argumento é o suficiente para dormir&amp;nbsp;tranqüilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil é &amp;nbsp;chegar até o Rabino e ver que ele não tem a solução dos nossos problemas. Temos a doce ilusão de que o Rabino ou alguém importante tem o dom de facilitar tudo na vida. O fato que todos nós estamos no mesmo barco, alguns conseguem solucionar um problema ou outro, mas problemas de verdade estão ai desde que me entendo por gente. A velhice não carrega só o peso da beleza que vai desaparecendo, ela carrega também os problemas incontornáveis, que vão se acumulando ano após ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-6401734403355565601?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/6401734403355565601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=6401734403355565601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6401734403355565601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6401734403355565601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/06/sem-rabino.html' title='Sem Rabino'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-5347884008345005316</id><published>2010-05-24T19:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T19:13:16.855-07:00</updated><title type='text'>Minhas limitações</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 16px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 18.75pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 11.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Comecei este texto ao pensar sobre mim mesmo. Alias sempre penso na teoria de Guimarães sobre ser universal. Não há modo melhor em ser universal, sendo você mesmo, falando de suas particularidades, falando do quintal do terreiro de sua&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;casa.. Provo que Deus existe, pensando na minha limitação de ser finito. Somente Deus é quem explica o infinito, os matemáticos pensam que sabem do que estão falando, mas no fim estão todos perdidos. Assim como eu, que estou literalmente perdido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Acredito que nós gostamos de nos enganar. Gostamos de viver situações, que estão condenadas ao fim. Qual é o problema disto,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;aparentemente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;nenhum, já que temos a máxima de que tudo tem um desfecho e nada é para sempre. Pra sempre, sempre acaba. Isto, pode ser uma visão simplista de uma série de coisas bem mais complexas. Gosto de pensar em possibilidades, vivemos em um mundo cheio delas, possibilidade boas e ruins. É até simples, explicar esta infinitude de acontecimentos. Vivemos em um mundo com pouco mais de seis bilhões de pessoas, naturalmente isto gera uma série tentativas e erros, como também acertos. Não precisamos acertar sempre, precisamos acertar muito de vez em quando. Algo em torno de 0,01 % da nossas tentativas. Isto não quer dizer que seja facil, alias detesto esta ideologias baratas que se vendem neste 'livros' de auto ajudas, onde eles resumem tudo na sua vontade e que se você suar a camisa vai dar tudo certo. Caso dê tudo errado, a culpa é sua e não do sistema. Tudo esta em perfeita harmonia é você quem falhou. Me poupe, isto não funciona comigo e isto não é uma visão simplista de ver o mundo é uma visão estupidamente ululante e idiota de ver as coisas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: black; font-family: Arial; font-style: normal; font-weight: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O ser humano realmente é complexo, ele trai a si mesmo e isto não acontece em raras ocasiões. Pelo contrário, nos traímos reiteradas vezes. O maior traidor meu, sou eu próprio. Ninguém me traiu mais vezes do eu. Nem mesmo minha mãe, uma das mulheres que amei, um grande amigo, meu próprio filho. Eu sem sombra de dúvidas, sou o maior traidor de mim mesmo. E por qual motivos faço isto, confesso que não sei. É um ato constante de auto-flagelação. Talvez faça isto por medo, medo de descobrir minhas limitações. Por isto, me esquivo das verdades que me diminui e me coloca no espaço de homens comuns. O fato que ser alguém hoje diferente é algo com 100 mil em 6 bilhões, as probabilidades são minimas. Se podemos dizer, que para nascermos vencemos milhões de espermatozoides, como vencer bilhões, que já venceram também os milhões. Tudo fica assim, em números astronômicos e nada animadores. Eu penso, que teria mais tranquilidade se não pensassem em termos de competição. No entanto, toda lógica da&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;história da humanidade perparssou por uma intensa disputa. Se hoje não temos os Gregos, nem os Romanos, ou o Império Britânico, até pouco tempo tínhamos o Império Ianque, agora temos o Chinês. O que temos de comum em todos estes impérios é a o espirito de competição intensa, em que só se esta satisfeito no topo da piramide. Depois de décadas, séculos ou alguns anos, tudo perde a importância e nem sabemos explicar o motivo de tantos cadáveres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Neste espirito de estar sempre no topo, a competição começa em sua própria casa. Quantas vezes na minha modesta vida, quis provar a minha própria mãe e o meu pai, que sou muito melhor do que eles, em todos os aspectos. Meus irmãos nem se fala, sempre fui melhor do que eles, até mesmo no que sou o pior. O bizarro de tudo isto é pensar, que mais do que ninguém eu sempre soube os meus defeitos e acima de tudo minhas limitações, mas sempre tinha uma desculpa na ponta da língua para justificar os fracassos. Que publicamente nunca foram fracassos, foram na verdade minha falta de vontade em vencer, se realmente quisesse teria vencido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Sempre mascaro a realidade e quando eu bem entender, estarei no topo. Nasci para vencer, mesmo que não haja nada que comprove isto. Alias se sei que vou perder, pois apesar de toda aparência, conheço bem as minhas limitações, mesmo que não reconheça isto nem mesmo pra mim, mas no fundo e no meu inconsciente sei da verdade. É o que acontece, quando você esta perdidamente apaixonado por uma garota linda e cobiçada por todas. Tudo bem, fui feliz com as mulheres, mas acho que isto ilustra muito bem o que estou dizendo sobre as minhas limitações, mesmo que este exemplo não se aplique a mim. Voltando a ilustração, temos uma garota linda e um rapaz comum. A garota o trata muito bem, sai com o rapaz, conversa, conta confidências, alguns garotos até tem inveja do garoto e o perguntam. Por quê você não fica com ela? O garoto conhecendo sua limitação, apenas diz: Aquela garota? Ela é muito fútil, se acha, tem outras mais interessantes por ai, não tenho nenhum interesse por ela. Melhor dizer isto, do que correr o risco de levar um fora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Talvez isto explique muitas escolhas insensatas minhas, muitas resistências incompreensíveis, posições sem qualquer razão e a vontade de estar sempre no topo. Peço desculpas a algumas pessoas, que tenho certeza, que magoei, trai e não fui fiel de nenhuma consideração. Espero que entendam, que não fiz isto por pura maldade. Às vezes, estou realmente confuso e não sei o que realmente quero. Posso fazer isto por&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;medo, por vergonha, por egoísmo, por vergonha de mostrar a realidade. Assim como fazem os governos, que mascaram os números. Escondem o número de homicídios, o número de mortos em acidentes de transito. O número de epidemias, são poucas pessoas, que tem a coragem de dizer, viver é perigoso. Guimarães repetiu isto muitas vezes, de formas diferentes, ele sempre bateu nesta tecla, com esta frase simples e boba, que vida não é tão simples quanto parece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0pt; margin-left: 0pt; margin-right: 0pt; margin-top: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Talvez a gente goste mesmo de complicar, isto pode dar mais graça. Eu não sei, mas nunca saio feliz de uma história feliz. Ao conhecer JeanValjean, gostei muito da história deste homem, por tudo o que fez, por tudo aguentou. No fim, quando soube que ele morreu de uma das formas mais melancólicas possíveis, chorei, feito uma criança. Alias só as criança sabem chorar, por isto precisei mencionar a metáfora. O fato que a morte de JeanValjean no fim me deixou mais feliz, por mais que eu quisesse que ele permanecesse entre nós. Talvez ele seja bom demais, para viver neste mar de lama ou a gente precise mesmo de uma histórias destas, para entender o valor das nossas limitações, que no fim das contas é uma completa besteira. A partir de hoje, não ligo em perder, alias ser o ultimo não é motivo de vergonha. O que não quero mais é guardar as minhas limitações apenas pra mim e mais ninguém. Sou sim, perdedor, mas digno e sensato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-5347884008345005316?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/5347884008345005316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=5347884008345005316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5347884008345005316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5347884008345005316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/05/minhas-limitacoes.html' title='Minhas limitações'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-7128768400370000109</id><published>2010-05-17T13:18:00.001-07:00</published><updated>2010-05-24T19:06:56.320-07:00</updated><title type='text'>Emmanuelle</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sei, ando meio relapso. Não lembro bem se já falei de Emmanuelle, uma das mais belas garotas que já passou pela minha vida, alias este é um dos casos de amor mais lindo que já ouvi falar e não estou dizendo isto, por ter amado aquela mulher. Poucas histórias tem mesma gama de vontade e intensidade do que esta, que vou contar agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso romance começou como todo bom caso de amor deve começar, por uma tragédia. Talvez eu esteja exagerando, mas é que conheci Emmanuelle já casada. Na época eu não sabia disto, fui saber depois, mas ela era casada. E nos apaixonamos mesmo assim, o laço nupcial não foi capaz de conter aquela onda de amor avassaladora. Eu não sabia, mas Emmanuelle sabia que era casada, além do mais ela é uma das pessoas mais doceis que eu já conheci. Sua docilidade é apaixonante, além de seu olhar, sua boca, cheiro. Tudo o que me lembra Emmanuelle é sinônimo de amor,. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emmanuelle além de tudo era Francesa, não sei se é fetiche, mas acho que uma mulher Francesa e deveras interessante, é algo incrível, impossível de ser transcrita em palavras ou em algo pronunciável. Só posso dizer que ela era loira e tinha um olhar fatal. Nos conhecemos e eu tive a sorte de que a paixão fosse algo mútuo, podíamos ficar horas conversando sobre qualquer coisa e suportávamos muito bem o silêncio, alias nenhuma situação era inconveniente para mim e Emmanuelle. Ela era da cidade de Toulouse e provavelmente eu nunca saberia nada desta cidade se não fosse por ela. Depois de conhece-la fui saber que a cidade, fica no sul do pais, nas margens do rio Garona tem uma população de pouco mais de um milhão de habitantes e faz parte da França desde 1271. Confesso, que depois deste romance fui obrigado a conhecer a cidade, que tem um clima muito charmosa, além de ser muito bem freqüentada pelos estudantes universitários, que são quase 10% da população da cidade. Na minha memória de Toulouse lembro da maravilhosa Emmanuelle e dos arcos das pontes que passam por cima do rio Garona, pra mim isto basta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alias tem dias que para melhorar o meu humor, basta lembrar dos beijos de Emmanuelle ou de como era bom tocar em sua mão, aperta-la e sentir um pouco de seu suor. Até mesmo ouvir sua voz, lembro que toquei algumas músicas francesas pra ela cantar, alguma de Edit Piaf e gravei tudo isto, na verdade eu queria ter algum registro de sua voz, para ouvi-la em momentos que eu saberia que não estaria mais com ela. Alias, sempre soube que aquele amor não era pra sempre, era muito intenso, muito coeso, não poderia ser pra sempre. Um amor verdadeiro dura pouco tempo, mas de fato é eterno. O tempo do mundo dos homens não é capaz de suportar esta intensidade de amor. Por isto, sempre soube que aqueles dias maravilhosos em Paris seriam por pouco tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alias depois de me encontrar com Emmanuelle em Marrocos, que fui saber que ela era casada. Ela não me contou, eu só a revi com o seu marido. É claro que foi algo inusitado e na hora tanto eu quanto ela, não sabíamos o que fazer, mas foi impossível fingir que não nos conhecíamos. Tivemos que dar alguma desculpa qualquer e o marido dela acabou não complicando. Vê-la novamente e com o marido foi muito complexo para mim, fiquei sem saber o que fazer, nada mais fazia sentido, nem mesmo a minha vida de rei em Marrocos. Talvez o momento mais difícil foi quando o pianista tocou As Times Goes By  uma das poucas coisas escritas, cantadas e faladas, que podia exprimir o nosso amor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emmanuelle na primeira oportunidade que teve para falar comigo a sós, disse que me amava, que não esquecia dos dias em Paris, que foi para naquela cidade por conta do marido, mas ele sumiu e ela pensou que ele tivesse sido assassinado. Quando me conheceu estava desolada e não conseguiu conter o seu amor. Tudo culminou para que o nosso amor acontecesse em Paris e depois disto ele eternizou. O cômico em tudo isto é pensar que só conheci Emmanuelle por conta do seu marido. Ele tinha parentes em Toulouse foi passar lá um final de semana e conheceu Emmanuelle, depois de muito tentar, conseguiu conquista-la e por fim casaram-se. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que o marido de Emmanuelle ficou uns dois anos a cortejando para então casarem, foi quando ela foi morar em Paris. Com quase dois anos de casamento, quando sequestraram o marido de Emmanuelle e ela sem saber como agir pensou que os criminosos tinham dado fim a vida do seu esposo. É mais ou menos neste momento que apareci, em uma das poucas vezes na vida que estive em Paris, acho que depois disto fui lá no máximo mais duas vezes. Conheci Emmanuelle e me apaxonei naturalmente, mas só fui conhece-la por conta do casamento e só por isto ela foi morar em Paris, caso contrário, jamais teria conhecido Emmanuelle ou talvez fosse conhece-la em outro lugar do globo, tenho uma convicção muito forte em mim, que amores como o meu e de Emmanuelle são obrigados a acontecerem, mesmo que haja uma guerra mundial, como a Primeira e Segunda   na era dos Extremos, mesmo assim teríamos nos amado, com a mesma intensidade e afinco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de Marrocos nunca mais vi Emmanuelle, mas tenho certeza que assim como eu, ela nunca viveu outro amor com a mesma intensidade que o nosso. Só amor imortaliza, só fui entender isto, depois que conheci Emmanuelle. E entendo perfeitamente que nosso amor tenha durado pouco mais de um mês, como eu já disse, o mundo dos homens não comporta tamanha intensidade de amor, 'eles' conspiram contra você e por mais que você lute, vai ter que aceitar a derrota. É por isto que muitos casais fazem pacto de morte, somente a eternidade suporta o amor, o mundo carnal é limitado e não pode suportar nada que lembre o infinito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-7128768400370000109?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/7128768400370000109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=7128768400370000109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/7128768400370000109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/7128768400370000109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/05/emmanuelle.html' title='Emmanuelle'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-8993017889367315063</id><published>2010-04-30T11:30:00.001-07:00</published><updated>2010-05-01T13:40:44.416-07:00</updated><title type='text'>Obsessão pelo Nelson</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tem uma coisa que gosto do Nelson é sua obsessão. Ele não tinha nenhuma vergonha de ser obcecado por determinados assuntos e repeti-los sem nenhuma vergonha na cara. Como o próprio Nelson dizia, ele poderia ficar um ano falando do comício de 1º de maio, poderia fazer um tratado sobre a passeata, um livro, um quadro. Um assunto não acaba para Nelson, leiam em suas próprias palavras: “E de fato, sou um homem de fixações inarredáveis. Insisto em assuntos e figuras de nossa época, com uma pertinácia quase doentia”. E eu tenho obsessão pelo próprio Nelson. Leio ele, interpreto ele, penso no que ele fez, vasculho toda sua obra de fato é doentio minha fixação pelos brilhantes textos do Nelson. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais trágico desta obsessão é que não tenho um traço genético do Nelson. Nada em mim lembra o Nelson é um destes paradoxo incríveis. Nem mesmo a Minha Única Leitora disse pra mim ao menos uma vez, que lembro o Nelson, ninguém me disse isto, nem mesmo ela. Nem mesmo eu reconheço algo em mim que seja do Nelson. Para todos não tenho nenhuma semelhança com ele. Como explicar que minha obsessão é o Nelson. Um escritor que me fascina tanto, mas ao mesmo tempo não consigo transferir nada desta admiração para o papel. Sorrio como o Nelson, sou sarcástico como o Nelson, de fato tenho obsessão pelo Nelson, mas isto não se traduz em fatos concretos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Nelson me lembra a Sheyla. Uma mulher bonita, de poucas palavras e de poucos olhares. O fato é que não me curei até hoje desta obsessão, lembro do Nelson e lembro de Sheyla. Tenho obsessão pelos dois, um me traz prazer a outra desgosto e dor. No entanto, um está terrivelmente associado ao outro. Algo como prazer e dor. Sheyla não me quis, nem mesmo prestou atenção em mim. Este episódio me deixou de orgulho ferido e nunca aceitei o fato de que ela nem mesmo conversou comigo, nem por quinze minutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de obcecado por Nelson sou um defensor das minhas opiniões. A minha opinião é como um filho meu e como bom pai, que fui. Não deixo as minha crias desamparadas, quanto maior forem as críticas às minhas opiniões. Com mais afinco vou defende-las. Ao fazer isto, tenho um pouco de mim o suicida. Já disse que não há nada mais mentiroso, do que uma carta de um suicida. É com certeza, o documento mais falso que há no mundo. Mas a palavra 'suicida', vai além de um corpo estirado ao chão. Neste caso falo das pessoas de opiniões próprias. Especie cada vez mais em extinção no mundo. Hoje em dia, há uma série de coisas que pensam por você, televisão, faculdade, rádio, internet, jornais, enfim é incontável. O fato que hoje em dia, nenhum ser humano do planeta terra precisa pensar, isto não é vital para a sobrevivência de alguém. Não precisamos nem mesmo saber o que é leste e oeste. Pontos cardeais e uma série de conhecimentos como plantar um tomate, um feijão, como conservar carnes e outros tipos de alimento, que hoje se tornou inútil para qualquer tipo de sobrevivência humana. Nem mesmo precisamos saber como é a reprodução humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato que ter uma opinião própria o torna uma pessoa suicida. É uma atitude no mínimo maluca. Hoje ter opinião própria se tornou sinônimo de Nelson. O fato que ninguém tem  mais opiniões próprias do que Nelson. Apesar de suas obcessões por certos assuntos, como o Antonios, D. Helder, Otto Lara Resende, Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, os idiotas, a unanimidade, ele, Nelson é original em tudo. Não conseguimos dizer de onde ele veio, quem ele copiava. Alias, Nelson não copiava ninguém, nem mesmo D. Helder. Nelso teve uma vida trágica, mas soube melhor do que ninguém transformar toda tragédia em literatura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alias toda tragédia presenciada pelo Nelson virou literatura, suas frases imortais como “Toda mulher gosta de apanhar”. Está surgiu após Nelson ver um vizinho seu, considerado pela vizinhança como um banana. Surrar a esposa em plena via pública com cinto na mão. As mulheres pediam para o marido bater mais, após a surra a mulher beijou os pés do marido e depois deste dia, teve orgulho do seu marido ex-banana. Nelson chegou a conclusão trágica “Toda mulher gosta de apanhar”. O fato que tudo na mão de Nelson se dramatizava, até mesmo a merenda de levar para a escola.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nada é mais dramático do que a própria vida de Nelson. Sua literatura densa e polemica não foi capaz de superar a própria vida do autor. O assassinato de seu irmão Roberto, testemunhado por Nelson dento da redação do jornal Crítica cometido por Sylvia é um fato trágico que o acompanhou por toda sua vida. Como se não bastasse, perdeu o pai, Mário Rodrigues, meses depois da morte de Roberto. Este morre por puro desgosto da tragédia. Como se não bastasse toda tragédia, Nelson passa fome e ainda descobre-se tuberculoso. Anos mais tarde, após sucessos com Vestido de Noiva, Nelson vê o seu filho Nelsinho a lutar contra a ditadura, vivendo na clandestinidade. Regime o qual, Nelson apoiava, mas o seu filho não. Pra minha sorte todas está tragédia tornou se em uma bela literatura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falei de polêmica, que atualmente esta falecendo, as novas gerações não querem saber de nada polêmico. Nelson foi polêmico em toda sua vida, mas não sem motivos. Hoje temos vergonha em ser polemico, melhor ser um canalha do que polemico. Até mesmo um corrupto goza de uma reputação social mais confortável. Ser obcecado é outro grave defeito, mesmo que seja pelo Nelson e sua densa literatura. No mundo de hoje, o melhor mesmo é não refletir e muito menos polemizar. Viva sua vida da mesma forma que um cão, sem maiores questionamentos e algazarras, nos dias de hoje Nelson não existiria, não há espaço para o drama.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-8993017889367315063?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/8993017889367315063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=8993017889367315063&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8993017889367315063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8993017889367315063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/04/obsessao-pelo-nelson.html' title='Obsessão pelo Nelson'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-1020853785738191922</id><published>2010-02-06T19:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-06T19:18:13.902-08:00</updated><title type='text'>O centro do mundo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Demorei a perceber que sempre me achei o centro do mundo. E isto, foi algo que me perseguiu a vida inteira. Uma perseguição constante, implacável, silenciosa e em alguns momentos terrível. Posso até dizer que foi sofri por muitos anos uma verdadeira e nostálgica tortura chinesa, aquela que te colocam debaixo de um cano e por ele escorre um filete de água, quase que em conta gota e cai bem em cima da sua testa. Depois de algumas horas, pode ter certeza que a loucura vai lhe bater a porta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A meu carma sempre foi sutil, discreto e nunca se declarou. É como aquelas amizades onde um ama e outro não vê nada além da amizade. O apaixonado por saber que ele ama uma pessoa, que não lhe vê como alguém do sexo oposto é discreto, sutil e chega até ser mentiroso para que a verdade não venha à tona. E ele não faz isto para manter um amor platônico, puro e idealizado. Ele apenas não quer ter o trauma de ser rejeitado pela pessoa amada, é como não entrar em uma guerra onde é claro, que o seu exercito irá perder. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A minha infância, juventude e fase adulta sempre foram permeadas por este estranho sentimento de me sentir um messias, o escolhido, o ator principal. Nunca me vi como o ator coadjuvante, mesmo que isto fosse visível. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O fato é que isto me controlava é como se tudo existisse em função de mim. O mundo estava ao meu comando, vivia pra mim, bilhões de pessoas faziam tudo em função de mim e de mais ninguém. Na minha visão egocêntrica até Deus vivia em função de mim, fatos históricos no fim foram motivados por mim, eu me sentia o verdadeiro centro do mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;As duas guerras mundiais não teriam acontecido se não fosse a minha existência, eu motivei toda aquela destruição. Pra mim isto tudo fazia muito sentido, era uma terrível lógica que tomava conta de todos os meus pensamentos. Engraçado como às vezes apareciam alguns sinais para colaborar para a minha loucura. Lembro bem do episódio do meu ex-chefe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Em certa época, quando trabalha em um órgão público, onde me aposentei. Lembro que iria ser transferido de setor. Em qualquer ambiente de trabalho de órgãos públicos, você pode ter certeza de uma coisa. A fofoca corre a solta, todo funcionário por mais humilde e insignificante que seja tem a sua “ficha” que corre na boca do povo. Como iria para um setor onde não conhecia ninguém, resolvi recorrer as fofocas para saber como era o meu chefe, um tal de Walter.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Perguntei como era o meu chefe Walter e todos foram unânime e resumiram em algo mais ou menos assim: Você está frito. Descreveram o cara como um daqueles chefes bem malas, insuportáveis, Sabe aquele chefe que você se pergunta: Este cara não tem filhos? Mulher? Amante? Amigos? Qualquer diversão, atividade que não seja este trabalho chato? No fim de algumas perguntas você conclui: Este cara realmente não tem nada pra fazer a vida dele é este trabalho medíocre. Lamentável, tenho pena dela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;O fato é que na época da transferência eu estava de licença médica, havia sofrido um acidente de carro, no qual morreu uma filha e minha esposa. Mas não vamos falar disto, quero falar do meu ex-chefe. Minha licença estava pra vencer, mas o médico me deu mais trinta dias, pois não tinha condição alguma de voltar para o trabalho. Fui ao novo setor e lá conversei com um colega de trabalho, para ter idéia do que eles faziam lá e como eram mais ou menos as coisas. Enquanto conversava com este colega de trabalho o meu chefe Walter apareceu lá na sala em que estávamos e este colega me apresentou para o chefe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Ao dizer que iria ficar mais trinta dias de licença o Walter quase teve um troço, ficou nervoso e claramente irritado me disse: Você não quer trabalhar? Quer ficar atoa? Só me mandam porcaria pra trabalhar comigo, preciso que você dê adiantamento no serviço. Minha vontade era de mandar o babaca pra puta que pariu e se possível lhe socar a cara. No entanto, me contive e disse que poderia dar adiantamento no serviço em casa, tentei a política da boa vizinhança. O cara seria o meu novo chefe e não queria começar aquela relação com problemas, nesta época eu estava com muitos e queria voltar ao mar de calmarias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;No entanto, esperava que aquele pulha do Walter não aceitasse que eu levasse serviço pra casa de licença médica. Afinal de contas, ele não tinha nenhuma autoridade para questionar o documento médico. Por fim o canalha aceitou e ficou muito satisfeito com a minha puxação de saco. Sai de lá puto da vida com aquele idiota do Walter e pior, o cara era o meu futuro chefe ou atual, tecnicamente eu não tinha voltado a trabalhar. O fato é que fiquei trinta dias de licença e durante este tempo toquei o serviço, claro que não terminei tudo. O idiota me passou serviço de dois anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Lembro que ao chegar no serviço, estava pensando se o canalha iria me xingar por não ter terminado aquele pequeno serviço. Lá no setor encontro o mesmo colega, que havia conversando há pouco mais de trinta dias e logo ele me diz: Você está sabendo? &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Apenas disse: Sabendo do quê? E ele me respondeu de uma forma simples: Seu chefe morreu. Lembro que disse algo mais ou menos assim: O quê? Como assim morreu? Conversei com ele há pouco mais de um mês, ele parecia estar super bem. Você está falando do Walter? O que foi? Infarto? Aneurisma? &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ele me respondeu: Nada disto, foi encontrado morto dentro do carro com um tiro na nuca, disseram que foi suicídio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Nesta hora eu nem sabia o que falava, estava feliz. Segurei-me para não abrir um belo sorriso de felicidade. Afinal de contas o cara parecia ser um mala, um chefe insuportável e ele estar morto significava que eu estava livre dele. E isto era mais um sinal de que eu era o centro do mundo. Fiquei um pouco envergonhado do meu sentimento egoísta, pois estava vendo um lado positivo da morte de alguém. O fato é que isto confirmou pra mim, que eu era o centro do mundo. Na minha lógica bizarra o Walter morreu para que eu ficasse livre dele. O outro chefe sempre me tratou bem, ficava me perguntando se ele sabia que o Walter morreu por minha causa. Talvez soubesse, talvez não, na dúvida ele não quis arriscar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-1020853785738191922?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/1020853785738191922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=1020853785738191922&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1020853785738191922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1020853785738191922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/02/o-centro-do-mundo.html' title='O centro do mundo'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-3558183356046820434</id><published>2010-02-04T12:08:00.000-08:00</published><updated>2010-06-17T19:55:34.795-07:00</updated><title type='text'>Amei todas, sem excessão</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;Sou um velho, apesar de não me importar mais com isto. Os anos foram passando e a minha perspectiva de vida acompanhou a passada do tempo. Então ser velho não foi um problema, é claro que me cuidei. Prático exercício desde que sou jovem e por isso sou um velho bonitão, que de vez em quando conheço alguma garota de vinte poucos anos e passamos por algumas aventuras amorosas. Sempre é mais duro pra elas terminarem. Pra mim nada é muito complicado, nem mesmo o trágico. Alias o que pode me abalar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;            Sou velho, conservador e da direita. Confesso,é um tanto cômico ou paradoxal ser da ala da direita num país, onde a miséria está ai, aos nossos olhos. Alias, a miséria é promocional. Mas sempre tive uma vida boa, nunca precisei me esforçar, tudo sempre esteve ao meu alcance. A pobreza é algo que nunca bateu na minha porta, apoiar este sistema supressor e elitista. Faz todo o sentido do mundo. Do contrário estaria abalando a minha própria estrutura social.O que pode não me prejudicar, mas e os meus descendentes. Não posso prejudicá-los por conta de alguns milhares de miseráveis.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;            Um dia destes fui ao cinema, não era daqueles de shopping. Pra mim aquilo não é cine, é um desrespeito à sétima arte, uma verdadeira canalhice. Alias nada é mais artificial do que um shopping center, mas não quero falar disto. Sei que fui ver uma película do Almodóvar e havia ao meu lado um casal gay. Não que eu tenha preconceito contra os gays, acho que no mundo de hoje devemos aceitar as diferenças na maior harmonia possível. O fato é que o casal gay era espalhafatoso, chatos e sem nenhum pingo de educação. Alias no filme havia um personagem gay, que também era chato. Minha vontade era de cutucar o primeiro que estava do meu lado e falar: Sua bicha, você é tão chata quanto o boiola do filme. No entanto, me contive e não disse nada. Só tive que contar até dez, algumas vezes durante o filme. Sobre o preconceito contra os gays. Como já disse, não tenho. Apenas não acho que seja uma situação normal. Assim como não é normal beber cerveja quente, o normal é beber gelada. Alguém pode beber ela quente? Claro, sem problemas, mas não me diga que é normal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;            O fato é o que casal gay me fez pensar nas prostitutas. Alias, existe uma frase muito boa, que resume todo o sentido de um homem ir atrás de uma puta. Ela diz algo mais ou menos assim: Você não paga uma prostituta para ir pra cama com você, pagamos pra que ela vá embora. Tudo bem, entender os motivos dos homens é bem simples, mas e a mulher, por que ela aceita isto, ou melhor, por que ela escolhe está vida. Poderíamos dizer que é uma profissão fácil, afina de contas à mulher fica lá a disposição de quem quer lhe possuir e cobra uma quantia por certo tempo de usufruto do seu corpo. Se formos pensar no lado prático é bem simples. Mas o homem é um ser que não esquece, imagina a mulher lembrar de todos os seus clientes. Não deve ser uma das visões mais agradáveis. No entanto, eu gostaria de entender o motivo da escolha. Uma prostituta poderia ter tantas outras profissões mais simples e menos problemáticas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;            Ser prostituta é quase tão emblemático quanto ser assassino. É algo que você irá carregar pro resto de sua vida, além deste preço altíssimo que se paga, não é uma profissão que dure por muito tempo, logo os homens não te querem, novas mulheres aparecem no mercado e logo por uma seleção natural você está excluída do mercado de prostituição, talvez consiga ganhar algo, agindo feito uma matriarca, que gerencie novos clientes para as prostitutas novinhas. As prostitutas sempre apanham, fatalmente encontram um cliente, que acredita. Ter além do direito de usufruir do corpo da prostituta para o seu prazer sexual, ele tem também a escolha de lhe esmurrar a cara. É claro que a prostituta não pode reclamar, não pode procurar a polícia, não pode reclamar. Ela é tão indefesa quanto o traficante que leva um calote, não há como recorrer aos meios judiciários, o traficante precisa resolver a coisa na moda antiga, ou seja, com as próprias mãos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;            Uma prostituta sempre precisa resolver as coisas à moda antiga, mas ela dificilmente carrega uma arma de fogo, sua habilidade e coragem pra manusear o objeto não são confiáveis, ao invés de ajudar a arma pode atrapalhar. Então ela se utiliza da sutileza, do cinismo, da dissimulação, da castidade em algumas ocasiões se for necessário. Ela precisa se virar do caso contrário irá ser a presa e não a caça. O que mais me impressiona é que as prostitutas não têm bons exemplos, não sei de uma, que tenha ficado rica depois de se aposentar como prostituta. Uma que tenha se dado bem no fim de carreira, na verdade o fim das prostitutas é sempre deplorável, melancólico e triste. Acabam assassinadas, pobres, umas até se tornam mendigas, outras viciadas em drogas e perdem qualquer vestígio de vaidade que tinha nos tempos da belle époque. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;            A velhice descontrolada e feia, mas nada supera a velhice de uma prostituta acabada pelas marcas do tempo e do passado. No entanto, sempre há prostitutas, o mercado nunca fica escasso, alias nunca ouvi falar de uma crise no mundo da prostituição, alguma reportagem dizendo que as prostitutas estão em falta, pelo jeito as coisas andam bem. Nós velhos safados agradecemos, não que eu não goste das mulheres corretas, alias gostei de cada uma que tive, amei cada uma, alias sempre amei. As mulheres nunca entendem isto, acham que amar é só com uma pro resto da vida. Amar é entrega, sem medida, sem medo e sem saber o que vai ser do amanha, sempre fui assim, com todas, nunca deixei de amar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-3558183356046820434?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/3558183356046820434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=3558183356046820434&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3558183356046820434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3558183356046820434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/02/amei-todas-sem-excessao.html' title='Amei todas, sem excessão'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-5983672630541239331</id><published>2010-01-27T16:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T16:32:05.682-08:00</updated><title type='text'>Te desejo tudo em dobro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Há muitas perguntas a serem feitas daqui pro futuro. Disso não há dúvidas. Mas o problema não esta nos questionamentos. O que me preocupa são as respostas. Existem infinitas formas de responder a qualquer pergunta, ou seja, pra cada questão há infinitas soluções. Algumas são piores do que outras, apesar disto ser muito relativo, não tenho dúvidas. A pior com certeza absoluta é o silêncio. O silêncio é a pior das respostas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Não há nada mais torturador do que ele. Nada mais sufocante ou implicante que o maldito silêncio para uma pergunta. Os professores sabem do que estou falando, quando perguntam: “Alguma dúvida?” no meio de duzentos alunos ninguém se atreve a perguntar nada, nenhum barulho sequer. O silêncio predomina. Vejo isto como uma evolução do ser humano. Afinal de contas não evoluímos apenas fisicamente ao meio, evoluímos em nossos comportamentos também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O ser humano é cruel, disto não tenho dúvidas. Nossa crueldade não tem fim, como dizem os matemáticos, tende ao infinito. Eu não consigo imaginar uma cena de crueldade, que possa ser eleita a pior de todos os tempos. Além de ser difícil tal seleção, nada me garante que não vai aparecer uma pior. Posso falar de algumas, como os campos de concentrações Nazistas ou Soviéticos. As bombas Napalm usadas na Guerra do Vietnã, as bombas atômicas usadas em Hiroshima e Nagasaki usadas na Segunda Guerra Mundial, os meninos africanos morrendo de inanição. Sinceramente acho uma tarefa impossível, eleger a crueldade do século. Não há limites para o ser humano se tratando de crueldade. O mais plausível é falarmos em crueldade do momento. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Podemos minimizar a crueldade do ser humano, dizendo que isto são situações excepcionais, que isto não acontece no dia a dia. Em nosso cotidiano a crueldade quase não aparece. Mentira, mentira, mentira. Não vou ser hipócrita de dizer tamanha bobagem. A crueldade esta ai por todos os lugares. As mães que maltratam os filhos e vice-versa. Os maridos que espancam as esposas. As esposas que traem os maridos. O chefe que maltrata o subalterno. Os garotos da escola, que escolhem o bobo da corte para ser maltratado e humilhado. Os homicídios diários. O que mais me espanta em tudo isto, não são as pessoas que apenas cometem crueldades. Mas a promoção social que se tem ao cometer crueldade. Os garotos malvados são populares, queridos por todas as garotas. Os maridos que batem nas esposas são rapidamente promovidos no emprego. A única conclusão que posso tirar, é que ser cruel é um meio de promoção social.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;A crueldade é encarada como uma qualidade do ser humano empenhado em crescer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Inclusive os personagens malvados são admirados por todos. Quantos vilões de Hollywood se deram bem, alias ser o Coringa é uma grande honra. Jack Nicholson se deu melhor nos seus papeis de vilões, se imortalizou sendo mal. A crueldade é mesmo uma qualidade admirada e invejada pelos demais. É de fato o auge do poder humano. Falando da crueldade lembrei de uma história incrível. Um ato cruel que até Stalin invejaria. Sem disparar um tiro sequer o vizinho matou o outro. Não houve luta ou contato corporal. A história é mais ou menos assim, um senhor já idade com aproximadamente setenta anos cuidava de passarinhos. Ele cultivou este habito por toda vida. Sabe aquelas coisas que sabemos, mas não lembramos quando foi que a gente começou ou aprendeu. Exemplo não me lembro quando aprendi sobre o continente Africano. Não consigo lembrar a época que apontei no mapa e exclamei: eis o continente Africano. Pois então, assim era a relação do senhor com os pássaros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Este senhor foi casado por uma três décadas, mas sua mulher faleceu. Foi duro pra ele esta fase. No entanto, foi superado. Ele continuou cuidando dos pássaros. Inclusive ele adorava mostrar para outras pessoas os lindos pássaros que ele tinha. Enfim, a vida deste senhor era os pássaros. É até complicado dizer quem cuidava de quem naquela relação. Mas a felicidade faz mal nos olhos do outro. Um vizinho nada satisfeito com a vida boa, que aquele senhor levava. Resolveu mudar tudo na vida deste senhor. Não foi difícil, ele pensou no obvio ululante, ou seja, para onde o nariz aponta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O senhor gostava dos pássaros então era só tirar dele os bichos e estava tudo certo. O vizinho ligou para a Policia Ambiental e denunciou: No endereço tal, um senhor cria pássaros silvestres sem qualquer licença ou regulamentação. Ele é muito perigoso, não vão até lá sem reforços. No dia seguinte lá estava a Policia com várias viaturas na porta da casa deste senhor. Invadiram a casa, acharam vários pássaros raros e silvestres, muita irregularidade. Havia armas de fogo na casa do senhor, espingardas antigas. Os Policiais não tiveram dúvida o senhor foi preso, levado pra Delegacia e só teve liberdade provisória por que pagou a fiança. Na verdade a filha dele, quem pagou. Isto aconteceu na quarta-feira e na sexta-feira o velho foi encontrado morto por um dos seus filhos. Ele se enforcou e não deixou nenhuma carta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Pois bem isto hoje em dia é um motivo de parabéns, a crueldade é de fato promoção social. O grande problema é que eu não consegui ainda entrar nesta lógica social. Sou muito bobo e por fim não consigo ser cruel, logo não serei promovido. Mas se não sei responder com silêncio, vou responder ao melhor estilo, com irreverência. Já que não consigo ser assim, mal. Vou dizer que desejo tudo em dobro aos cruéis. Somente isto, tudo o que eles fazem que um dia ou menos dia volte em dobro pra eles. Isto não é julgamento de valor ou raiva é apenas o reconhecimento do trabalho feito pelos cruéis. Nada mais justo e ético do que receber em dobro tudo o que você fez, qualquer comerciante ficaria satisfeitíssimo em receber tudo em dobro do que comprou. E assim recebendo tudo em dobro, os cruéis poderão dormir com a consciência tranqüila, sem nenhum pesar, sem nenhuma dor, nenhuma divida. E assim os cruéis poderão continuar fazendo tudo o que bem entende e continuaram sendo venerados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-5983672630541239331?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/5983672630541239331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=5983672630541239331&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5983672630541239331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5983672630541239331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2010/01/te-desejo-tudo-em-dobro.html' title='Te desejo tudo em dobro'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-5905782649445666793</id><published>2009-12-20T10:10:00.001-08:00</published><updated>2009-12-21T18:20:47.014-08:00</updated><title type='text'>Além do que estamos vendo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Um dia destes resolvi fazer uma excursão antropológica, não vejo lugar mais antropológico em uma cidade grande do que um ônibus, metro e caminhada. Por falar em ônibus, não entendo por que eles vivem trocando os números dos ônibus, os percursos são os mesmos, mas os números não. No meu caso, que fiquei anos sem pisar num coletivo, perdi todos os meus referenciais, os números são completamente diferentes, é como se tivesse me ausentado de minha pátria por umas quatro décadas e neste tempo tivesse tido a troca da moeda corrente no país por varias vezes. Meu referencial de preço não existiria mais, no caso do ônibus acho que é um pouco pior, pois a minha noção de espaço e de onde chegar, como e quando, não existem mais. Agora sou uma formiga, sem qualquer senso de direção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No entanto, apesar de perdido, tenho tempo. Artigo disponível apenas na sua infância e velhice, na juventude não há tempo. Tudo é muito rápido, depois as coisas vão perdendo a velocidade e volta como era na infância, sem pressa, sem medir o tempo e sem desculpas esfarrapadas. Na juventude temos um ímpeto mais apurado é verdade, um sentimento de que tudo é pra já, algo mais ou menos assim: “haja duas vezes, antes de pensar”, mas não temos tempo. Algo que nos sobra na velhice e na infância. Mas voltamos a minha excursão antropológica, entro no ônibus, acredito que era um tal de 301E. Logo depois que sento, duas jovens sentam no banco de trás, lembro que não eram garotas tão bonitas, apenas comuns. Mas pensei se não é bonito de ver, talvez seja bom de ouvir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Logo nos primeiros dois minutos, vi que minha presunção do que viria, estava completamente enganado. Pois, lembro que uma disse algo mais ou menos assim: “ O Carlos é o amor da minha vida, é o homem que eu quero ficar pra sempre”. Tal afirmação é uma grande besteira, qualquer um que tenha vivido um pouco mais e tenha certa noção do que é direita e esquerda, irá concordar comigo. Fiz uma cara de nojo ao ouvir tais palavras e mesmo assim a garota continuou: “Ele é lindo, alto, coisa de 1,90m, moreno claro, cabelos bem pretos e liso, uma boca enorme, um sorriso perfeito, os dentes brancos, todos certinhos”. O papo dela me deixou irritado, pensei em abandonar imediatamente a antropologia ao ouvir tamanho disparate. Mas logo comecei a refletir sobre inocência da menina e pensei quantos são assim, julgam a vida como se fosse simples.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;A beleza da vida esta na sua complexidade, na sua infinitude de sentidos e significados. Em suas incompreensões, no sofrimento, na sua beleza. É como dizia o grande poeta, uma mulher precisa ter algo além da beleza, precisa ter um pouco de tristeza, um pouco de sofrimento. Com a vida não é diferente, precisamos de alguns apuros, de momentos de indecisão, contradições, uma vida simples e sem sofrimento é sem sentindo. É como ser um objeto inanimado, com sentido lógico e sem contradições, sem erro, talvez seja isto, que os suicidas enxergam ao fazerem algo inesperado. Eles nunca voltam pra contar os reais motivos, todos nós sabemos que a carta de um suicida é a maior mentira documentada do mundo. É como dizer, te amo, mas não te quero. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No caso do suicida, ele não mente por que quer, mas por que é impossível dizer a verdade. Deixo a vida, por que sou tão fundamentalista como uma pedra, seria algo mais ou menos assim, além do mais só depois de morto é que pode se dizer por que deixou a vida. Como isto não é possível, temos um documento falso, a carta de um suicida. Por isto, respeito apenas os suicidas que não escrevem nada, não deixam qualquer palavra explicando por que fizeram isto. Nenhuma linha sequer, nada. Absolutamente nenhum rastro dos motivos, apenas se matam e pronto, tão simples quanto era suas vidas, ou tão simples como o ato. Talvez Getulio Vargas seja o único suicida do mundo, que escreveu algo que não fosse mentira, mas o seu suicídio foi um ato político e não por uma questão existencial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Mas aquela garota do ônibus me fez pensar nas pessoas que vivem, mas não respiram. É como ver tudo apenas de forma como elas são. O grande segredo é ver além do que estamos vendo. Uma guitarra por exemplo, é um objeto, de madeira, que pode variar o tipo, jacarandá, sucupira, jatobá, keyaki, guariúba&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e entre outras, com alguns detalhes em ferro, alumínio, aço, seis cordas de aço entre, &lt;st1:metricconverter productid="0,10 mm" st="on"&gt;0,10 mm&lt;/st1:metricconverter&gt; e &lt;st1:metricconverter productid="0,50 mm" st="on"&gt;0,50 mm&lt;/st1:metricconverter&gt; ou algo em torno disto. Olhando assim, uma guitarra não tem nada demais, mas quando tocada com a alma, é que vemos como ela é fantástica. É algo que só nos seres humanos somos capazes de fazer, sentir as coisas além do que estamos vendo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-5905782649445666793?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/5905782649445666793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=5905782649445666793&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5905782649445666793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5905782649445666793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/12/alem-do-que-estamos-vendo.html' title='Além do que estamos vendo'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-8161493096820908794</id><published>2009-11-19T15:59:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T16:02:05.252-08:00</updated><title type='text'>Este não sou eu</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este não sou eu, este é um impostor. Estes beijos não são meus, este gosto não é seu. Estes versos não são meus, esta forma de escrever não é minha. É assim que me sinto nos últimos dias, não sei onde estou. Me encontro desaparecido. Preciso espalhar cartazes pela cidade com os seguintes dizeres: “Procura-se eu, vivo ou morto”. Acima da frase, uma foto, se é que ainda tenho alguma foto referente à minha pessoa. Na pior das hipóteses e se tratando de hipótese e probabilidade tudo pode piorar, coloco a foto de alguém parecido comigo, tenho um rosto comum e não vai ser difícil achar alguém semelhante ou que lembre a minha pessoa. O problema é se vou lembrar-me das minhas feições&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height:150%;font-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A vida é arte do encontro, embora haja tantos desencontros. Já dizia o grande poeta. Pois é assim que me encontro, sem nenhum ponto para me concentrar ou me assentar. Na vida tudo é um pouco de inda e vinda, sempre estamos refazendo algo. Nada termina tudo esta em constante construção. Talvez as obras sempre espalhadas pela cidade queiram nos dizer justamente isto, nós, nesta vida relâmpago é que não percebemos os detalhes que vemos todos os dias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Alias Deus está nos detalhes, me dizia Patrício em sua infinita sabedoria. E os idiotas, onde eles estão? Eu diria que estão no resto, ou seja, o que não é detalhe é dos idiotas. E eles estão por ai aos montões e digo mais: é difícil não ser um deles, não sei se estou neste seleto grupo, acredito que por mais que eu tente, sou mesmo um idiota. É claro que há diversos níveis, eu costumo dizer que os profissionais, os amadores, e intermediários. O profissional é complicado, este com certeza vai te trazer muito aborrecimentos durante sua vida, ele está ali sempre com a missão de te tirar do sério, de te fazer perder horas com algo tão fútil, mas tão inútil, que anos depois você não vai acreditar que realmente se preocupou com aquilo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lembro agora da Talita, uma branquela ou seria uma branqueia, sem sal, insuportável e idiota profissional. Está é uma das pessoas, que me marcou por minha repulsa em relação a ela. Acredito que estou indo longe demais em me lembrar desta louca depois de tantos anos, mas acho que isto é um exercício de desabafo, de alivio, um verdadeiro orgasmo. Pena que ela não vá ler, idiotas no nível dela, já não faz este tipo de exercício, leitura pra quê? Isto é algo já ultrapassado e como diria Mario Quintana a hereditariedade nos poupa muito trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O pior do idiota é que ele é algo inevitável, vai estar sempre na sua frente. Está tal Talita eu a conheci no trabalho, local onde perdemos metade de nosso dia, isto é se você estiver num bom emprego. No final do mês ganhamos uma merreca, como recompensa, temos o nosso pão com ovo de todos os dias, aquela onde a gema escorre em nossa boca. Não vou aqui me ater à instituição trabalho, que ganhou este nome da uma maquina de tortura. Alias é sem sentido algum dizer a origem do nome trabalho, é obvio ululante que veio da tortura, estamos sendo torturados todos os dias, em algum trabalho que no final das contas é inútil. Sei que alguns irão berrar, irão até me crucificar e diram, se você é inútil não vá pensar que os outros são. O meu raciocínio é muito simples, se somos bilhões de habitantes e todos fazem algo útil, por que no fim das contas não temos resultado? Cadê o resultado global de tanto esforço? Eu só consigo ver intrigas, traições, roubos, violência, homicídios, miséria, desigualdade, injustiça, lentidão e falta de solução. Tudo bem estou na turma de que isto não tem jeito ou do famoso deixa disto. Não é isto, eu vejo sim um futuro melhor, mas primeiro precisamos reconhecer a inutilidade global em que estamos nos afundando. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas voltando a nossa adorável idiota profissional Talita, conheci a mesma no trabalho, naquele local insalubre, tenso, constante, inútil e sem solução. Tenho certeza que se passaram décadas e aquele local, continuam com as mesmas tarefas, mesmos problemas e burocracia. E por mais vidas humanas que sejam gastas, não vai melhorar, é como eu já disse, temos de reconhecer a inutilidade global. Falam-se tanto de Stalin e seus terríveis holocaustos, seu genocídio contra milhões de pessoas, nada se compara à burocracia, imagine minha única leitora, quantos já morreram nas mãos da terrível e intransigente burocracia. O idiota profissional acredita piamente nela, ele morreria pela burocracia, como Cristo morreu por nós. Um conselho de amigo, jamais fale mal da burocracia para um idiota, não faça isto, você vai ganhar um inimigo mortal, voraz e ele não vai desistir até um dia você se render a burocracia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pois é, eu na minha franca inocência e por ter uma máxima, que jamais aconselharia para alguém. Bom, confesso é piegas, mas por mais que eu tenha quebrado a cara na minha vida, nunca consegui pensar de outra forma. Pra mim todos são bons até que se prove o contrário, quando na verdade deveria pensar, todos são maus até que se confirme o adverso. Mas não, tenho esta máxima, estúpida em meu gene, que funciona quase que como um botão de autodestruição. Partindo disto, acreditei que a tal Talita era uma boa pessoa, não precisei mais do que de uma semana para constatar total erro de princípios, se tinha alguém bom, este alguém não era a tal Talita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tal pessoa era uma profissional, amava a burocracia e gostava muito de ferrar os outros, alias é impressionante, como algumas pessoas são fanáticas pelo ferro alheio, o sentimento de prazer e satisfação em ver o outro se ferrar é tão grande que alguns idiotas mal conseguem se conter. Sinceramente, irei morrer sem entender tal sentimento, consigo ser assim no esporte, ao ver meu rival Cruzeiro entregando jogos aos quarenta e seis do segundo tempo, mas sei separar um futebol da vida real. Não consigo entender o prazer de ver alguém sendo assassinado ou de ver uma mãe, tendo que entrar na justiça para que o seu filho recém-nascido receba atendimento do plano de saúde, que insiste em não cobrir a UTI do filho, com a mera alegação de que o plano não incluía o filho, é obvio ululante, que não o incluía, ele estava dentro da barriga de sua mãe até ontem. Algumas pessoas sentem prazer em desgraças e aborrecimentos como este, eu não e continuo com a afirmação, de que morrerei sem entender tal sentimento alheio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Durante a minha vida, muitas vezes não conseguia me encontrar. Muitas vezes dizia: Este não sou, este é um impostor. Em muitas situações algumas pessoas, que passaram na minha frente me desejaram o mal, torciam para que eu desse errado. Para que tivesse filhos problemáticos, para que a minha mulher me traísse, para que o meu pai me matasse, para que a minha empresa falisse. Algumas jogaram veneno para o meu cão, outras deram o veneno para mim. Sei que passei disto tudo e hoje continuo respirando, gostaria de saber o que ganharam com isto. Não pense, minha única leitora, que tenho raiva destas pessoas, por que não tenho, não tenho raiva de ninguém, tenho apenas pena de sentimentos tão mesquinhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-8161493096820908794?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/8161493096820908794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=8161493096820908794&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8161493096820908794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8161493096820908794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/11/este-nao-sou-eu.html' title='Este não sou eu'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-9151980115811484616</id><published>2009-10-10T08:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T08:33:12.669-07:00</updated><title type='text'>Não vai embora</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; font-family:arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;E aqui, que acaba a nossa história. Foi justamente isto, que eu pensei em certo momento onde já não agüentava mais ser esnobado por ela. Em uma relação entre duas pessoas, chega uma hora que as coisas acabam e quase sempre sem aviso prévio. No entanto, se uma das partes entende que não estava na hora de acabar fica algo incompleto, inacabado e o sentimento que um dia as coisas irão voltar ao normal pode permanecer pra sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Pensando racionalmente, se eu conheço uma pessoa, digo ola tudo bom? e a conversa não dura mais do que quinze minutos é por que a outra pessoa não esta muito interessada no seu papo. No entanto, algo chamado intuição, que é um sentimento interior, onde estamos convictos, de que isto é para ser desta forma, nos diz que aquela pessoa é a mãe dos seus filhos ou a mulher que você vai ficar até os seus últimos dias de vida. Em outras palavras a racionalidade sempre perde para intuição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Alias, acreditamos estar pensando racionalmente. Afinal de contas se existe a convicção de aquela pessoa vai ser a mãe dos filhos ou um de seus melhores amigos devemos realmente insistir e não desistir ao primeiro blefe. É natural que neste jogo as cartas não estejam na mesa e que as regras sejam esparsas ou quase que nulas. A grande dificuldade neste jogo é a falta de objetivo é por isto que gosto tanto do futebol.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Neste esporte o objetivo é claro e simples. Você deve meter a bola no gol adversário com os pés ou qualquer parte do corpo que não sejam os braços. O desenho do campo é simples os gols adversários ficam um de frente para o outro, as marcas no campo são poucas, uma divide o campo em tamanho igual e a outra marca a grande área, que é o local onde se houver faltas é marcado o pênalti, que é a maior punição que você pode sofrer no futebol, pior até do que uma expulsão de um dos jogadores do time, são onze homens em cada equipe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Este esporte traz emoção por seus lances imprevisíveis e pela facilidade ou dificuldade que pode haver em fazer um gol. As partidas podem terminar sem a realização de nenhum gol, como pode haver numerosos gols. Apesar das polêmicas que podem surgir em uma partida de futebol, suas regras são claras e o objetivo mais ainda, quem fizer mais gols ganha a partida. É justamente esta objetividade e clareza que não temos na relação com outra pessoa, seja ela sua amiga, esposa, filha ou algo do tipo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ela, a pessoa para qual eu dedico minhas lamentações, é muito confusa e suas regras se é que existem são variáveis conforme o seu humor. Desde o dia que eu a conheci tive a convicção de que ela seria a mulher da minha vida, uma certeza boba, mas que não deixava dúvidas. Isto era mais do que o suficiente para tentar e tentar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Inicialmente minhas previsões se confirmaram, ela gostava de mim com a mesma intensidade ou mais do que eu. Tudo era tão gostoso, nossas conversas, beijos e confidências, tudo com muita sinceridade e com regras e objetivos bem simples e claros. Não havia blefes, palavras pela metade e conversas sem ponto final.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Com o tempo as coisas mudaram e não se encaixavam mais ou ficavam sobras. Espaços e faltas que faziam tudo ruir. Inicialmente eu pensava que era uma simples questão de charme feminino. Pois as mulheres têm muito disto, elas não são de admitir que estão envolvidas, que estão gostando de ficar com você. Parece que é o mesmo, que admitir que matou alguém ou que cometeram um sacrilégio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Minha convicção permanecia firme e não dei muita bola para as provações que ela vivia me fazendo. Dizia que não pensava mais em mim, que não gostava, dizia até que estava saindo com outros. É claro que não levava a sério tamanhas bobagens. A mulher dos meus filhos não me esqueceria e muito menos, me trocaria por outros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Com o tempo ela se tornou agressiva, mal educada e insuportável. Comecei a evitá-la, passava semanas sem nos vermos ou mesmo trocar algumas palavras e não era por causa da distância, éramos vizinhos. No fim não sentia mais falta, mas de vez em quando me batia um sentimento, uma lembrança do seu olhar vivo e de seu sorriso lindo. Queria vê-la , beijá-la, tocá-la, então eu corria atrás dela, pensando que fosse me receber de braços abertos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Minha desilusão era completa, mas pior do que ficar irritado e chateado era o sentimento de não acreditar que aquilo estava acontecendo. Não acreditar é pior do que o fato em si. Você simplesmente nega que isto tenha acontecido, neste caso o acontecimento por mais simples que seja torna-se uma verdadeira tragédia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Para exemplificar o que eu falo, vou ilustrar com um caso bem banal. Você esta comendo uma torta, de repente por um lapso de memória esquece, que o pedaço que acabou de comer era o último. Você volta na geladeira para comer mais um pedaço e não há mais um pedaço. Sua reação é de perplexidade, cadê a torta? Sua memória lhe nega, como um réu nega um crime, que você tenha comido aquele pedaço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Foi isto que aconteceu comigo em relação a ela, eu não conseguia acreditar, que ela estava indo embora, sem se despedir e o pior, sem nenhum remorso. Naquela altura eu já tinha me tornado um fardo, que ela não estava disposta a carregar. No final das contas nunca mais tivemos contato, vinte e cinco anos depois eu a vi passando pela rua, com uma garotinha, que provavelmente deve ser sua neta ou sobrinha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span style=" line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Foi neste dia, vinte e cinco anos depois, que percebi que havia mesmo perdido o amor da mãe dos meus filhos, era assim que eu gostava de me referir a ela, brincava com ela carinhosamente. E como um profeta anunciava que ela seria a mãe dos meus filhos, que ironicamente não foi mãe de nenhum filho meu. Parece que ela foi mesmo embora, demorei em reconhecer, mas pelo menos não morri com isto no meu peito.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-9151980115811484616?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/9151980115811484616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=9151980115811484616&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/9151980115811484616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/9151980115811484616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/10/nao-vai-embora.html' title='Não vai embora'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-6990094126560895290</id><published>2009-09-16T11:34:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T11:35:25.740-07:00</updated><title type='text'>Alma Seca</title><content type='html'>Dizer de muito é o mesmo que falar sobre nada. É tão frustrante quando conversamos com alguém e ao notarmos que a pessoa não esta bem perguntamos, o que você tem? O que te deixou decepcionado? O que esta te magoando? Recebemos como resposta, muita coisa vai mal. Dizer isto é o mesmo que não dizer nada. Talvez por isto eu não tenha dito muita coisa nos últimos tempos, sinto que andava dizendo muita coisa e quase todas sem sentido algum. Talvez Alma Seca não tenha feito nada, já que fez tanta coisa ruim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que devia parar de me preocupar em ser substancial, já passei anos procurando por isto e não consigo passar da minha futilidade.  Quando vou à casa da minha única leitora e tenho conversas sempre todas adoráveis, sempre me pergunto: Como ela consegue ser tão substancial, tão profunda, tão sensível, tão prudente e sensata. Enquanto eu continuo o mesmo idiota de sempre. O engraçado é que a minha única leitora me acha o máximo, diz que sou muito inteligente, único e insubstituível, homem como eu são poucos, me compara com grandes escritores. Claro que gosto de ouvir isto tudo, ainda mais dela. Mas tenho espelho e sei da realidade, por isto poucos minutos depois volto ao que de fato existe. Sempre me pergunto como assassinos casam, tem família e filhos. Normalmente os assassinos são bons pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui falando de mim, mas na verdade quero falar de uma pessoa, que pra mim é mais um personagem. A figura do personagem sempre me impressionou, é incrível como uma pessoa pode conserva dentro dela tantos significados, sejam eles bons ou ruins. Vejam os casos de Frank Abagnale Jr, Assis Chateubriand, Luis Inácio Lula da Silva, Adolf Hitler, Michael Jackson, Ronald Reagan, John Lennon, Dom Quixote, Jesus,  a lista é longa, mas é inegável o peso que um personagem têm na história da humanidade. Quero falar aqui de um personagem esquecido, na verdade ele praticamente não existe é mais ou menos como aqueles dialetos indígenas, de uma tribo com pouco mais de cinqüenta pessoas, que cedo ou mais tarde irá deixar de existir. Talvez com a minha modesta contribuição este personagem maldoso e perverso sobreviva. Estou falando de Alma Seca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que vou ser julgado por não deixar Alma Seca morrer e cair no esquecimento, mas ao fazer isto não estou enaltecendo as maldades que ele cometeu, muito pelo contrário, quero que eles sejam lembradas para que ninguém as cometa novamente. Alma Seca foi um dos maiores homicidas que já existiu, ele matava por prazer e justificava que era o que sabia fazer. “Alguns são doutores, outros são juízes, alguns são carpinteiros e outros serviçais. Eu sou matador”, é assim que Alma Seca se definia, sem nenhuma vergonha. Se alguns acreditam que fazem o bem por uma dádiva divina concedida por Deus, Alma Seca tinha plena convicção que Deus o enviou a terra para matar. Ele não via pecado e muito menos erro em matar alguém, esta era  a sua obrigação ou destino. Alma Seca tinha gosto de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma Seca não nasceu com este nome, sua mãe lhe deu o nome de Francisco Tavares da Costa. Menino bonito, forte e com o sorriso sempre aberto. Não podia ver a mãe que ia correndo abraçar. Nascido na cidade de Betim, município vizinho da capital Belo Horizonte, a cidade grande. Sua família era de Delfinópolis, inclusive não sabe ao certo se Alma Seca nasceu em Betim ou em Delfinópolis. Mas não tardou e aquele menino bom e feliz se tornou logo ruim e sedento por sangue. Ele tomou gosto pela coisa, gosto de sangue. Alma Seca mesmo relata esta passagem na sua vida. “Eu tinha uns cinco ou quatro anos, vi um cachorro passando de frente para a minha casa. Lembro que ele avançou em mim. Não tive dúvidas, eu tinha de matar aquele cão. Peguei uma pedra e bati com toda a minha força na cabeça do bicho. Ele morreu na hora, senti em mim a alma do bixo partindo e fiquei muito satisfeito. Satisfação de dever cumprido. Ali eu já sabia que iria matar muitas pessoas durante a minha vida”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frieza com que Alma Seca descrevia suas vítimas era de arrepiar. Para ele matar era tão ou mais satisfatório quanto fazer amor.  Ele gostava de dizer todos os detalhes e adorava escutar o ultimo suspiro de suas vítimas. Era o seu orgasmo, seu clímax, seu momento de êxtase. Ele gostava de vítimas indefesas, abaladas e transtornadas psicologicamente. “Sempre gostei de matar mulheres. Elas são indefesas, fracas e fáceis de serem dominadas. Primeiro eu abusava delas sexualmente, mordia os seios, gostava de vê-las chorando. Claro que eu as estupravas e fazia questão de que não fosse nada prazeroso. Eu gostava de ficar horas espancando e estuprando as mulheres, algumas me pediam para matá-las logo. Elas preferiam morrer do que agüentar minhas torturas, intermináveis, lembro que certa vez, fiquei torturando uma mulher por quase trinta dias, ela implorou para que eu lhe matasse, só quando me cansei dela é que eu a matei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma Seca foi realmente um sujeito mal, vê-lo sempre foi apavorante, ouvi-lo pior ainda. Lembro que me assustava, o ódio que eu tinha por ele. Minha vontade era fazer com ele coisas muito piores do que ele fez com todas as suas vitimas. E isto me assustava.  Igualava-me aquele ser perverso e mau, sentia-me capaz de cometer tais atrocidades com a mesma intensidade. E no final das contas, eu concluía, qualquer um pode ser mau como Alma Seca. Ele não era só mau, como também sortudo. São incríveis todas as acrobacias em que ele se meteu. Matou milhares de tiras, bandidos, inocentes e fez incontáveis vítimas, todas as fugas mirabolantes com destruição da cidade por onde passava.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre este personagem peculiar, que acabo de relatar. Não posso dizer que foi o mais cruel e impiedoso, pois para a maldade não há limites. Não estou aqui elogiando suas atitudes. Ao lembrá-las, minha intenção é que isto não morra, não caia no esquecimento. Hitler, Stalin e Alma Seca estão sempre acontecendo novamente, pelo simples fato de que são esquecidos. Por isto, eles sempre renascem das cinzas e voltam cada vez piores. Eles querem que o esquecemos, mas prefiro lembrar de cada cena sórdida e cada sofrimento que homens com gosto de sangue são capazes de fazer e repetir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-6990094126560895290?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/6990094126560895290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=6990094126560895290&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6990094126560895290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6990094126560895290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/09/alma-seca.html' title='Alma Seca'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-6569959637797976619</id><published>2009-08-24T07:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T17:29:20.368-07:00</updated><title type='text'>Eu e meus problemas inúteis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Eu e meus problemas inúteis. Foi assim que me senti hoje e em outras ocasiões também. Afinal de contas, meus problemas são inúteis, supérfluos e bobos. Inocentes, por que não. Sempre que penso desta forma, me lembro da mãe, que perdeu seus três filhos homens assassinados, lhe restou sua única filha, que tinha distúrbios mentais. O que são meus problemas perto disto; imagino que nada. Não sou mãe, mas só de imaginar a dor de uma mãe, que perdeu seu três filhos. Para esta mulher, nada é demais. 11 de Setembro, atentado de Munique, um senador matando outro senador em pleno congresso, são coisas normais, o que pode de acontecer de extraordinário pra esta mãe. O que são problemas financeiros, inquietudes do amor, ter um chefe ignorante e carrasco no seu pé perto de perde seus únicos três filhos homens, todos assassinados. Esta mulher tem o direito de declarar guerra contra tudo e todos. Nem mesmo a ONU pode lhe provar o contrário, nada faz mais sentido, nada mais tem valor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O maior problema de nosso século é a solidão, a indiferença, a falta de conhecimento. Vivem dizendo, que habitamos em uma aldeia Global. As notícias hoje são instantânea em qualquer parte do globo. É claro que estas afirmações, são meras ilusões. Tudo hoje em dia é de plástico, até o amor. Neste mundo de plástico, tudo desaba muito facilmente e nada é tão assustador. Além do mais, não devemos nos preocupar com os problemas alheios. Evoluímos, somos seres ocupados e extremamente importantes, assim são os seis bilhões de pessoas do globo. Não há tempo para se preocupar com o outro. Devemos apenas ler uma notícia, de um ou outro continente, cidade, bairro, país. E não há tempo para reflexão, se antes uma notícia demorava três décadas, para percorrer o planeta e com o tempo foi evoluindo para três anos, três meses, três semanas, três dias, três horas, três segundo, três milésimos. Hoje chegamos a incrível marca de três milésimos. O que isto trouxe de bom, realmente eu não sei, mas alcançamos esta marca tão desejada. Nesta avalanche de informações, nada custa e nada é realmente importante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ter seus únicos três filhos homens assassinados um dia já foi notícia. Hoje em dia não é digno nem de nota, o que dirá de uma investigação policial, com conseqüente processo judicial. Nada disto, temos que arquivar, contar, estatísticas, números, planilhas, porcentagens, índices, tendências, projeções, no final das contas homicídio, exportação, importação, comércio, dólar paralelo, varejo, barril petróleo é tudo uma questão de números. Está ai a solução para todos os problemas mundiais, transforme tudo em números e no final das contas tudo vai dar certo. Lembro daquela velha máxima do jornalismo: Cachorro que morde homem não é notícia. Homem que morde cachorro é. Será que isto vale nos dias de hoje, afinal de contas isto foi dito há cinco ou seis décadas, o que em comparação com outros tempos, da algo em torno de 10 mil anos. Lembra da música do velho Raul, em 10 mil anos o cara viu tudo. Hoje em dia, 10 horas não é possível de ser absorvido por uma vida humana. Pode ser uma tarefa fácil, para uma maquina com uma memória de 450 terabytes, mas é algo impossível para um cérebro humano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É engraçado como a vida é cheia de progressões e regressões, são constantes idas e vindas, um vai e vem incessante, que não para nunca. Temos o tempo biológico, que marca sua estadia na terra com certa precisão, nos dias de hoje não consigo esconder minha velhice e décadas que já se foram. No entanto, apesar das rugas. A criança que existe dentro de mim, cada dia toma mais conta do espaço.  E se no fim ou próximo dele acreditamos que vamos tomar as rédeas, ledo engano. A verdade é que nunca estamos preparados, o ser humano é o eterno despreparado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Não consigo de deixar de pensar na mãe, que perdeu os três únicos filhos homens que tinha, lhe restando uma filha com distúrbios mentais. Minhas inquietações estão todas no passado. Na mulher que me amou e eu desprezei, lhe traí centenas de vezes com outras mulheres, que em algumas vezes nem sabia que eram a outra. Fiz tanta besteira no meu passado, que ele vive insistindo que já foi um dia o presente. Talvez esta seja minha maior dor de todos os meus problemas inúteis, todo meu trágico passado um dia já foi o recente. Passou diante dos meus olhos e eu não fiz nada pra evitar. Agora passa diante de minha memória, que nada mais pode fazer a não ser lamentar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-6569959637797976619?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/6569959637797976619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=6569959637797976619&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6569959637797976619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6569959637797976619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/08/eu-e-meus-problemas-inuteis.html' title='Eu e meus problemas inúteis'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-9127729174687885384</id><published>2009-07-22T10:38:00.001-07:00</published><updated>2009-07-26T17:56:36.592-07:00</updated><title type='text'>Revolucionário chinês</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sonhar é difícil, lembrar mais ainda.  Incomoda-me este estado, onde custo a sonhar sendo ainda mais ardoroso recordar do que sonhei. Fiquei assim por um bom tempo, sonhando pouco e não me lembrando de quase nada.  Pra mim este é o estado vegetativo, se não sonho, não vivo. O pior é estado de inércia, em que estamos fadados a cair, é difícil injetar o veneno antimonotonia na veia e dizer boas palavras em um bom português, ou seja, é complicado desabafar, por mais que você tenha muito a dizer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;De fato eu preciso muito destas injeções de veneno antimonotonia, anda preocupante o meu estado de inércia fútil, que ando me arrastando. Mas posso fazer uma autodefesa, se faço isto é para sair do mais do mesmo. Não quero passar décadas falando o mesmo discurso por mais revolucionário que seja. Revolução não é ser coerente, não é dizer o que os outros querem ouvir e muito menos dizer a mesma coisa por vários anos. Tenho medo de cair neste arcabouço comum e de me copiar. O erro mais fatal que posso cometer é um auto-eu infinito, onde digo coisas que eu mesmo já disse, da mesma forma, com o mesmo olhar, da mesma perspectiva. E no fim das contas eu ser uma cópia continua do que já fiz há muitos anos atrás. É como entrar em um estúdio e gravar um Nevermind, In útero, The Dark Side Of The Moon ou um Thriller a cada ano que passa. Nenhuma obra artística é revolucionária quando você esta fazendo o que já fez, por melhor que seja a qualidade desta obra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Talvez para evitarmos nos copiar indefinidamente devêssemos parar. Dar um tempo e ver no que vai dar. Foi mais ou menos isto que tentei fazer, mas ainda me vejo com o mesmo discurso repetitivo, revolucionário e vazio. Além do mais é intrigante se vamos sempre ter algo a dizer, a fazer, a criar, a construir. É como se fossemos infinitos e como o universo estamos sempre em expansão. Tenho minhas dúvidas, acho que a minha falta de fôlego em alguns momentos é o sinal, que a corrida esta chegando ao fim. "Amanha vai ser outro dia" é sem dúvida. Uma frase de esperança de um sentimento inabalável, de que dias melhores viram e que vamos estar sempre construindo um futuro mais agradável. Não sei, sou um tanto cético e sempre questiono até coisas deleitosas como: amanha vai ser outro dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Eu continuo discursando coisas tão vagas quanto discursava aos meus vinte anos. Tenho a leve impressão de ser um eco de mim mesmo. Faz alguns anos, que sempre penso: deveria ler mais, deveria me dedicar mais a música, ao canto, a vida social, aos prazeres da vida, sempre digo que logo farei isto. O fato é que este logo, já são algumas décadas. Eu sempre estou deixando algo para logo. Faço depois, digo sempre ao ver algo que me interessa e me deixa em estado de êxtase. O “faço depois” vira um bolo tão volumoso e incontrolável que o melhor é esquecê-lo. Recomeçar sim, mas por um novo caminho, o problema é que penso estar em um novo traçado, mas quando percebo estou no antigo, no velho, no ultrapassado. Estou novamente me copiando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Como um revolucionário chinês, igual a mim tem mais um bilhão. Me sinto como uma rosa no meio de um ramalhete de rosas, quero ser a rosa de Léon Werth, sendo ela única não por ser a mais bela ou mais formosa. Ela é diferente por ser a rosa de Léon Werth, isto lhe torna única. Léon só tem aquela rosa, nenhuma outra é capaz de substituí-la por mais que semelhante que seja. É uma particularidade difícil de ser constatada e ainda mais de ser percebida, geralmente não damos bola para isto. Já tive a melhor mulher do mundo e não dei muita veemência, quando me dei conta não a tinha mais. Ela se foi, sem dizer adeus, nem mesmo um até mais. E assim continuo me copiando, sempre pensando: vai passar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Guimarães Rosa dizia, que para falarmos do universal, devíamos partir do nosso quintal de casa. Sempre que leio, vejo, ou lembro-me de Guimarães Rosa, penso que deveria ler mais sobre este cara. É o que penso também ao cruzar as pontes de Madison, necessito dar mais valor a simplicidade da vida. As vezes eu me sinto o bêbado, que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber.  Sinto-me responsável pela minha única leitora. Desculpe pelo meu sumiço. Mas nem sempre consigo ser um revolucionário chinês, que em sua verborragia dispara mil palavras. Às vezes me sinto tão impotente, quanto um cão, que só é capaz de latir, mais grave, mais agudo, mas intenso e menos intenso, sua variação é entre o latido e rosnar. Em ultimo caso, o grito latente de dor, aquele de momentos inesperados e de extremo pavor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Deixo agora de ser um revolucionário chinês, que sempre acredita estar dizendo e fazendo coisas imprescindíveis para a humanidade. Percebo, que não, que não faço nada que outros não poderiam realizar. Estou apenas no lugar de alguém, por ter sido mais esperto em certo momento, mais ágil, mais trapaceiro, mais maldoso ou mais estúpido. Quem me garante, se estou no melhor lugar ou no máximo confortável. É aquela velha coisa: você já sabe, o que eu já sei, que você já sabe, que eu já sei, e não sabemos se vamos para onde não vamos, e não sabemos se amamos, quem não amamos, e não sabemos se fazemos, o que não fazemos, você já sabe, o que eu já sei...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-9127729174687885384?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/9127729174687885384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=9127729174687885384&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/9127729174687885384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/9127729174687885384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/07/revolucionario-chines.html' title='Revolucionário chinês'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4348878744307231488</id><published>2009-05-22T20:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T20:35:21.153-07:00</updated><title type='text'>Faço-te o favor de lhe prestar atenção</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(85, 26, 139); "&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Nestes dias me aconteceu algo inusitado. Minha única leitora ganhou uma “concorrente”, para ser mais preciso, um crítico. Isto mesmo, um crítico. Daqueles bem chatos, rabugentos e que botam defeito &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em tudo. Mas" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;em  tudo. Mas&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; compreendo, um crítico que se preze não pode achar nada bom. No máximo correto, caso contrário, ele não é um. Algo muito bom para um crítico é algo que não existe, um modelo ideal nunca alcançado no máximo desejado. Nem mesmo Pedaço de mim pode ser considerado uma boa canção de despedida. Mesmo que tenha versos como estes “Oh pedaço de mim, oh metade arrancada de mim.. Oh pedaço de mim, oh metade amputada de mim.. Que a saudade é o revés de um parto. A saudade é arrumar o quarto, do filho que já morreu.”&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Para um crítico isto é uma mera simbolização da despedida, que cumpri bem o seu papel. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Minha única leitora vem comentando comigo, que quase não falo dela mais, que já me esqueci de sua importância. Tento lhe explicar que isto não é verdade, que me iludo sim com o meu falso estimulo, que tenho muitos leitores, um fã clube, muitos críticos, muitas mulheres que querem passar só uma noite de amor comigo. Enfim é o estimulo para continuar vivendo, em certos momentos preciso me enganar. Mas volto sim à realidade e lá esta ela, minha única leitora, linda, sorridente e sempre com um bom papo. E gosto da minha condição, se não tenho leitores, tenho uma única, que é muito importante e como conseqüência não tenho leitores indesejáveis, com seus comentários impertinentes ou vazios, que nos fazem arrepender de cada linha escrita. Por isto, não reclamo e agradeço por minha única leitora. Mas agora fui surpreendido e ganhei um crítico, ferrenho, feroz, estúpido e muito sincero. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ao escrever “Destinos diferentes” me veio o crítico, não sei como tomou conhecimento de minha humilde existência e ainda por cima de minhas publicações. Mas por uma intervenção divina ou não, ganho um crítico. Em minha inocência ao conversar com ele. Pergunto meio espantado “Ahh você leu?&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Um texto meu? Como? Destinos Diferentes? Ahh que coisa, não sabia que era um homem público, mas o que achou?” Fui piegas demais, concordo. Mas fui pego de surpresa é como se envolver em uma trama, que de repente muda todo o seu enredo. Alias muito sábio, quando dizem por ai “O combinado não sai caro”. Neste caso não houve combinação alguma, mal sabia eu, que tinha um crítico, sardento, moribundo e frenético bem a minha frente. Ele por ser um crítico fez tudo de caso pensado é o obvio ululante. Tramou tudo desde o início, primeiro pensou preciso de ler um mau escritor, um bem piegas, cheio de falhas gramaticais e com total falta de coerência e adesão. Para não fazer um serviço pela metade, ele queria um escritor inexperiente, ingênuo e sem leitores, tudo bem podia ter uma única leitora. Eis que me encaixo perfeitamente no perfil previsto pelo crítico, por isto me tornei alvo de sua truculência verbal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Fiz uma pergunta infantil, o que acha disto? gostou? ficou bom? É tipo de coisa que não se faz com um crítico. Você tem de ignorá-lo, subestimá-lo e não dar a mínima importância para o que ele acha disto ou daquilo. Mas não fiz isto, muito pelo contrário, perguntei, mostrei meu interesse em saber sua opinião. Como crítico ferrenho ele começou aparentemente dizendo um elogio. Disse que era muito bom o tema, forte, explosivo e de total relevância. No entanto, pequei, pois só&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;fui feliz na escolha do tema ao desenrolar&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;a trama fui chocho. Chocho? Perguntei. É disse ele, chocho. Não disse mais nada, não quis dar maiores explicações. Alias eis que o crítico é perverso e adora provocar e dizer pela metade. Ele não gosta de explicar sua critica e nem gosta que elas sejam claras e simples. Quanto mais confuso ele deixar o criticado, melhor e se for possível até mesmo irritado, possesso, pronto pra matar. Neste caso o crítico atinge o seu orgasmo, chega em sua plenitude ao ponto máximo de satisfação e delírio. Neste momento, o crítico se sente autor de uma verdadeira obra prima de importância muito maior do que a própria obra que originou a sua critica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Alias os críticos dos críticos sempre dizem isto, mas este povo ai não cria só critica. Um grande erro, pois os críticos criam sim. Eles criam algo que seria o oposto de toda criação. Criam à antípoda, a complementação que o autor não seria capaz de cunhar.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ele faz o que poucos tem coragem de dizer, além disto, fala com propriedade, embasado em livros de Platão, David Hume, Aristóteles, Descartes. Assim como nas obras semelhantes, suas influencias antepassadas. O crítico é tão bem embasado, que sempre nos perguntaremos, afinal de contas, por que ele é não é um autor? É tão dedicado, inteligente, criativo e tem tanto conhecimento, seria ótimo como criador, no entanto, preferiu ser crítico. Opressor dos sem talentos, dos maus escritores. Daqueles que como eu, custam a escrever três folhas, que apesar da dedicação e empenho, não saem boas escritas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Nestes dias ouvi falar do escritor Ryoki Inoue o maior escritor do mundo, isto mesmo. Ele sozinho publicou 1079 livros, dentre eles alguns clássicos&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;e imperdíveis como “E agora Presidente”, “Onde esta Pablo Escobar” e muitos outros. É preciso destacar que ele apesar do nome difícil, não é nenhum norte-americano ou europeu. É um brasileiro, num país onde não se ganha nenhum Nobel e não me venha com o discurso de país subdesenvolvido não ganham o Nobel, pois a Argélia já ganhou, até mesmo as Ilhas Faróe, Irão, República da Macedônia, Mianmar, Trinidade e Tobago, Islândia, o Brasil não, samba e carnaval não ganham nobel só ganha os gringos mesmo que vivem berrando “Rio de Janeiro, cai- pi – ri – nhá (eles falam soletrando) , mulata (como se as norte americanas fossem santas)”, isto atrai&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;turistas não o Nobel. Mas apesar de tudo isto, temos o maior escritor de livros do mundo, recorde registrado no Guinness Book desde 1993, tendo sido médico antes de ser escritor. E se ele é capaz de escrever um bom romance em seis horas, eu até hoje não tenho meu livro. Espero não morrer sem publicar um livrinho, um mero e único livro pelo menos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Mas agora me sinto completo, tenho minha única leitora e o crítico, sardento, feroz, truculento, que em qualquer desnível de minha parte ira me denunciar, me delatar sem o mínimo pudor. Para o crítico o simples ato de saber da minha existência, de perder o precioso tempo dele com minhas publicações, já é um grande prestígio alcançado por mim, autor. Entre inúmeros e insignificantes autores, consegui o meu crítico mordaz.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E assim todos estão felizes, eu, minha única leitora e minha pedra no sapato. E sempre ele vai dizer&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;“Olhe, presto atenção em você, isto não é o máximo”. E assim são os críticos, verdadeiros criadores de todas as obras primas criadas pelo homem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4348878744307231488?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4348878744307231488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4348878744307231488&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4348878744307231488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4348878744307231488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/05/faco-te-o-favor-de-lhe-prestar-atencao.html' title='Faço-te o favor de lhe prestar atenção'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-1265163632063823405</id><published>2009-05-05T20:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T12:07:14.867-07:00</updated><title type='text'>Destinos diferentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Conheci duas mulheres tão diferentes que foi impossível não compará-las.  Uma era linda, cor de jambo, voz de menina doce,rosto de uma pessoa  bem vivida e feliz apesar das angustias.  Lorena já não era linda, tinha os traços bonitos, negra e alguns quilos acima do peso, seu rosto não era de felicidade e sim de sofrimento. Este sofrer que alguém só tem quando passa todos os dias pensando no que vai comer amanha. Lorena nasceu em 1978, assim como Lucia. Fora o ano, a letra L e o fato de serem mulheres, elas não tinham mais nada em comum.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Lorena teve seis filhos, Lucia não teve nenhum. (Pelo menos é assim até o presente momento, nunca se sabe quando uma mulher vai dar a luz). Lorena teve dois amores, Lucia não teve nenhum. Lorena nasceu na capital em um berço faminto. Lucia é de ótima família e nasceu nas Veredas. Lorena não conheceu o mundo da arte, não sabe quem é Pixinguinha, desconhece Jimi Hendrix e nunca sonhou em tocar um piano. Lucia tocava piano muito bem, sempre foi uma moça prendada, linda para uns e graciosa para outros. Lorena trabalhava em uma empresa comunitária de reciclagem de lixo. Lucia era médica. São tão poucas as coincidências na vida destas duas mulheres, enquanto Lorena ri, Lucia chora. Lorena ama e Lucia esta angustiada por que não conhece o seu amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Falei de Lucia e Lorena. Na verdade conheço Lucia e muito bem, até mais do que gostaria de conhecer. Por que tem certas pessoas que conhecemos e gostamos, mas não é algo planejado e esquematizado. Pode ser que no início pensamos em nos envolver e abusar da pessoa, depois de um tempo descartamos. Pelo menos é assim que pensamos algumas vezes no nosso intimo. Com certo receio e reprimindo a nos mesmo, mas usamos sim as pessoas e fazemos isto quase sempre de forma planejada. Quando conheci Lucia pensava isto, iria usar e abusar dela, depois não iria querer mais e independente do que ela pensasse ou sentisse iria desaparecer da vida dela. Foi assim no começo, mas com o passar do tempo Lucia foi tomando conta de mim e como naquela música, feito um posseiro se apossou do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Um verdadeiro tiro pela culatra. Saia comigo quando queria, me beijou quando quis e me dispensou quando pode. Me fez viajar para irritar, me fez ligar para aborrecer. Até me fez compor um poema, para jogar na primeira lixeira que aparecesse. Só fui lembrar de Lucia ao conhecer Lorena. O ano de nascimento das duas era o mesmo 1978. O que aconteceu neste ano? Roubaram o corpo de Chaplin. As ilhas Salomão adquirem sua independência. Morre o Papa João Paulo I depois de 33 dias de pontificado. O cardeal Karol Jozef Wojtyla é eleito papa e adota o nome de João Paulo II. O presidente Geisel envia emenda ao Congresso Nacional para o fim do AI-5. É iniciada a abertura lenta e gradual. Acontece o suicídio em massa dos seguidores do Pastor Jim Jones, morrendo 912 pessoas. Nasce o grande filme O Muro, do Pink Floyd. O São Paulo vence o Campeonato Brasileiro de 1977 ao bater o Atlético Mineiro nos pênaltis, que perdeu o campeonato invicto. São lançados os filmes Superman, A dama da lotação. A Grécia adota a sua bandeira atual. Publica-se pela primeira vez a tira de quadrinhos Garfield, do cartunista norte-americano Jim Davis. Nascem Lorena e Lucia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Se Lorena não tivesse nascido em 1978 ela não seria nada especial pra mim. Ela tinha sim a cara de sofrimento, o rosto de alguém que viveu todos os dias da sua vida pensando no pão de amanha. Nem por isto Lorena deixou de amar, de sofrer, de dar a luz, de sorrir e de agradecer a Deus a vida que teve. Lucia tinha tudo, mas sua angustia sempre esteve com ela. Parece que ela sabe que ser feliz era algo que ela não poderia ser. Mesmo tendo tudo pra ser, mesmo tendo todos aos seus pés. Mesmo podendo sempre escolher. Lucia não nasceu para ser feliz, não veio ao mundo pra dar a luz, não veio para amar. Sua sina era a infelicidade. Enquanto Lorena, que não tinha nada pra ser feliz, era e muito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:19.2pt"&gt;&lt;span style=" color: rgb(0, 0, 51); font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Falei que Lorena teve dois amores, todos os dois foram tirados de sua vida. Saíram de sua vida assassinados. Lucia foi trocada por outra algumas vezes. Enquanto uma teve a decepção de não ser amada como queria a outra teve o amor interrompido por uma ação violenta e inesperada. Afinal de contas um homicídio é sempre algo inesperado, por mais que saibamos de sua alta probabilidade em acontecer. É quase inevitável perguntarmos “Ele morreu mesmo? Está morto? Não tem mais chances? Não é possível, vi ele vivo horas mais cedo”. Mas o que é pior ter um amor vivo ou morto? Afinal de contas o morto não é por que os dois não se deram bem, já o vivo é por que ficou faltando algo. Lucia não teve um amor morto, todos estavam vivos e não queriam nada com ela. Lorena teve dois amores mortos e nenhum vivo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:19.2pt"&gt;&lt;span style=" color: rgb(0, 0, 51); font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:19.2pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#000033;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:19.2pt"&gt;&lt;span style=" color: rgb(0, 0, 51); font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Lucia era pra mim um assunto encerrado, até o dia em que conheci Lorena. Por falar nisto, é duro ouvir tal afirmação. Você é passado, um assunto encerrado. É bom de dizer e ruim de ouvir. Como dizia a minha professora “Tudo o que é ruim de passar é bom de contar.”  O problema é ter coragem de contar, de dizer de desabafar. Gostaria muito de dizer como é na música “Deixa, eu dizer o que penso dessa vida. Preciso demais desabafar”, mas não tenho coragem esbarro sempre na minha moderação absoluta e intransigente. Precisamos ser flexíveis com nos mesmos, caso contrário nos tornamos uma Lucia. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify; line-height:19.2pt"&gt;&lt;span style=" color: rgb(0, 0, 51); font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:9.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;line-height:19.2pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#000033;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:9.0pt; margin-left:0cm;text-align:justify;line-height:19.2pt"&gt;&lt;span style=" color: rgb(0, 0, 51); font-family:Arial, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Depois disto conheci Carlos e cedo, sem me conhecer dizia “Francisco você é um amigão”. Sempre achei engraçada esta forma dele falar comigo, pois só tínhamos a data de aniversário em comum vinte de abril. Fora isto ele era bombeiro hidráulico e eu um poeta, sem versos é verdade, mas um poeta. Minha mãe sempre me dizia “Menino mais um pouco e você tinha nascido no dia de Tiradentes”, nasci no dia vinte faltando apenas quinze minutos pra ser vinte e um de abril. Mas prefiro ser poeta a ser herói. Assim como prefiro Lucia ao invés de Lorena. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-1265163632063823405?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/1265163632063823405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=1265163632063823405&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1265163632063823405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1265163632063823405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/05/lucia-e-lorena.html' title='Destinos diferentes'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-5391977751052875946</id><published>2009-04-16T19:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-05T19:37:19.323-07:00</updated><title type='text'>Maldito beijo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tem histórias que ouvimos ou presenciamos e nunca mais esquecemos. Tenho muitas histórias pra contar, não preciso contá-las para não as esquece-las isto é uma tarefa impossível. Alias quando menino eu pensava que ter uma memória infalível era algo muito valioso. De fato é para se exibir em uma roda de amigos, em uma entrevista de emprego, para uma prova de algum cargo público e para que todos digam: este é o cara. Mas para os nossos sentimentos é cru, para não dizer que é terrível. Relembrar todo o passado e ligar aos fatos presentes pode ser cruel. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quando temos uma memória tão viva é difícil acreditar que a sua companheira realmente lhe ama ou até mesmo a sua própria mãe. Afinal de contas com a convivência são inevitáveis as brigas e discussões. As verdades ou defeitos são disparados todos de uma vez e como em uma guerra onde a estratégia é atirar pesado com toda artilharia disponível. Tudo acontece tão de repente, que o lado que é pego despreparado mal dá conta de reagir. E para quem não esquece relembrar destes fatos é inevitável. Invariavelmente você acaba lembrando e nos momentos de mais intimidade e de entrega. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Patrício era um bom rapaz, pelo menos é a forma como eu o via. Ele era mais velho do que eu, minha mãe dizia que ele era um bom moço. De uma beleza discreta, pois não é daquelas que você vê de longe, apenas as pessoas que o conhecia via como ele era belo. Patrício mesmo se achava muito bonito, mantinha sua vaidade, mas pra ele o mais importante sempre foi os seus sentimentos. Ele não tinha vergonha de dizer que amava, de odiar, de mostrar sua indignação, seu sofrimento, sua luta, que sentia, como experimentava. Patrício era de fato um homem, que não escondia os seus sentimentos humanos. Era alto, forte, um sorriso sincero, uma boca grande, olhos pequenos e rosto de menino. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Patrício também era músico, escritor, poeta, jovem. E amou muito em sua vida, assim como sofreu muito também. O amor tem este efeito colateral, te faz feliz, para depois te fazer sofrer. Patrício dizia: - Não importa que eu sofra, o sofrimento é proporcional ao amor que vivi. Lembro de uma frase genial que ele sempre dizia: - Deus está nos detalhes. Para ele a vida era decidida por momentos e não por fatos definitivos. Nunca compreendi muito bem a sabedoria destas palavras, mas consigo sentir o que ele queria dizer. A cada passo que dou percebo como os momentos decidem todo o meu futuro, não percebo claramente, não é algo palpável. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Falei um pouco de Patrício, que foi uma pessoa magnífica que passou pela minha vida, na época eu era um menino e ele já moço. Mas apesar de toda sua genialidade, de sua sabedoria, sua intensidade de vida, ele deixou uma história que nunca mais vou esquecer. Patrício gostava de Verena desde o início. Como ele gostava de dizer: - Desde o primeiro momento. Verena era uma moça de olhos grandes, boca delicada, ombros lisos, cor de jambo. Patrício nunca escondeu o seu amor, sempre disse em alto e bom tom o quanto gostava daquela moça. Verena só achava graça, ria, corria e dizia que Patrício era um bom moço, mas não dizia se tinha interesse por ele, nem que sim, nem que não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Patrício dizia não ter pressa, que no momento certo Verena iria ver o quanto ele era um bom moço e como ele poderia lhe fazer feliz. Eles conversavam, se viam, Patrício ia com calma, não queria assusta-la e nem pressiona-la. Verena não tinha um amor, queria sim ter um. Ela pensava em ter um homem sincero, de princípios e gostos parecidos. Um homem que realmente gostasse dela, assim como Patrício gostava. Um homem de cultura igual a Patrício, que gostasse de Chico Buarque, Rolling Stones, Frank Sinatra, David Brubeck, Louis Armstrong, Elis Regina. Um homem que gostasse dos filmes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;de Woody Allen, Stanley Kubrick, Steven Spierbelg, Sidney Lumet, Quentin Tarantino, Martins Scorsese, Hitchcock, Clint Eastwood, Joel e Ethan Coen, Coppola quase todos os diretores preferido de Patrício. Um homem de intensidade como a de Patrício. Um homem integro e honesto como Patrício. Ele também teria que ser debochado, irônico e divertido como Patrício. Este homem que Verena tanto esperava e queria, poderia ter tudo o que Patrício tinha, só não poderia ser o próprio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Com o tempo Patrício foi se aborrecendo, foi cansando. Ele desabafava comigo: - Se ao menos eu não fosse como ele queria, haveria uma consolação. Mas tudo o que ela me descreve, que lhe interessa eu tenho. Até mesmo o modo de vestir, o corte de cabelo. Enfim realmente Verena idealizava Patrício, mas ela não via desta forma. Pra ela Patrício era um ótimo amigo, mas não o amor de sua vida. E por mais que alguém lhe mostrasse o obvio ululante ela não via. Patrício era um detalhe que Verena não iria perceber nunca. E quanto mais este detalhe se mostrava vivo, mais Verena o negava, as vezes até se aborrecia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Patrício sempre foi incansável, nunca desistiu de nada facilmente, Costumava dizer: - O segredo de que algo ser importante é a dificuldade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em consegui-lo. Para" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;em consegui-lo. Para&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; ele a dificuldade &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em conquistar Verena" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;em  conquistar Verena&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; era algo natural, até ali tudo bem. É claro que uma vez ou outra Patrício ficava aborrecido, chateado e dizia, que já havia passado tempo demais. Por fim Verena aceitou o convite de Patrício para os dois saírem, um encontro a dois. Todos da vizinhança ficaram na expectativa do que iria acontecer. No outro dia, Patrício foi simples: - Não aconteceu nada demais, conversamos, rimos. Olhamos-nos, nos tocamos, mas não houve um beijo. Beijei a bochecha, o pescoço, as costas, mas não demos um único beijo. Ela me disse que não era o momento, que ela não beijava ninguém sem estar realmente envolvida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Depois deste episódio Patrício continuou o seu cortejo a Verena. O contato ficou mais intimo e agora Patrício era mais explicito ainda. Verena ria, ficava vermelha, tampava o rosto, mas começava a gostar de toda aquela corte de Patrício. É claro que Patrício sempre comentava no segundo encontro, marcaram uma, duas, três vezes, mas não estava dando muito certo. Um dia era Patrício que não podia, outro era Verena. Mas quase um mês depois, eles se encontraram novamente. Verena disse que não iria beija-lo mas por fim eles se beijaram. Ficaram horas se beijando. Patrício disse que foi o beijo mais sincero, cúmplice e bonito que já deu em sua vida. Ele dizia que poderia beijar muito ainda, mas não haveria beijo como aquele. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Trágico ou cômico depois disto Patrício e Verena nunca mais saíram e nem mesmo se viram. Patrício não soube nunca os motivos para que Verena não lhe quisesse mais vê-lo. Ele não procurou saber dos detalhes. Ele tinha achado perfeito o encontro entre os dois, não via motivos para este tipo de reação. Para ele este foi o mais duro golpe que Verena poderia lhe dar. Foi como lhe fincar um punhal pelas costas. Como alguém poderia ser tão intenso e depois tão indiferente. Tão vivo e depois tão ausente. Tão doce e depois tão amarga. Tão delicada e depois tão rude.P&lt;/span&gt;&lt;span style=" "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;atrício nunca disse uma palavra sobre o episódio, alias, ele nunca mais disse mais nada. Ficou mudo, a ultima pessoa quem ouviu a sua voz foi Verena. Patrício morreu quarenta e cinco dias depois do seu ultimo encontro com Verena. Foram quarenta e cinco dias definhando, sem dizer nenhuma palavra, sem murmurar, nenhum gesto, nenhum olhar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; Patrício sumiu e ficaram apenas as lembranças que tenho dele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=""&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-5391977751052875946?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/5391977751052875946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=5391977751052875946&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5391977751052875946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5391977751052875946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/04/maldito-beijo.html' title='Maldito beijo'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-9099085325480433648</id><published>2009-04-04T06:52:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T12:48:14.497-07:00</updated><title type='text'>Prefiro não saber</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Eu sei que, ando sempre falando as mesmas coisas e bobagens. Tento mudar. Quase sempre &lt;st1:personname productid="em v￣o. As" st="on"&gt;em vão. As&lt;/st1:personname&gt; formulas se repetem, as chatices voltam e os cacoetes não me deixam. É mais ou menos como pisar na lama. Aquele bairro parece que nunca vai sair do seu sapato. Seria a minha sina? Talvez seja. Ir a todo tipo de lugar e ser olhado sempre com os mesmos olhos. As mesmas expressões nada simpáticas e os mesmos julgamentos. O meu corpo parece carregar o meu passado e parece que todos conseguem vê-lo em questão de segundos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Todos nos temos qualidades, mesmo um assassino contumaz tem as suas. Eu tenho uma, que na verdade fico sempre me perguntando. Isto é qualidade? Eu tenho um super poder, leio pensamentos. Isto mesmo. Sei tudo o que as pessoas estão pensando. No entanto, só sei o que pensam de mim. Não sei o pensamento sobre a crise mundial de um economista. Sei apenas, que ele me acha um panaca. Os outros pensamentos que não são sobre mim, eu não sei. Simplesmente, não escuto. Em outras palavras o meu “super-poder” não é tão super assim. É algo bem pessoal, serve apenas pra mim e mais ninguém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Isto pode parecer fantástico, saber o que as pessoas pensam de você, sem exceção alguma.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Sua mãe, seu pai, sua irmã, seu cachorro, seu amigo, sua namorada, sua amiga, seu primo, uma desconhecida, a atendente do caixa do supermercado ou mesmo sua professora. No entanto, só parece, pois isto é uma grande merda. Já “escutei” cada coisa do tipo: “Que cara mais chato”, “Que cara idiota”, “Ele se acha né? Não sabe de nada”, “Que pedante!”, “Ele não sabe nem se vestir”. Enfim é daí pra baixo, em certas situações eu não consigo nem conversar mais. Toda minha inspiração e boa vontade vão por água abaixo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Minha vontade era de não saber, de não escutar. O pensamento do outro é dele, e não posso ter o direito de escutá-lo. Mas ao contrário do que pode parecer, não escolhemos ter ou não um “super poder”. É um dom, é claro que preferia ser um músico do estilo Pink Floyd, mas o que me sobrou foi escutar as asneiras que falam de mim. E como se isto não bastasse, eu sou curioso. Então quando não escutei os pensamentos, pois não estava presente. Pergunto o que fulano de tal ou sicrano falaram sobre isto e aquilo e especialmente, da minha pessoa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Acho que isto acontece com todo mundo. Especialmente quando estamos falando de relacionamentos. Ficamos um tempo juntos com a pessoa, coisa de dois a três anos. Por fim tem uma briga o relacionamento termina e ficamos uns três meses sem nós ver. Neste intervalo saímos com outras pessoas e acontecem coisas intimas. Depois deste tempo, percebemos que o relacionamento não era tão ruim assim e o mais prudente é voltarmos com a pessoa. Como somos curiosos e bobos perguntamos: -Mas então, saiu com alguém neste tempo? – Sai sim, pessoa muito divertida. – É mesmo? – É sim.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;– E teve algo? – Como assim teve algo? – Bom você sabe, foram pra cama? – Pra que você quer saber isto? – Ah só pra saber, curiosidade boba ( Espero que ela não tenha feito isto, não é possível que ela tenha ido tão cedo com alguém pra cama). – É rolou sim. – Ah ta. ( Eu sou um idiota, pensei que estava com uma mulher séria. Ela é uma qualquer). E você saiu com alguém? – Eu? É sai sim, mas não era tão divertido como o seu alguém. ( Mal sabe ela, que sai com todas as mulheres, que ela morria de ciúmes). – E ai, foram pra cama? ( É claro que deve ter ido, homens só querem saber disto). – Cama? Não, foi só uns beijinhos. ( É claro que fui, afinal de contas sou um homem. Alias todas foram muito melhor de cama do que ela). - Ah tudo bem. ( Ele pensa que vou acreditar nesta história, sei muito bem que ele levou a vagabunda da Ana Paula pra cama.)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;No fim deste dialogo. Com certeza a conclusão não pode ser outra. Por que conversamos sobre isto? É algo desnecessário e sem utilidade alguma. Podia ser muito bem cortado. Alias o corte é o grande segredo do cinema. Só mesmo um filme bem cortado, que pode se tornar uma obra prima. Do contrário teremos um filme qualquer. Mas infelizmente não sabemos fazer isto muito bem. Tem coisas que é melhor não sabermos. Vai nos poupar de desgostos e aborrecimentos. Se um grande amigo seu dá de cima de uma garota que você também já deu, provavelmente eles falaram de você. Mas se ele não te contou nada, pra que você vai perguntar o que eles conversaram ao seu respeito? Com certeza não foi algo agradável. Esqueça o fato e siga em frente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Ser o filho torto da família. É algo que pode ser trágico ou nada demais. Se eu fosse filho da minha irmã mais velha, preferia não saber. Depois de um tempo, em que você está totalmente acostumado com o fato de que sua irmã mais velha é sua irmã.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;E que sua mãe é sua genitora. Eles chegam até você, quando tem uns quinze ou dezoito anos e te dizem que sua irmã, na verdade é sua mãe. E que sua mãe é na verdade sua avó. Prefiro não saber. Esta seria minha conclusão em um caso destes. Se eu fosse filho de outro pai, sabe minha mãe saiu com um cara transou com ele e ficou grávida. No entanto, o cara sumiu e ela nem teve como contá-lo. Minha mãe namorava e neste tempo tinha terminado.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;O namorado ficou sabendo do caso e por gostar muito da minha mãe, me assumiu como filho e casou com ela. Uma história dessas, eu prefiro não saber. Já estou habituado que o marido da minha mãe é meu pai. Ele já se habitou com isto também, já tenho mais dois irmãos e sou o mais bem tratado de todos. Por que vou querer saber que o meu pai na verdade não é meu pai, que o verdadeiro pai, só transou com a minha mãe uma vez e nada mais do que isto. Ele nem mesmo sabe que eu existo, prefiro que continue não sabendo. Nem eu e nem ele precisamos saber da existência de um do outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;Sinceramente há coisas que não devemos saber. Ao comermos um baby bife se soubermos o sofrimento que o animal passa. Teremos nojo de nossa própria futilidade. É necessário amarrar um animal, para que ele não exercite os músculos para depois comermos um bife super macio?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;É preciso saber que o seu ex-namorado transou com a sua melhor amiga? É preciso saber que você nunca foi importante pra sua esposa? É preciso saber que a sua vida foi mera futilidade? Prefiro não saber de certas verdades e de certos fatos. Sou impotente diante de quase tudo, o máximo que posso faze é ficar com raiva, chorar ou me chatear. Portanto a ignorância em certos casos é necessária e de certa forma cai muito bem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-9099085325480433648?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/9099085325480433648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=9099085325480433648&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/9099085325480433648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/9099085325480433648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/04/prefiro-nao-saber.html' title='Prefiro não saber'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-6912155308702403331</id><published>2009-03-21T07:51:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T16:09:34.537-07:00</updated><title type='text'>Vai ser feliz</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;Tão difícil partir. Nada mais complicado do que morrer. Falecer é uma grande partida. Temos várias durante a nossa vida. A mais dolorosa e sem sentido é a morte. É claro que falo sem sentido, pois estou do lado de cá. Talvez do lado de lá isto faça muito sentido e seja visto com bons olhos. Mas como o apego é grande preferimos não teorizar muito sobre o lado de lá. É o fim da linha pra nós e pronto. Não há muito que explicar. Melhor assim, estas discussões onde não se levam a nada são inúteis (Fala dos idiotas da objetividade).&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;Se tivermos de partir, temos de chegar. Temos de mudar. Existe toda uma necessidade de acontecer. É como costumo pensar sempre, como é engraçado a vida dos seres humanos. Sempre fico pensando como deve ser cômico ver a vida das pessoas em um nível geral. Ver milhares de pessoas acordando cedo ou tarde, se arrumando pra ir pro trabalho, escola, faculdade, encontro, desencontros, academia, enfim. Deslocando vários quilômetros ou alguns quarteirões. Isto sem falar nos vários meios de transporte usados, carro, caminhão, patins, tênis, bicicleta, cavalo, carroça, avião, helicóptero, ônibus. Depois que terminamos as nossas obrigações voltamos pra casa ou então passamos em um bar antes para tomarmos uma cerveja com os amigos. Alguns encontram com os amantes antes de ir pra casa. Mas no fim das contas todos voltam pra casa. Quer dizer todos não, alguns morrem antes de chegar. Isto pode acontecer, tanto na ida, quanto na vinda ou durante qualquer momento do dia. Em todo tempo.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;Este pensamento cômico me faz pensar nas formigas, aprimorando o pensamento, num grande formigueiro. Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, estas grandes metrópoles não passam de um grande formiguei humano. E assim como olhamos um formigueiro e as formigas pensamos, que aquilo é uma grande inutilidade. Com certeza alguém pensa isto de nós ao nos observarmos, Deus, pode ser. Vidas fora da terra também, enfim deve ser muito caricato esta visão. E quando alguém pisa na formiga, esmaga aquele ser vivo. É o mesmo que acontece quando somos atropelados, quando um furacão invade uma cidade ou quando acontece um terremoto. Em proporção menor quando alguém mata uma pessoa. Enfim assim como as formigas estamos indo e vindo. Ficamos feito baratas tontas, num movimento constante sem fim e sem sentido. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;Tudo bem esta visão geral e cômica não ajuda &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em nada. Vamos"&gt;em nada. Vamos&lt;/st1:personname&gt; falar do que importa. Na relação das pessoas. O individuo com os demais seres humanos. Seus amigos, colegas, familiares, amores e entre outros. Há uma lógica destas relações. Tudo se baseia numa espécie de vinculo. Um contrato. Como todo bom contrato, todos tem sua duração. Cedo ou mais tarde os contratos acabam. É aquela frase dita nos anos sessenta: “O sonho acabou”. E no fim, como uma mudança de time uma parte diz a outra: “Vai ser feliz”. É claro que nesta frase sempre tem uma carga de cinismo e de sinceridade. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;O que fica no ar é se temos este direito. Podemos dizer ao outro: “Vai ser feliz, o caminho é por ali”. Eu aponto a direção, eu sei o que é melhor pra você. Eu me pergunto: Que merda é esta? Afinal quem concedeu tamanha honra. É o que acontece sempre numa mesa de familiares ou amigos.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Onde as pessoas começam a falar da vida de outra pessoa, que coincidentemente não está ali presente de corpo e alma. Se as pessoas falassem apenas de fatos pragmáticos, não seria ético, mas talvez justificável. Agora dizer sobre a personalidade da pessoa, sobre o estimulo dela. Como já disse anteriormente, sem estimulo a raça humana seria extinta, varrida do globo em questão de segundos. Me diz, com que direito digo sobre o estimulo de alguém. Nem do meu eu dou conta. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;É o que acontece sempre quando vou ao psiquiatra ou ao psicólogo. É algo que costumo fazer com freqüência. Enquanto uns vão a igreja, ao bar, ou para Ilhéus. Eu vou ao psiquiatra. Alias sempre que vejo o Ricardo e sua irmã Larissa eles me perguntam. Então aonde vai amigo? Eu respondo com tranqüilidade: Vou ao psiquiatra, tenho de estar lá daqui a trinta minutos. Até mais, abraços. Às vezes retribuo a pergunta. Eles sempre estão indos passar uns dias num cruzeiro atlântico. E no final das contas, quem faz cara de espanto são eles. Afinal tem alguma demência quem vai passar uns dias num iate, que vai navegar pelo oceano pacifico? &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;Mas voltando ao meu habito de ir ao psiquiatra ou psicólogo, depende do meu nível de humor e curiosidade, escolho um dos dois. Sempre me pergunto, por que ele é um psiquiatra. Afinal o que da o direito dele denominar que alguém é louco ou não. Um diploma de médico, com especialização em psiquiatria? Isto é o bastante para alcançarmos à sobriedade eterna? E um psicólogo? O que dá o direito pra ele julgar o meu estado psicológico ou qualquer outro ser humano ter este privilegio. Novamente irão-me dizer que é o diploma de psicólogo. Acho ótimo isto, tenho um diploma e posso agora dizer você é maluco ou você não tem um bom psicológico é um fraco. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;O meu psicólogo mesmo é um fracasso. Tem um filho problemático. Parece que o menino é viciado em cocaína, heroína e não sei mais o quê. Segundo ele o menino é muito inteligente, acima da média. Mas sempre toma escolhas erradas. Parece que já começou uns cinco cursos universitários, mas não terminou nenhum. Já teve alguns empregos muito bons, mas também não continuou. Ao que me parece o garoto só tem persistência com drogas. Nisto não há quem o empeça de continuar, nem mesmo o seu pai psicólogo, conceituado e muito bem falado no meio. Parece que a filha dele se deu bem, só teve dois filhos de pais diferentes antes dos vintes anos, mas tirando isto é uma ótima pessoa. A vida afetiva dele parece ser ótima também, se não me engano já teve seis casamentos. É um homem disputado.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;O meu psiquiatra é uma pessoa tranqüila e paciente, ele só não pode esquecer de tomar os seus remédios tarja preta. Alias ao começar uma consulta ele sempre me fala, daqui a trinta minutos tenho de tomar um remédio. Ele toma vários, então não pode errar os horários, pois caso contrário pode até sofrer uma overdose. No meio da consulta ele levanta e pede licença. Volta e fala: - Este é crucial para manter a minha lucidez. Ele tem uma teoria interessante. Segundo ele todos são malucos, mas com o avanço das áreas médicas temos os remédios, que reduzem e/ou controlam estes distúrbios. Por isso todos devem tomar remédios, do contrário, iremos tomar atitudes fora do padrão aceitável pela sociedade. Eu sempre minto e digo que estou tomando todos os remédios que ele me receitou. Pra mim remédio é só mais uma dependência química e de vício, eu já estou cheio. &lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class="MsoNormal"&gt;Eu posso não ser psicólogo, psiquiatra, cartomante, futurólogo, um messias, mas quem pode nos dizer? - Vai ser feliz.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-6912155308702403331?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/6912155308702403331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=6912155308702403331&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6912155308702403331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6912155308702403331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/03/vai-ser-feliz.html' title='Vai ser feliz'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4043100525698207502</id><published>2009-03-07T13:11:00.000-08:00</published><updated>2009-03-08T15:19:50.163-07:00</updated><title type='text'>Você não existe pra mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é bom voltar à inspiração, sei que a minha única leitora não vai acreditar. Pode parecer mero recurso estilístico, mas passei por período um bem amargo. Vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que nos encantam, nos deixam transtornados, amargurados, desesperados ou até mesmo a beira da loucura. E tudo isto pode acontecer sem nenhuma explicação, sem nenhum aviso prévio. Aquela frase: o que é combinado não sai caro. Não funciona bem neste caso. Assim como o Big Bang, onde não sabemos por que começou e muito menos o motivo da continuação, assim é com estas pessoas que nos cativam. Quando vemos já estamos sedados e encantados por aquela pessoa. No primeiro momento isto pode parecer ótimo, formidável, excelente. Mas como quase tudo não é o que parece ser. Isto pode ficar muito mal no final. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro agora de uma linda garotinha que eu conheci. Na época era um garoto também, apenas uns dois ou três anos mais velho. Ela era linda tinha uns quinze anos de idade, branquinha, cabelos ruivos e lisos, olhos cor de mel, lábios finos, algumas pintas no ombro e um lindo corpo. Ela também nunca dispensava uma boa maquiagem e um formidável figurino. Não existia possibilidade de eu não me encantar por ela. Além de tudo, ela tinha um ótimo papo. Em poucas palavras, nos entendíamos muito bem. Como já disse me encantei com ela em questão de poucos segundos, mas houve algo que ela me contou, que nunca mais esquecerei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro bem o nome dela, acho que era Clarice ou Clara. O que interessa é que ela me encantou, me deixou a beira da loucura, mas no final eu sobrevivi. A história que ela me confidenciou era sobre uma doença infantil que ela teve. Catapora ou sarampo, pensando bem acho que foi caxumba. Enfim sei que esta doença foi um pouco mais grave do que o habitual e por causa desta complicação, ela perdeu noventa por cento de visão do olho direito. Nesta época ela tinha uns dez anos de idade. Com o passar do tempo este olho dela, perdeu os movimentos e ela usava o cabelo para tampá-lo. Praticamente um tapa-olho natural. Passado um tempo, ela foi ao médico e ele fez a observação sobre a mania de esconder o olho com o cabelo. Por incrível que pareça, ela não percebia que estava fazendo isto. Era algo quase que inconsciente. Mas depois desta “bronca” do médico, ela chegou em casa e passou a treinar o movimento deste olho na frente do espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treinamento era bem simples, ela ficava bem próxima do espelho, com o dedo indicador fazia movimentos para que o olho acompanhasse. Inicialmente o olho quase que não obedecia, ele ficava lá parado. Depois de uns dias treinando o olhou começou a responder. Ela fez isto por três meses, com isto o olhou voltou a ter movimentos normais como o esquerdo. Ela nunca mais teve problema com este olho, ele apenas continuou um pouco “cego”, mas em perfeita harmonia com o outro, pelo menos em questão de movimentação. Depois disto ela nunca mais precisou do seu tapa-olho natural. Se antes de ouvir esta história eu já era encantado com ela, depois disto ela entrou pra eternidade. Mas não foi isto o que mais marcou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que de fato ficou foi o sentimento lindo que eu tinha por ela, mas que não foi correspondido. É claro que houve sim uma correspondência, mas o dela foi fugaz, passageiro. Como um perfume logo o cheiro se foi. Eu permaneci ali encantando, bêbado por ela. Mas nada disto fazia muito sentido pra ela, pelo menos foi assim depois de um tempo. Já se passaram décadas que isto aconteceu e até hoje eu sou encantado por ela, não sofro por isto é apenas a forma que me lembro dela. Não quero falar de uma pessoa em especial, ao longo de nossas vidas são muitas as pessoas que nos encantam, Clara ou Clarice foi apenas mais uma e não estou dizendo encantar apenas no sentido amoroso. Há amigos, colegas, políticos, celebridades, atletas, escritores, músicos, um universo de pessoas que nos cativam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encantar é assim mesmo, sem explicação. É como gostar de azeite. Sabemos que é ótimo, um verdadeiro néctar dos Deuses, mas qual é a explicação para isto? É mais ou menos assim, que acontece com as pessoas. O que torna tudo ruim é quando não somos correspondidos. Estamos ali olhando pra pessoa e ela não nos olha. Mandamos uma carta pra pessoa e ela não responde. Fazemos mil elogios e ela nem se mostra grata. Você a cheira e ela nem sente o seu cheiro. Você beija e ela não sente. No final das contas você esta encantando por alguém, que nem sabe da sua existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez conheci uma mulher em uma cidade há cem quilômetros ou centro e trinta quilômetros de distância da minha cidade natal. O nome dela era Lorena ou Gabriela, não me lembro bem. Foi um gostar instantâneo, inicialmente isto aconteceu com os dois. Ela me adorava e eu também. Ela tinha um ótimo senso de humor, um lindo sorriso, uma linda boca, cabelos cacheados e pretos e era muito meiga. Nunca vi mais frágil do que ela, o meu encanto por ela era lindo. Eu não cansava de elogiá-la, pra mim ela era quase perfeita. Depois de um tempo ela se cansou de mim e deixou de me olhar, de me ver, de conversar por fim eu era um estranho. Um verdadeiro desconhecido, enquanto pra mim ela era tão interessante quanto a Natalie Portman. Pra ela, eu não passava de um mendigo, destes que você vê deitado na rua, há dias sem tomar um mísero banho e com uma caneca do lado para as pessoas deixarem suas moedinhas. Ao passar por mim, nestas condições. Nem mesmo esmolas ela me daria, passaria ao meu lado e ignoraria a minha presença, nem mesmo um olhar discreto e rápido eu receberia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem pessoas que a gente cisma com elas e nem sempre ou quase nunca elas cismam conosco. Então fica aquela coisa inútil, que não serve de nada e no fim das contas nem existiu. É muito engraçado quando isto acontece. Sabemos a vida da outra pessoa, o que ela fez, o que deixou de fazer e o que faz atualmente. Com quem casou, namorou, noivou, quantos filhos teve, onde morou, onde nasceu, o que já escreveu, qual música gosta de ouvir, quais livros são de cabeceira, quantos amores ela já teve. No entanto, quando alguém pergunta pra esta pessoa sobre você. Ela simplesmente, não sabe de quem se trata, ou seja, você não existe pra mim. Ela não sabe o seu nome, de onde veio, o que já fez e muito menos o que vai fazer. E nem desconfia o quanto ela é importante pra você. Assim há muitas pessoas que te marcam eternamente e nunca mais vão sair da sua memória, mas esperar que isto aconteça também é um tanto infantil demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alias não importa que você, não exista para a pessoa. O sentimento de carinho não deve fenecer por meros detalhes. Tem pessoas que vimos umas cinco ou quatro vezes na vida e isto foi o suficiente para você lembrar-se dela pra sempre em sua mente. E não é aquela lembrança defunta, muito pelo contrária, é viva, forte e singular. E estas coisas podem acontecer com quem você menos espera, pode ser com a sua vizinha, com alguém que mora longe, com alguém que viu uma única vez ou algumas vezes, com uma pessoa que você atendeu no trabalho ou mesmo com uma que você viu no ponto de ônibus. Neste mundo de possibilidades é difícil mensurar quem vai deixar de existir ou não pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4043100525698207502?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4043100525698207502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4043100525698207502&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4043100525698207502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4043100525698207502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/03/voce-nao-existe-pra-mim.html' title='Você não existe pra mim'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-1938057395837353407</id><published>2009-03-02T09:35:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T11:12:02.881-08:00</updated><title type='text'>Do contra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Muitas vezes já me disseram que sou o do contra. Dizem que a minha posição é sempre contrária a de todos. Sinceramente, não gosto que me classifiquem desta forma, alias não gosto de nenhuma classificação,  Mario Quintana dizia: “O estilo é a uma dificuldade de expressão”. Pois então, me classificar é justamente me limitar, me amarrar, me subjugar, me colocar uma camisa de forças. E não estou disposto a ser limitado, já bastam às limitações físicas. Não vou dizer como Nelson, que se limitou ao dizer que era reacionário. Pode até ser que o meu auto-ego, no fim goste de ouvir “Você é do contra”, “Você é um crítico”, tenho de confessar que isto massageia o ego. Mas é uma perspectiva idiota. Não há nada critico em me rotular como “do contra”. Além do mais, não é isto que eu faço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não vou tentar necessariamente me explicar, apenas irei levantar alguns pontos para serem refletidos. Primeiro se um caminho pode ser feito como uma linha reta ou como um rio, cheio de meandros. Fico com o segundo. É claro que isto não é sempre. O mais provável é que eu fique com o caminho tortuoso. Este é o ponto, as coisas nunca são pra sempre, as escolhas não são eternas. Há o mais provável, o mais comum, o cotidiano, mas isto não quer dizer que o inusitado vá deixar de existir. Observamos a natureza, ela se comporta quase sempre na sua probabilidade, há o ciclo da água, o ciclo do carbono, existe todo um comportamento regular. No entanto, vemos catástrofes acontecerem, tsunamis, vulcões em erupção, tempestades, furações. Então cadê a regularidade, nem mesmo a natureza é sempre a mesma, há dias bons e os dias ruins.  Eu não sou favorável a morte do inusitado, do bizarro, do avesso, do contra e muito menos de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na verdade me incomoda me posicionar sobre algo, dizer sim ou não, marcar um x. Escolher é sempre a perda de algo. E isto me incomoda.  Eu gostaria de ficar em uma posição confortável. Nesta eu não teria que escolher, sofrer, renunciar. Seria como ficar em cima do muro. Pra mim este é o ponto ideal. Não escolher, mas este não opinar, não é uma negativa e muito menos uma afirmação. É a posição na qual não houve nenhuma pronuncia de valor. Neste caso ele não disse nem sim, nem não.  Eu prefiro assim, infelizmente esta dádiva não foi me dada. Sempre me vejo na posição de escolher, não consigo chegar à neutralidade. Refletindo sobre o que acabei de falar, vejo que Deus é muito parecido com isto. Deus não se intromete em nossos assuntos, ele nos deu o livre-arbítrio. Fico na curiosidade se isto foi para nos favorecer ou para favorecê-lo, afinal de contas é justamente esta posição, que vejo como o ponto ideal. Não há dor na consciência, não há culpa. Não há participação seja nas vitorias ou nas derrotas. Não há nem mesmo a torcida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;E qual é a minha posição, se não é a esta de não opinar, de me ausentar de qualquer parcela de culpa. Ser do contra como todos dizem? Se todos tivessem uma visão clara da situação eu concordaria com eles, mas não é este o caso. Eu não sou do contra, sou apenas o defensor dos oprimidos, diria em uma visão poética. Mas sem romantismo, apenas defendo lado que ninguém quer defender. E qual é a razão disto. Simples, acredito que as diferenças sejam um dos fatores que mais contribuem para evolução da raça humana. Há outros que pensam o contrário, um bem famoso é Adolf Hitler. Este acreditava na supremacia da raça ariana. Voltaire já dizia: “Posso não concorda com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la”. E este o meu objetivo, defender o lado que esta perdendo, ou mesmo sem defensores. Afinal de contas vivemos em mundo pós-moderno, dito democrático e como dizia Nelson: “Toda unanimidade é burra”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Um motivo plausível é que gosto de desafios, qual é a graça de torcer para Michael Phelps. Eu não vejo nenhuma. O impossível é que me agrada. Muitas coisas já foram impossíveis, hoje são banalidades. Além do mais imagine, qual seria a graça se todos os seres humanos do planeta terra pensassem da mesma forma.  Imagine só que monotomia  que seria o mundo, da sono só de pensar. Talvez eu defenda justamente isto as diferenças, a irregularidade, as polêmicas. Sei que isto pode parecer maquiavélico, mas não é esta a minha intenção. Eu simplesmente não sei me calar. Confesso que isto, não é bom o tempo todo, às vezes o silêncio é a melhor resposta ou a resignação. Mas não adianta, não consigo me conter, tenho que me pronunciar sempre que falam aquela frase: “fale agora ou cala-se pra sempre”. Afinal de contas nunca é uma palavra muito pesada, imagine não me pronunciar mais sobre tal assunto, nunca mais. Não sei ser um sujeito mediano. Não sei pensar como a maioria, todo jogo da vida é muito complicado pra mim. Eu resumiria a minha vida no seguinte dilema, um dia, um novo drama ou um dia, um filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Como diziam os Mutantes: “Dizem que sou louco, por ser assim, mas louco é quem me diz, que não é feliz, não é feliz”. É justamente este o ponto que incomoda a grande maioria. Não me comporto como eles querem. Sou uma doença, um vírus. Realmente não sei levar a vida sem questionamentos, sem dramas, sem polêmicas. Não consigo levar a vida da mesma forma que um cão. Lembro agora do meu cachorro. Na minha adolescência havia um em minha casa. Sempre o observei e confesso. O animal me incomodava, ele nunca estava preocupado com o seu futuro. Com a vida que levava. Os comportamentos dele eram sempre os mesmos, as manias, irritações e ansiedades não mudavam.  Comecei a relacioná-lo com as pessoas, foi nesta hora, que percebi por que eu era considerado do contra. Eu não sabia imitar o cão. O meu grande problema era a falta de simulação e naturalidade em ser um cachorro. Não sabia agir como a grande maioria. Como eu gostaria de ser aquele animal simples e singelo, infelizmente não tive esta sorte, serei eu sempre um ser irracional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Obs: Trata-se de um desabafo de um eterno desconhecido, não havendo nenhuma proximidade, semelhança ou qualquer coisa parecida com o autor do blog. No caso o autor só teve o trabalho de registrar o choro de um homem brasileiro e ignorado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-1938057395837353407?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/1938057395837353407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=1938057395837353407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1938057395837353407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1938057395837353407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/03/do-contra.html' title='Do contra'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4761713461605888823</id><published>2009-03-01T18:00:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T18:01:32.225-08:00</updated><title type='text'>No fim ninguém é feliz</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Atualmente vivemos com a síndrome do pânico, viver sempre foi perigoso, mas ultimamente prega-se que é ainda mais difícil manter-se vivo. Nunca se sabe quando vai haver um novo ataque terrorista, um homem bomba, uma chacina, um homicídio ou até mesmo um seqüestro relâmpago. O mais catastrófico disto tudo é que todos são suspeitos. É como um homicídio que ocorreu em uma mansão, onde o mordomo e todas as pessoas presentes sãos suspeitas. Além disso, todos são alvos potenciais, nunca se sabe quem vai ser a vítima, antes o criminoso era mais seletivo, escolhia os homens de terno, hoje não importa a vestimenta. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Como temos o livre arbítrio de agirmos conforme bem entendermos. Depois temos a conseqüência de nossos atos. E nesta onde do perigo constante a frase: “Salve-se quem puder”, entrou definitivamente em voga. É a famosa lei, olho por olho, dente por dente. Daí cada um com o recurso que tem em mãos da o seu jeito de se virar. Alguns se tornam Policiais, outros bandidos, alguns políticos, outros lixeiros, mendigos, médicos, no fim todos querem sobreviver e viver conforme o seu luxo permite. Cada pessoa conforme sua posição social tem a sua “segurança”, mas no fim todos são vitimas potenciais. É como costumo dizer: qualquer pessoa pode ser morta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas como eu ia dizendo as pessoas fazem a sua segurança, no entanto, acaba existindo pequenos grupos, que se organizam para facilitar o combate. Há diversas formas de associações destes grupos. Uma bem comum é o circulo social comum. É bem engraçado, mas não percebemos como fazemos isto quase que involuntariamente. Nossos amigos, conhecidos e entre outros são pessoas muito parecidas conosco, gostam das mesmas coisas, fazem as mesmas atividades e tem empregos similares, quando não iguais. Tudo bem que isto é muito natural, o problema é que rejeitamos as pessoas diferentes da nossa tribo e fazemos isto na maior tranqüilidade possível. É claro tudo sem nenhuma educação, hoje em dia ser educado não é nenhuma qualidade. Isto é para os fracos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nesta luta selvagem e dificílima os homens tiveram uma geniosa idéia, inclusive isto é algo muito antigo. Cercar as cidades com muros e/ou fazer o mesmo com os criminosos. Fazemos um buraco e os prendemos, assim eles vivem lá como ratos, pois é isto que eles são. Como acabei de dizer, esta forma de separas as pessoas por muros é algo muito antigo. E o muro nos dá uma falsa sensação de segurança, as pessoas esquecem que podemos treinar e pula-lo. Mas se ver o muro nos conforta, então vamos por um, bem à nossa vista. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Esta coisa de murar as cidades durou por muitos anos, em meados do século XVI e XVII isto entrou &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em decl￭nio. No" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em declínio. No&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; entanto, em pleno século XXI surgiram os condomínios fechados de luxo. Neste caso são formadas pequenas “cidades” onde os habitantes têm um alto padrão de vida, ou seja, são ricos. Esta divisão econômica e de certa forma, cultural e política tem se a impressão de que todos irão viver harmonicamente. As pessoas pensam o seguinte, não haverá mais brigas, roubos, furtos e nem barracos. É a terra prometida, onde jorra leite e mel, ou seja, é o paraíso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Tudo se explica assim, os pobres furtam, os pretos ainda mais, os latinos são burros, os africanos primatas, os americanos visionários, os europeus intelectuais, filósofos, os asiáticos esforçados, dedicados e disciplinados. Então pela mera localização geográfica e social sabemos quem é quem. É como um baralho de cartas marcadas. Então se vivemos com vizinhos estudados, qualificados, bem preparados, ricos, com um amplo conhecimento cultural e bem educados.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não há com o que nos preocuparmos, não iremos ser assassinado, roubado, furtado pelo vizinho, muito menos trapaceado. Nesta vizinhança não há espaço para o velho um sete um, o malandro aqui não tem vez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Então neste lugar dito o paraíso, é onde viveremos com pessoas do nosso nível. Lá que criaremos os nossos filhos, lá é que eles vão ter amigos, iram pra escola, pro clube, por ponto de encontro da “galera”. O lugar é bonito, luxuoso, bem cuidado, vigiado por câmeras e cercado por um imenso muro. Eu diria que é uma prisão cinco estrelas. O mais engraçado é que esta prisão é voluntária, ninguém ali cometeu um crime pra esta ali, ou pelo menos, ninguém ali foi condenado por algum crime. São pessoas “livres” que só querem ter uma vida confortável e segura, afinal de contas que mal há nisso? Estas pessoas não têm culpa se os outros, são um bando de bárbaros, ratos e violentos, capazes de matarem, roubarem e fazerem o que até o Diabo dúvida a qualquer momento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Os burgueses pensaram no mais obvio, é como costumo dizer, pensar simples é a melhor solução. Então se não posso conviver com estas “pessoas” sem lei, sem educação, estudo e sem princípios, eu mesmo vou me isolar delas vivendo em um condomínio luxuoso com pessoas iguais a mim. Incrível como esta solução é tão brilhante e simples. O grande problema é que não pensaram no mais obvio ululante. Por mais que estes dois mundos estejam separados. De um os ricos, bonitos, limpos e bem vestidos. Do outro os pobres, sujos, feios e mal vestidos. Pois bem, façam muros, coloquem câmaras, vigias, guardas, viaturas, o que for. Nada vai impedir o contato entre os dois seres humanos. Isto é inevitável, cedo ou mais tarde vai acontecer. E não podemos esperar que pessoas de mundos diferentes tratem o outro bem. É a mesma coisa de pedir para um leão tratar bem um javali. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A minha pergunta é: No fim quem é feliz. É possível comer um caviar, sabendo que algumas pessoas comem os restos dos porcos? No fim ninguém deixa de comer o caviar, as pessoas não ligam os fatos desta forma. Afinal de contas por que o azeite que eu uso interfere no prato de comida de um miserável? É realmente não há conexão entre estes fatos. Posso viver a vida que eu tiver condições de pagar, afinal de contas vivemos em mundo onde todos são iguais e se tornam desiguais pela iniciativa de cada um. Quem mandou não estudar? Quem mandou não trabalhar? Quem mandou ter este tanto de filho? Vejam a culpa do miserável ser miserável é dele e de mais ninguém. Eu ainda tenho que gastar rios de dinheiro, para viver em um condômino luxuoso, onde tem segurança máxima. E no fim, eu sou feliz e de vez em quando tenho o importuno de ver um mendigo, que me pede esmola ou me mata.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4761713461605888823?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4761713461605888823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4761713461605888823&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4761713461605888823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4761713461605888823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/03/no-fim-ninguem-e-feliz.html' title='No fim ninguém é feliz'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4547437396712375464</id><published>2009-02-20T13:11:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T13:24:26.690-08:00</updated><title type='text'>Suor do amor</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O meu amigo Bernardo, o fora da lei, me disse algo interessante.Estávamos nos dois divagando sobre a vida. Era um papo depressivo, sobre como às vezes tudo é tão tedioso. Ele disse algo conclusivo, crucial. Como costumo dizer: "É um grande defeito ser crucial".Respostas prontas, não nos levam a nada. Ao contrário do que muitos pensam, frases de efeito é uma grande porcaria. No entanto, ele disse:"No fim viemos todos do barro, ou seja, da terra. E pra lá retornaremos.". Bernardo não estava dizendo apenas do sentido de nossa  constituição física, ela estava pensando em algo mais filosófico.Pois, quase sempre somos a mesma mesmice.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O mais espirituoso é que são as pequenas diferenças, que mudam tudo. Mesmo que sejamos da mesma merda. Em Amsterdã você compra cerveja no cinema. E toma numa caneca de cerveja, não em um copo de papel. EmParis, a McDonald´s vende cerveja. Lá o "Quarteirão com queijo" não é chamado assim. Por conta do sistema métrico lá este sanduíche é chamado de "Royale com Queijo". O "Big Mac" é o "Le Big Mac".  Em Amsterdã se um tira te para é ilegal ele te revistar. A polícia de Amsterdã não tem esse direito. Estas pequenos detalhes fazem toda altercação. Pelos pequenos detalhes, você sabe se uma mulher sabe fazer um bom sexo oral apenas pelo jeito que ela chupa um sorvete.Sei que os idiotas da objetividade iram falar que um copo de plásticoou uma caneca de cerveja, não fazem diferença nenhuma em nossa vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No entanto, vou ficar com o meu amigo Nelson. Lembro bem dele discorrendo sobre o espartilho. A diferença que fazia o espartilho na vida das mulheres e dos homens. A diferença que isto causava na nudez,na traição, na vida sexual dos casais. Uma mulher pra trair um homem antigamente tinha de retirar o espartilho, dependendo da situação ela desistia só de lembrar-se do trabalho que teria para retirar aquela peça de roupa. Hoje em dia, as mulheres andam quase que nuas. Não há nem surpresas na cama. Enfim, tudo mudou após a decadência do espartilho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Temos a sensação de que grandes feitos dependem de grandes ações, de obras e movimentos faraônicos. Isto pode ser uma das maiores ilusões óticas de toda história da humanidade. Experiência pessoal é algo que serve de bom parâmetro para analisarmos as coisas em uma visão macro.Assim fez Roland Barthes em seu livro "A câmera clara", onde teceu asmelhores definições sobre fotografia e as mais bem aceitas no meio, partindo do ponto de vista pessoal. Por isto, penso que o meu e o seu ponto de vista podem ser ótimas ferramentas pra dizer sobre vários assuntos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Voltemos ao assunto sobre os grandes feitos. Grandes ações não significam grandes realizações. Muito pelo contrário, pequenos gestos,movimentos, palavras podem causar uma revolução ou uma grande mudança,que às vezes não e nem percebida. Justamente este é o ponto, não é porque a mudança foi pequena, quase nanica. Isto não quer dizer, que ela não tem importância. Alias mensurar que é importante e que não é. É uma tarefa no mínimo bem difícil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se observarmos as sutilezas com profundidade iremos perceber a riqueza de viver. Apesar dos pesares viver é algo muito intenso e necessita de entrega. Alias não existe discurso mais chifrinho do que dizer: "Eu não me estresso com nada, se é pra ser vai ser". A vida precisa de entrega, de dedicação, de suor, de garra, de luta, caso contrário você ira passar. Como diz o grande Mario Quintana: "Todos esses que aí estão. Atravancando meu caminho. Eles passarão...Eu passarinho!". No pain, no gain. Apenas os objetos sem vidas podem ser dar este luxo de não lutar. Nem mesmo uma flor tem este luxo. Ela precisa sofrer, de lutar e de garra para sobreviver e se multiplicar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No entanto, pra nos darmos bem precisamos prestar atenção nos detalhes. Nas sutilezas, nas palavras, no olhar, no gesto.Reconhecemos um amigo há centenas de metros apenas pelo jeito dele andar. Reconhecemos um amor de verdade apenas olhando nos olhos dela.Existe maior prova de amor do que o suor do amor. Nada mais significativo do que estar abraçado com o seu amor, todos os dois nus.E suados, muito suor. Depois de fazermos amor, suamos. O significado do amor esta ali no suor dos dois. Na entrega de um para o outro.Neste momento não existe o sentimento de culpa ou vergonha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O mais estupido é que as diferenças não são sentidas ou no mínimo são ignoradas. As pessoas tendem a pensar que um bifé frito no óleo ou no azeite não faz muita diferença. Outras pensam que qualquer azeite pode ser usado pra fritar um bifé. Uns pensam que pra corremos, qualquer tênis serve. Outros pensam que nem é preciso de um calçado especifico.Alguns pensam que não faz diferença o suor do amor. Outros pensam que tanto faz se esta tocando blues ou jazz, no fim são vibrações sonoras de alguns instrumentos musicais.  Levar tudo com a mesma seriedade ou com nenhum empenho faz com que tudo seja a mesma mesmice.  Depois de um tempo nos vemos perguntado: Que sentido tem a vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4547437396712375464?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4547437396712375464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4547437396712375464&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4547437396712375464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4547437396712375464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/02/suor-do-amor.html' title='Suor do amor'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-7137617746580209825</id><published>2009-02-14T13:01:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T09:38:02.918-08:00</updated><title type='text'>É o que eu sei fazer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As pessoas têm uma constante desculpa no dia a dia e ao longo das suas vidas, os criminosos em especial usam este pretexto com mais freqüência. Vou me utilizar principalmente destas pessoas “criminosas” para falar o que eu sei. Confesso me intriga o crime e mais ainda os criminosos. Fico pensando o que separa os bons dos maus ou os dentro da lei e os foras da lei. Por que um não é necessariamente bom e o outro não é de fato mau. Acredito que esta separação é um pouco mais complexo do que o nosso código penal. Mas sempre penso, seria eu algum dia um criminoso? Será que nunca vou cometer um homicídio? E afinal de contas o que é um crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo concordar que crime seja apenas o que esta no código penal. Afinal de contas, estes crimes variam conforme o tempo e a circunstância. Matar pode deixar de ser um crime, basta pensarmos na guerra. Para efeitos práticos é claro, devemos adotar o código penal e não discutirmos. Mas enfim o criminoso contumaz sempre vai dizer: “É o que eu sei fazer”. Isto acontece com outras profissões também, advogados criminais, jornalistas de tragédias. Enfim é o que eles sabem fazer. É o que eles sabem ser. È justamente isto, que não entendo. Qual atitude pode ser tomada com uma pessoa que só sabe fazer aquilo? O que fazer com um profissional, que teve sua profissão extinta? Enfim é o que fazer com o lixo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me incomodou o crime perpetuo, ser condenado pela eternidade ou pro resto da vida, não deve ser nada confortável. Imagine o relato de um homem depois de morto, digamos que este homem foi condenado a prisão perpetua aos vinte e um anos. Então ele conta uma história mais ou menos assim: Tive uma infância ruim, fui criado por péssimos pais e logo me abandonaram, depois morei na casa de vários parentes. Aos quinze anos não sei por qual motivo, já me virava e não tinha casa. Não tinha estudo algum, acredito que parei na quinta série do colegial. Conhecia os marginais do bairro e convivia com eles. Naturalmente cometi alguns delitos e aos vinte um anos cometi um grande crime. Fui condenado à prisão perpetua e morri aos sessenta e quatro anos. Alguns funcionários da penitenciaria compareceram ao meu enterro e foi só. Não deixei filhos, não escrevi nenhum livro ou mesmo algumas páginas, nunca trabalhei e nem mesmo um lápis eu construí. Enfim o mundo não percebeu a minha chegada e nem a minha saída. Sou um eterno criminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas a condenação perpetua é mais comum do que imaginamos. Quantas pessoas eu já condenei eternamente. Garanto que foram muitas. Algumas nunca mais troquei nenhuma palavra. É o que eu chamo de silêncio perpetuo. Outras pessoas foram condenadas como os chatos perpétuos Enfim as condenações são diversas e são feitas de várias formas. Mas qual é lógica da eterna condenação? O erro eterno, isto existe? Penso que todo erro tem sua conseqüência, mas ela não pode ser algo infinito. Além do mais é muito fácil resolvermos os nossos problemas desta forma. Defeito de fábrica, solução simples: Joga fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu sei fazer. Justifica-se tudo assim, de uma forma simples e objetiva e isto serve para todos os lados. Para os criminosos, os trabalhadores, os malandros federais, os digníssimos magistrados, a sociedade. Enfim é o que eu sei fazer. Sei matar, sei roubar, sei condenar, sei prender, sei escrever, sei tirar fotos, sei fofocar, sei imitar, sei mentir, sei dizer bobagens, sei vender o meu corpo. Vamos jogar todos os nossos erros em nossa incompetência de mudar? Somos mesmos limitados assim? Isto me cheira a comodidade. É muito mais cômodo continuarmos o que está por ai, mudar a pergunta é muito mais complicado, que a resposta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É engraçado eu não sei o que fazer, não sei como me comportar. Na verdade me perco no mundo das certezas. O mundo é cheio de verdades e de soluções corretas. Não há dúvidas do perigo que um criminoso pode trazer. Afinal de contas antes de ser criminoso, por mais reincidente que seja a pessoa. Um dia ela foi um cidadão de bem. E o que fez esta pessoa mudar? Onde é que erramos se é que houve algum erro. Afinal de contas os criminosos são de certa forma admirados. É uma admiração discreta e velada, disto não há dúvidas, mas ela existe esta lá. Basta uma observação mais atenta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vem-me na memória agora o grande falsário Frank Abagnale Jr é inegável que ele tem admiradores por todo o planeta. E qual é o motivo dele ter pessoas que o admiram? As grandes fraudes que ele cometeu ora bolas. Este é o único motivo. Ele escreveu um livro sobre suas arte-manhas, vendeu milhões, virou um filme de um famoso diretor e ainda por cima ganhou milhões prestando consultorias de como evitar fraudes. E aquela famosa frase: “O crime não compensa”. Acredito que não deu muito certo com Frank esta máxima. Aos malandros federais muito menos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E no final das contas, é melhor ganhar dinheiro fácil ou com muita dificuldade? Prefiro a lei do menor esforço, quem prefere o maior desgaste possível ou não é filho de Deus ou não tem amor próprio. E justamente isto que o crime oferece: dinheiro fácil, vida boa, status social, respeito e temor. No fim das contas é o que todo mundo quer ter. Acredito que ser criminoso não é tão desejado ou tão concorrido, por causa do medo. Afinal de contas o crime é perigoso. O bom criminoso sabe que mais cedo ou mais tarde ele será preso. Não por que a policia seja eficiente, mas é aquela velha história. O policial pode errar mil vezes, o criminoso não pode errar nenhuma. Quanto isto acontecer ele é preso e o policial é o herói. Enfim as pessoas no geral são medrosas e não querem correr riscos ao nível de um criminoso. Além do mais a vida na prisão pode ser terrível para a maioria dos cidadãos de bem. Fica então a pergunta não somos criminosos por que não queremos ou por que não sabemos fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece que no mundo das verdades, tudo se tornou muito confuso. No fim temos que escolher uma profissão, uma forma de ser no mundo. E quando digo ser, leia se grana. Pois é isto que nos faz ser alguém. Nossos valores são calcados nisto e se há dúvidas, basta fazer o teste. Saia de casa sem a sua preciosa carteira e me diga como foi o seu passeio. Estas imposições de vida, que são barreiras intransponíveis e nos obrigam a ser alguém e fazer algo. E na corrida da vida só importa chegar até o final. Não adianta, temos prazos a cumprir, contas a pagar, cadáveres pra enterrar, filhos pra criar, monografias por fazer, vestibular pra passar, emprego pra viver. Enfim, é o que eu sei fazer ou é o que tenho de fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-7137617746580209825?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/7137617746580209825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=7137617746580209825&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/7137617746580209825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/7137617746580209825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/02/e-o-que-eu-sei-fazer.html' title='É o que eu sei fazer'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-5797777336202858261</id><published>2009-02-07T11:11:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T02:30:51.466-08:00</updated><title type='text'>Match Point</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tem coisa que a gente lê ou vê e que ficamos no mínimo fascinados. Assim foi comigo quando vi a seguinte citação: ‘O homem que disse: prefiro ter sorte a ser bom. Entendeu o significado da vida”. Fiquei deslumbrado com a frase, totalmente apaixonado pelo sentido. É no mínimo sensacional tal pensamento é desesperador também, confesso. Afinal de contas, confiar nossa vida inteira na sorte é algo no mínimo arriscado. Quer saber, que se danem os riscos, sempre fui um jogador. Por que não vou jogar com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há momentos em que a bola bate no topo da rede e por um segundo ela pode ir para o outro lado ou voltar. Com sorte, ela cai do outro lado e você ganha. Ou talvez não caia e você perca. Neste caso estou falando do tênis. Mas há vários jogos em que é assim, uma questão de sorte, Pura e simplesmente sorte. Vamos pensar no poker. Digamos que a mesa esta com uma aposta alta, a ultima do jogo, um all - in. Restam dois jogadores o primeiro apresentou um four of a kind. Uma jogada quase imbatível no poker o outro tem um dez, valente, dama, rei todos do mesmo naipe, copas. Para um royal flush, a combinação mais alta do jogo, o jogador precisa de um as de copas. Enfim, ele precisa de sorte. Pra qual lado a bola vai cair, vai depender da sorte do jogador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é muito simples quando estamos falando de jogos, literalmente. Um jogo simples e visível. Poker por mais dinheiro que envolva é bem claro seus limites, assim como os outros jogos. É palpável o seu inicio e o seu fim, independente do resultado final. Sabemos que era um jogo. Mas no nosso dia a dia, este jogo não é claro. Muito pelo contrário, ele é velado, sujo e escondido. É um jogo onde as trapaças são permitidas e não existe o fair-play. Neste caso é feio jogar com sinceridade. Este é difícil de engolir. Pensar que entramos em uma faculdade, nos dedicamos cinco anos pra nos formar, sem contar o tempo do colegial e do cientifico. São no mínimo quinze anos, para no fim a sorte decidir por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo que não precisamos de dedicação, claro que precisamos disto. Para chegar ao Match Point é preciso suar, mas neste momento, esqueça o seu merecimento, você vai precisar é da sorte. É assustador pensar, que nossa vida é guiada pela sorte e não pela nossa vontade e feitos. Escrito por Deus, diriam alguns com mais fé. É um bom jeito de sair da mediocridade. Pensar que nosso destino é assim, que fizemos o que podíamos, sorte não nos faltou, mas no fim era para ser assim. Alias não acreditar na sorte é um dos maiores motivos para não termos. Afinal de contas, merece sorte um sujeito que não acredita nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subir na vida do único jeito que pode é ter sorte. Vamos pensar num exemplo prático. Ronaldo Luis Nasário de Lima, mais conhecido como “Fenômeno” para os mais íntimos “Fofômeno”. Ele hoje é rico, famoso e pode fazer o que bem quiser de sua vida. Já estava esquecendo de mencionar, ele tem contrato vitalício com a toda poderosa Nike, nem mesmo o meu amigo Jó Soares conseguiu tamanha proeza. No entanto, vamos pensar, ele é tão brilhante assim? Ele realmente joga tanta bola, que justifica tamanho sucesso e estrondo? Com certeza não. Com fidúcia há muito bons como ele. No entanto, ele teve o fundamental. Ele teve sorte, fez os gols que devia, na hora certa, no momento certo, Enfim ele não desperdiçou sua sorte e muito menos duvidou que precisasse dela. Hoje ele é o Ronaldo, eleito três vezes o melhor do mundo, o maior artilheiro em copas do mundo e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a sorte é importante em tudo. Já sei, muitos vão dizer: “Não creio em sorte. Só trabalho duro”. Eu vou replicar: “Trabalho duro é essencial, mas todos temem admitir a importância da sorte”. Para mim é justamente este o ponto. É muito duro admitir que a mulher que você é casado há trinta anos, ficou com você, por que os pais dela não aprovaram o namoro anterior. Para ser mais preciso o primeiro namoro dela. O seu foi o segundo e ultimo. Caso contrário, você teria casado com outra e o casamento poderia não ser tão bom quanto o atual. Definitivamente, isto é uma questão de sorte. E os seus três filhos com a sua esposa, teriam os mesmos nomes, o mesmo jeito, as mesmas dúvidas. Enfim é difícil assumir, mas dependemos muito mais de fatores externos, do que internos para termos a vida que temos hoje. E isto se resume a uma única palavra: sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter consciência de como a sorte nos afeta. É o mesmo que uma mulher bonita pensa sobre os seus efeitos sobre um homem. Algumas jogadas favoráveis e você pode vencer os melhores. O grande problema é identificar se tivemos ou não sorte. Este é o ponto crucial. A sorte, assim como tudo é ambígua, confusa e sem explicação. Nem sempre ou quase sempre você não vai saber se ganhou ou perdeu. Como já disse, no jogo da vida as delimitações não são claras, não há nenhuma faixa de cal determinando onde começa e acaba o campo. E o apito do juiz nunca é ouvido. O bom senso ajuda, mas não é trivial. O que se pode fazer é reconhecer a sorte e preferir que ele jogue a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta no lugar errado na hora errada pode ser terrível. O grande problema é saber se isto, aconteceu mesmo. É como já disse Sófocles: "Jamais ter nascido pode ser a maior dádiva de todas". Pensar no obvio ululante é mais difícil do que se pensa. O que acontece quase sempre é pensarmos como panacas. No entanto, acreditamos que estamos pensando pra onde o nariz aponta. Conte com a sorte e não reclame se ela não vier.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-5797777336202858261?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/5797777336202858261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=5797777336202858261&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5797777336202858261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5797777336202858261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/02/sorte.html' title='Match Point'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-1543802104378619947</id><published>2009-02-04T04:43:00.000-08:00</published><updated>2009-02-05T02:06:43.784-08:00</updated><title type='text'>Adaptação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há fatos e sentimentos que ninguém nos tira. Não é preciso que a sua musa te corresponda pra que você ame-a. São incontáveis os poemas, músicas, monumentos, expressões artísticas feitas para uma mulher, que nunca se beijou e nem mesmo chegou a corresponder tamanho afeto. Deveríamos fazer o que com estes versos não correspondidos? Jogar fora? Assim ninguém descobre tamanha tragédia em sua vida. Penso que não, penso que Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda, Chico Buarque, Caetano Veloso, e entre outros gênios devem publicar suas confusões amorosas independente do resultado final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que tudo pode mudar e acredito muito naquela máxima: “Nada é tão ruim, que não possa piorar”. Isto se encaixa perfeitamente em tudo o que podemos presenciar. Por isto viva o momento, viva o beijo, viva o segundo. O próximo pode ser horrível. Enfim adaptação ao novo é realmente difícil, ainda mais quando o novo é confuso ou no primeiro momento é bem pior do que o velho. Se lembrarmos da máxima, que as coisas sempre podem piorar, talvez aceitaremos as mudanças com mais facilidade e tentaremos nos readaptar o mais rápido possível. Bundão! Devia voltar a correr...8km por dia. Enfim as coisas sempre foram uma mutação constante ou como gostava de dizer o meu amigo Raul: “Esta metamorfose ambulante”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de entender por que não podemos simplesmente partir. Isto mesmo, partir, como tudo aconteceu, sem maiores respostas e sem maiores explicações. Afinal de contas, quando as coisas começam ninguém explica por quê. Engraçado mas isto é bem aceito por todos, mas o final, este é imperdoável. Deve haver explicações, caso contrário foi falta de inspiração ou é uma verdadeira canalhice. Fico me perguntando, por que um filme não deve explicar o seu início? Por que apenas o final deve fazer sentido? Alias quando alguém não gosta do final de um filme, isto é motivo suficiente para não gostar de todo o resto. Pra mim o início deveria ter sentido e não o final, depois que acabou, pouco importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto o ser humano é persistente, principalmente com os erros. Parece que gostamos de carregar o sentimento de culpa, é algo similar ao que acontece em “Crime e Castigo” de Dostoievski. Enfim é a vantagem de errar, nos sentimos culpados começamos a refletir sobre as nossas atitudes, ficamos bons por um tempo e depois erramos novamente. É o que eu sei fazer, diriam alguns, não os culpo. Instinto e natureza são coisas que quase nunca mudamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado, estes dias vi a minha única leitora. Lá estava ela linda como sempre, sorridente e como sempre com ótimos papos. Daí ela falou comigo sobre algumas publicações minha, ela falava de coisas que eu não entendia. Daí pensava caralho eu escrevi isto? Sei que conclui que eu não me entendo, ou seja, não entendo o que eu quero dizer na maior parte das vezes. Engraçado é que a minha única leitora pensa que eu escrevo com lucidez, que entendo tudo o que falo. E na maior parte das vezes não entendo nem o início. Minha única leitora nem leva a sério a minha frase: “Sou um clichê ambulante”. Enfim, melhor deixa-la iludida, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando sobre ser escritor, enfim não sou bom, no máximo sou medíocre. Mas não era sobre a minha qualidade técnica que estava ponderando. Meus pensamentos eram sobre como isto é importante pra mim, mesmo tendo uma única leitora, mesmo sendo mediano e sem nenhum bônus por isto. Isto é trivial no momento, parece que faço isto há anos. Daí conclui que isto já me aconteceu várias vezes e acontece o mesmo com outras pessoas. Vemos-nos preso há algo que nunca esteve em nossas vidas. Há coisas que uma semana ou duas semanas atrás, nem sequer sabíamos da existência. Daí isto é trivial pra nossa existência, algo que há pouco tempo era totalmente sem importância. Vai entender estes seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim temos que saber nos desligar. Às vezes gostaria de ser assim como um PC, TV, geladeira, carro, ou seja, uma maquina qualquer, que basta desligar e pronto. Tudo se foi, não há o que pensar ou mesmo o que fazer. Enfim ontem eu era um publicitário famoso, um atleta olímpico, um poeta, um apaixonado, um assassino, um criminoso, um político. Hoje eu sou um carteiro, um policial, um professor, um bom vivan, posso me adaptar há qualquer coisa, nada me impede que eu desligue. Posso dormir a qualquer hora e acordar em qualquer momento que desejar. É dizer o “foda-se” em qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer situação. É ver pessoas mortas o tempo todo. É ter um final definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente este o ponto, quando é o fim? Tenho uma tremenda dificuldade para identificar quando é o final. Alias de todos os amores que vivi isto é algo que penso sempre. Será hoje a ultima noite de amor, o ultimo beijo, o ultimo abraço, a ultima conversa sincera, o ultimo olhar de carinho, enfim quando é o fim? Não consigo aceitar a máxima: “Nunca sabemos quando é o fim”. Pra mim isto é conversa de derrotado. Eu sei quando é o fim, quando é o próximo passo. Eu não me nego, não escondo o meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que adaptação é um processo profundo. Não é como um pires raso que transborda. É algo que necessita de pouca memória. Caso contrário será vergonhoso a sua adaptação. É como fugir. E não gostamos de fugir, isto não condiz com a cultura social. No fim temos de fazer algo simples é mais fácil viver assim. No entanto, isto é só para quando estamos maduros. Viver é perigoso. Como sempre, não estou conseguindo dizer o que eu quero. Estou tentando adaptar os meus pensamentos para esta publicação, mas não sai nada. Tento colocar um final e como sempre não sei quando é o fim. Nada acontece no mundo real? Pessoas são mortas todos os dias. Diariamente alguém é traído, corrompido, enganado. Enfim, fatos não faltam o problema são os roteiristas ou escritores. Posso amar quem eu quiser. Se me acharem patético. Isto é problema deles, não meu. Você é aquilo que ama, não quem ama você. Foi o que eu decidi há muito tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-1543802104378619947?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/1543802104378619947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=1543802104378619947&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1543802104378619947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1543802104378619947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/02/adaptacao.html' title='Adaptação'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-3573413385413682444</id><published>2009-01-30T05:31:00.000-08:00</published><updated>2009-02-01T07:52:52.088-08:00</updated><title type='text'>Amigos não traem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O ser humano é um ser complicado por natureza. O primeiro problema ou vantagem é sua imprevisibilidade, sua potencialidade para o bem ou para o mal. O ser humano trai, não há um que não tenha traído alguém. Traímos por prazer, esta é a minha conclusão. Por mais que haja outros motivos, este sempre é o principal. Nada como trair a mulher amada. O canalha é um traidor confesso. O prazer que ele sente ao trair é demonstrado para todos. O canalha não esconde que traiu, muito pelo contrário ele esnoba, publica, aumenta sua traição. Em minha opinião o canalha é o melhor de nossa espécie, ele é sincero, um tanto egocêntrico, mas sem nenhum jogo de cinismo. Alias o Cínico sim é uma aberração, não agüento os cínicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então o ser humano é traidor por natureza. Mas e os amigos? Até os amigos traem? Por natureza tenho que afirmar: até os amigos traem. Digo isto com pesar em meu coração, mas é o obvio ululante. O ser humano é traidor, não é por que ele tem um amigo, que vai deixar de ser. Basta analisarmos com calma a situação. Eu mesmo não conheço um, nenhum único ser, que não tenha traído. Todos me traíram, amigos, irmãos, conhecidos, inimigos, até mesmo a minha mãe, meu pai então é o maior traidor de todos, namoradas são incontáveis. Alias ser corno é uma questão de tempo. Tome nota disto, mais cedo ou mais tarde serás corno. Seja você um homem bonito, feio, inteligente, ignorante, esperto, bobo, maldoso, enfim todo tipo de homem já foi ou será corno. É uma verdadeira lei da natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora me veio à memória uma amiga canalha. Isto mesmo amiga, do sexo feminino, ser canalha não é exclusividade dos homens. Os mais machistas até queriam, mas neste mundo pós-moderno o que é exclusivo de alguém. Nem mesmo a canalhice sobrou aos homens. Lembro que esta amiga se chama Patrícia, acho que é este mesmo o nome dela. Não a conhecia bem, só lembro mesmo de sua canalhice. Ela tinha uma grande amiga, acho que o nome dela era Flavia. Conhecia-se há anos, desde adolescência, já eram adultas. O Fato é que elas conheceram Eduardo juntas. ele era um conhecido meu, não tínhamos muita afinidades. Flavia e Eduardo se amaram desde a primeira vez, mas ele namorava, então tiveram de esperar um tempo para ficarem juntos. Neste tempo Patrícia e Eduardo tiveram um caso, nada demais, coisa de adolescentes. Logo depois Eduardo e Flavia namorarem, ficaram juntos durante anos, não chegaram a se casar, só foram morar juntos. Os dois se amavam, não desgrudavam, eram unha e carne. No entanto, como todo relacionamento tiveram crises, em uma dessas crises apareceu à canalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrícia foi até a casa de Eduardo, até ai tudo bem. Os dois se encontravam sempre, não havia nada demais em nela ir até a casa dele. Só que neste dia, ela estava muito bonita, produzida, gostosa, estava amostra, uma verdadeira tentação. Como se não bastasse a exibição, Flavia provocou e disse: “Eduardo posso te confessar uma coisa? Eu sempre fui louca para transar com você, sempre, desde o dia que eu te conheci”. A carne é fraca, não preciso falar que, Eduardo levou Patrícia para cama, O homem não resisti a uma boa noite de amor, na cabeça de Eduardo ele era livre. No entanto, Patrícia era sórdida, não parava de falar de Flavia, perguntava se ela fazia assim ou assado. Se ela gritava assim, ela era gostosa e muitas outras coisas. Patrícia não parava de falar, como era bom transar com Eduardo e que ela sempre quis fazer aquilo. Por que Eduardo não reagia? Simples ele era homem, só pensava na relação amorosa e nada mais, não pensava naquela hora em Flavia, mal ouvia o que Patrícia dizia. Os homens não pensam em transar com alguém para trair, podem até fazê-lo, mas o prazer com certeza é maior motivo e não a traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Patrícia só transou com Eduardo, por que ele era namorado de Flavia. Ela queria trair a amiga, simplesmente isto. O curioso é que não havia motivo para isto. Não existia nenhuma falha por parte de Flavia para que Patrícia fizesse isto. Na verdade era apenas a natureza humana se manifestando em Patrícia. Ela só estava deixando os seus instintos aflorarem, nada mais do que isto. Moral da história: os amigos traem. Eduardo ainda chegou a voltar com Flavia, mas o relacionamento não durou muito. Terminaram de vez, um ano depois. Patrícia e Flavia nunca deixaram de ser amigas. Detalhe, a traição nunca foi descoberta.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-3573413385413682444?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/3573413385413682444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=3573413385413682444&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3573413385413682444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3573413385413682444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/01/amigos-nao-traem.html' title='Amigos não traem'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-6289680876745654695</id><published>2009-01-21T04:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T13:42:00.210-08:00</updated><title type='text'>Como é gostoso ouvir um não</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Algumas pessoas não sabem ouvir um não. Outras são mais compreensivas. Algumas até si matam por um não. Não consigo imaginar bem como é isto. Mas vamos lá: Paula fala com João que não o quer. João se mata. Muito surreal. Sinceramente João foi estúpido. Pensando bem, talvez não. Afinal de contas depois que as sirenes chegam é muito fácil julgar. Temos de saber os fatos antes das luzes terem chegado. Não sabemos as confissões e promessas de Paula, se é que houve algo disso. No entanto, só sabemos da morte de João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é sabemos mesmo ou não ouvir um não. Mas de fato ouvimos um não? As pessoas dizem muita coisa, na maioria das vezes futilidades, estupidez, sacanagens, besteiras, enfim não é nada aconselhável levar alguém a serio. Os seres humanos não podem ser levados a sério. O grande problema é que isto não acontece, parece que estamos fadados a levar os outros a sério. É como uma correnteza que sempre te puxa, não há como sair. Quando nos damos por si já estamos quebrando a cara com mais uma pessoa. E de fato merecemos, não seguiu a regra básica de convivência em sociedade. Não levar nunca alguém a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem o grande problema é que um leva a sério e outro não. Daí surge às promessas. Alias é muito fácil prometer algo, quando não estamos falando sério. Prometo-te o paraíso, a lua, o céu, montanhas de ouro, fama, tudo o que você imaginar. Se algum dia se atrever em me cobrar parto lhe a cara. E te digo: você é uma pessoa sã? Parece que não sabe diferenciar. Meras palavras ao vento de algo sério. Alias não existe nada sério seu panaca, asno, Homer Simpson. Ninguém pode ser levado a sério. Nem mesmo a paternidade ou a castidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as promessas onde é que ficam? E as conversas reveladoras onde se diz: que você é o quinto ou quarto cara que ela beija. Os desabafos sobre o pai alcoólatra, sobre a infância traumática onde ela era motivo de chacota. E os desafios vividos e vencidos. As dúvidas e indecisões realmente importantes. A vida dos amigos, dos ex-namorados, das pessoas queridas. Uma conversa sem censura e sem obrigação social. Os futuros encontros, as futuras viagens juntos. O almoço feito por ela, inclusive com o prato já escolhido. Enfim para que este papo todo para no fim dizer, que você é um idiota. Por acaso os panacas tem alguma semelhança física aos psicólogos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim esta é a grande questão. Dizer não, de fato. Não é nenhum problema. Alias é saudável dizer não, faz bem ao coração. Eu diria que é até gostoso dizer e levar um sonoro não. Daqueles onde não há dúvidas do ato. Não há o que dizer e nem argumentar. Eu não gosto de vinho. Eu não gosto de wisky. Eu não gosto de mulheres. Eu não gosto de futebol. Eu não gosto de correr. Eu não gosto de culinária. Eu não gosto de chocolate branco. Eu não gosto de você. Enfim eu não gosto e pronto. Sem explicações, sem férula. Não há nada que se lamentar ou reclamar. Cada um tem o seu livre arbítrio de decidir pelo o que quiser. E se isto foi feito as claras não há julgamento e nem explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente este o problema, quase nunca isto é feito às claras. Talvez por crueldade, por maldade, por brincadeira, por não levar nada a sério, por ambigüidade, que é algo inerente ao ser humano. São raras as vezes que alguém age de forma curta e clara, por que não dizer grossa. Alias a grosseria é algo mal interpretado. Mal visto pelos demais. Ela é de fato necessária e quando bem usada muito prudente. O que acontece na verdade é que a grosseria é algo mal empregada, como a maioria dos recursos que nos seres humanos dispomos. E talvez por isso seja mal compreendida. Mas sejamos francos ser grosso na hora certa e correta é muito bom nos da uma ótima sensação de discernimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à objetividade da ação de dizer um não. Evitamos muitas coisas ao dizer um não bem dado. Como por exemplo, a maldita expectativa. Pois por mais que ela nos parta a cara, não vivemos sem ela. E a vida é assim cheia de glorias e derrotas ou sem derrotas e nenhuma glória. Quando digo nenhuma é de fato um conjunto vazio. É bem simples entender isto, imagine um rosto. Um rosto de um ser humano. Vamos imaginar um rosto bonito. Feio não tem graça. Agora imagine se este rosto nunca sorriu, logo nunca ficou triste. Nunca saiu daquele estado. Permaneceu ali com o rosto fixo. Agora pense o contrário. O rosto sempre sorriu, um sorriso plástico, logo já ficou muitas vezes triste. Se ele sorri hoje é por um motivo, este pode melhorar ou piorar. A proporção de quanto ele sorri e o quanto fica triste vai depender, da sorte de cada pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma evitamos expectativas, chateações, magoações, aborrecimentos, desespero, inimigos. É não deve ser nada agradável criar um inimigo. Alimenta-lo e cria-lo para que um dia ele te destrua ou no mínimo te arruinar. É como brincar com fogo. Por estas e outras que digo: “Ouça um bom conselho, que lhe dou graça. Inútil dormir a dor não passa”. Meu humilde conselho é: Diga um não gostoso e sem ambigüidades, um não sonoro. Um não sem dúvidas dos dois lados. Um não sem reclamações. Um não que saia de sua boca como um disparo de uma arma de fogo. Mortal, rápido e indolor. Acerte bem no peito, pra não estragar o velório. Afinal de contas, nada mais humilhante do que ser velado com o caixão fechado.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-6289680876745654695?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/6289680876745654695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=6289680876745654695&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6289680876745654695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6289680876745654695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/01/como-gostoso-ouvir-um-no.html' title='Como é gostoso ouvir um não'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-8846109575741385280</id><published>2009-01-15T10:07:00.000-08:00</published><updated>2009-01-21T13:42:27.310-08:00</updated><title type='text'>Bocas que nos dão saudade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O amor tem várias formas de ser demonstrado e vivido. Quando digo amor, estou dizendo afeto, carinho, admiração, consideração é claro que isto tem de ser acompanhado de sinceridade. Pois as pessoas vivem elogiando as outras, mas sem nenhuma dose de franqueza. É como solicitar desculpas por pedir, por mera obrigação social. É uma falta de respeito fazer algo deste tipo, não se pode banalizar a desculpa, só se faz isto, quando realmente estamos arrependidos e faríamos algo pra voltar atrás ou minimizar os erros. Mas vamos esquecer este desleixo dos outros e vamos falar do que interessa, se é que há algo que de fato tenha importância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que de fato nos ligam à outra pessoa. Um beijo, um abraço, uma conversa amiga, uma relação de interesses, uma noite de sexo, uma paquera, uma aposta, um namoro, um casamento, um filho, um noivado, uma relação de parentesco, uma amizade. Difícil precisar o que liga um ser humano ao outro. É a famosa pergunta e irritante ao mesmo tempo: Quem é você? Um tanto clichê e inoportuna e sem sentido, mas parece ser importantíssima pra maioria das pessoas. O engraçado que esta pergunta não é nada filosófica, muito pelo contrário, ela é bem prática. É algo como de onde te conheço, você é de que família, de onde vem, quem são seus amigos, enfim você é da minha tribo? O que você pensa ou deixa de pensar não faz diferença, isto é secundário as vezes até insignificante. É como o meu amigo, Bernardo, o fora da lei, vive dizendo: Se queremos entender os seres humanos, desista de ler compêndios filosóficos. Temos de ler capricho, lá que esta a resposta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não que eu concorde inteiramente de Bernardo ou discorde completamente. Digamos que eu seja otimista quanto ao ser humano e acredite, que cedo ou mais tarde as coisas vão melhorar, só não me pergunte como e quando e nem por onde. Mas enfim fiquei intrigado um dia desses, pois estava conversando com uma “amiga” e toquei no assunto velado ente nós. Perguntei pra ela se na nossa juventude ela já teve interesse por mim, ou seja, se me via como um homem, cheio de testosterona e de amor pra dar. Ela me respondeu com uma pergunta: Já tivemos algo? Eu respondi que se algo é contato físico, a resposta é não. Ela emendou, pois então, se não tivemos nada é por que não te via desta forma. Depois disto nem quis mais render assunto, achei a resposta dela estúpida e o pior como se fosse tão fácil assim, pois até onde eu me lembro, nunca tinha dado nenhuma investida nela e não bastaria ela estralar os dedos para que eu à agarrasse. Mas não entrei neste mérito com ela, não valia à pena. Apenas refleti com os meus botões. E pra ser sincero, atualmente ela não é nada atraente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pior era saber que ela, era a maioria, ou seja, a maiorias das pessoas pensavam assim. Se não tivemos um beijo, uma noite de sexo, não houve nada, além da “amizade”. Isto falando por eufemismo. O que me intrigou nisto tudo é que eu não penso desta forma, pra mim uma conversa amiga ou mesmo uma discussão pode significar muito mais do que uma noite de sexo. Quanta vez se esqueceu o nome de uma mulher com quem se transa a noite toda. Acho que isto acontece com muitas pessoas. No entanto, uma conversa amiga jamais se esqueceu o nome da pessoa. Uma paquera de fato, mesmo que no fim seja mal sucedida. Nunca cai no terreno do esquecimento, do vazio, do que de fato nem existiu. Os amores para serem lembrados, não dependem do sucesso que tiveram e sim da intensidade que foram sentidos. Lembrar de bocas que nunca foram beijadas não é nenhuma vergonha. Pelo contrário, mostra que estamos acima do contato físico, que ligamos para os sentimentos. Desta forma estendemos os nossos sentidos além dos cincos, que não é nenhuma exclusividade de nossa espécie. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E tudo é momento, o grande segredo é lembrar com carinho dos bons momentos. É como tomar uma boa garrafa de vinho, não importa se é Chileno, Francês, Australiano, Português, Argentino, Brasileiro, Italiano. Muito menos o tipo de uva Merlot, Carbenet Sauvignon, Pinot Blanc, Riesling, Malbec. O ano de safra também não importa. De nada adianta tomarmos uma boa garrafa de vinho, se não sabermos saborear, vivenciar o momento, com as pessoas daquele instante. Quem conhece a arte do vinho, entende do que estou falando. O grande segredo não é o que de fato aconteceu e sim o que de fato você sentiu. Isto me parece fazer muito sentido, pelo menos por enquanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-8846109575741385280?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/8846109575741385280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=8846109575741385280&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8846109575741385280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8846109575741385280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/01/bocas-que-nos-do-saudade.html' title='Bocas que nos dão saudade'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-3873090994594407259</id><published>2009-01-06T16:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T16:13:19.908-08:00</updated><title type='text'>Totalmente satisfeito</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de certo tempo de experiência de vida, você passa a refletir muito sobre tudo. Tomar uma atitude, agir, ação já não é tão importante assim, isto é tarefa para os jovens. Mas me impressiono como tudo é motivo pra reflexão depois de certa fase. Qualquer dialogo, gesto, sinal, luz, outdoor, fato, filme, livro, aborrecimento, briga é motivo para pensar. Penso no sentido de tudo e quanto mais faço isto, menos entendo. Na verdade não me incomodo, não sei mais se faz sentido entender algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses refleti sobre algo que sempre reflito. Estava pensando sobre o ponto ideal, sobre o ápice, o Ph ótimo, o auge. Estive pensando que nunca chego lá. Sempre me falta algo e se eu tenho o que me falta sempre há um defeito ou engano. Não consigo sentir totalmente satisfeito. Sempre falta algo, nem sempre é algo desastroso, mas a cereja do bolo nunca esta lá. É a pincelado final, o toque do goumert. É o que nos faz dizer este filme é de tal diretor, este texto é de tal autor. É a nossa singularidade. Neste caso é a minha satisfação total, é o que o meu ego quer ouvir, ter, sentir, cheirar, tocar, ver, imaginar, mostrar, exibir, deslumbrar, saborear. E isto é, um processo bem único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada nova experiência tenho a certeza de que irei me sentir satisfeito. E isto é quase sempre tão certo, tão garantido, que nunca duvido que vá acontecer algo para me atrapalhar. Não lembro que sempre tem alguém, pra comer a cereja do seu bolo. Parece que alguém sempre tem o prazer de estragar o seu deleite máximo. No entanto, sempre acredito que desta vez vai dar certo, tudo indica que estou no traçado correto. E na hora de ver o bolo a cereja nunca esta lá, já foi comida. Como tenho as fraquezas de todo homem, como o bolo. Mesmo que ele esteja um pouco amargo, azedo ou até mesmo sem gosto. E sem estar totalmente satisfeito acabo aceitando as minhas “vitórias”, meu consolo sempre é a próxima batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que isto não acontece só comigo, vejo outras pessoas reclamarem de coisas parecidas. O próprio consumismo parece muito se com isto. Compramos para completar o que nos falta. Não importa que seja um tênis, uma blusa, um sofá, um aparelho celular, uma televisão, um notebook, um carro, uma casa, um iate, um jatinho, um barco. Enfim a lógica é bem simples compro algo e irei me sentir satisfeito. Isto não dura por muito tempo, é claro que varia de pessoa para pessoa esta duração de felicidade completa ou satisfação máxima. O interessante que basta este sentimento terminar, compramos outra coisa e logo o temos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que isto funcione para alguns. Outras pessoas não são necessariamente consumistas, poucas é verdade. Mesmo os consumistas um dia descobrem que não é isto a cereja do bolo. Na verdade este é o grande problema, distinguir o que realmente falta e o que não mudaria em nada. Sinceramente meu longo tempo de reflexão ainda não conseguiu clarear o que seria este toque final. Mas por ser algo bem pessoal e singular talvez seja impossível fazer alguma distinção. Pra alguns pode ser um prato de comida feito por alguém especial, para outros pode ser o filho que não vem, pra uns pode ser uma viagem ainda não realizada, uma conversa amiga com alguém especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim pode ser tanta coisa, pode ser simples, difícil, demorado, rápido. Poder ser muito possível ou quase impossível e talvez não seja bem isto que faltava.&lt;br /&gt;Este ponto chega a ser dramático, quando enfim chegamos ao objetivo “final”. Descobrimos que não era bem isto que faltava, o que fazer? Tentar de novo é que sempre fazemos. Ficamos um tempo farejando o que pode ser e quando temos o mesmo sentimento de certeza, lá vamos nós novamente atrás de nossa cereja. E nestas inda e vindas, apagamos as frustrações da memória e vamos em frente. Às vezes com o espírito cem por cento renovado, outras nem tanto. Com o tempo nos acostumamos com esta rotina de farejar, lutar, conquistar e nos frustrar. O que me pergunto agora é se realmente existe a satisfação máxima é como dizem: existe ou não o ponto G das mulheres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo de mim como princípio, sem maiores pretensões de ser o exemplo. Não consigo dizer se realmente existe a satisfação máxima, pra mim sempre faltou algo, nunca disse a mim mesmo: “Perfeito, não precisa mudar mais nada”. Sempre há algo pra melhorar, pra não ficar na inércia de não produzir nada acabo publicando e que se danem as críticas. É única forma que consigo encontrar para viver, para experimentar, vivenciar, deleitar. Se não fizer isto, não faço nada. Preciso dizer que se dane a minha satisfação completa. Esta não é a mulher que eu sonhei, mas é com ela que vou sentir prazer. Este não é o emprego dos meus sonhos, mas é com ele que vou viver a minha vida comum. Este não é o restaurante dos meus sonhos, mas é o que eu posso pagar. E quem disse que eu preciso do melhor pra me sentir bem, talvez eu esteja me enganando pra viver ou estou apenas sendo uma pessoa sensata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história toda me fez lembrar do episódio que presenciei. Uma linda garota que eu conhecia, namorava um rapaz. Eles se conheceram de forma meio atabalhoada, se não me engano em uma estação de metro ou na espera de uma consulta médica ou odontológica, enfim os três casos são um tanto inusitados. Mas isto não importa muito, o que interessa é que eles gostaram um do outro, a conversa fluiu e o beijo foi natural. Logo viraram namorados, unha e carne. Era incrível o amor dos dois. Tudo se encaixava perfeitamente, dava até inveja em ver um casal tão feliz. No entanto um dia o belo rapaz conheceu uma moça, foi no local de trabalho, mas mesmo assim eles trocaram um beijo, somente um beijo, demorado de uns três minutos. Foi um tanto embaraçoso, pois logo depois do beijo a namorada do rapaz estava lá o esperando. Ela não viu nada, apenas ficou com ciúmes da moça, pois esta muito bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disto o rapaz continuou procurando a moça, mas ela o evitou, sabia do namoro e não queria ser a outra e nem atrapalhar aquele lindo casal. Mas nestas investidas do rapaz, ele acabou a fazendo conhecer um colega deste rapaz. Logo o tal colega investiu na garota e estava com ela. Os dois também se amaram loucamente, logo casaram e eram felizes, apenas não foi pra sempre. O rapaz ficou sabendo que o seu colega casou com a garota. Ele continuava tendo o seu namoro quase perfeito, mas ficou intrigado com o casamento da outra. Foi atrás dela e se tornaram amantes, foi por pouco tempo, logo os dois falaram aos seus respectivos parceiros o que estava acontecendo e decidiram terminar as relações para ficarem juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ocorreu o inverso, os amantes, que se tornaram os legítimos foram traídos pelos traídos. Na verdade não foram traídos, pois não estavam mais juntos, mas a moça traída ficou com o colega traído. Logos os “traídos” resolveram a voltar tudo como estava, voltaram para os antigos parceiros, mas logo depois tudo acabou. Enfim era a busca do totalmente satisfeito, nenhum dos quatro envolvidos chegou neste ápice. Quando pensavam estar lá, tudo desabava e começavam de novo, tentaram entre eles de todas as formas possíveis algo de que desse certo, não foi possível. Eu vou continuar farejando, conquistando e me frustrando, não me importo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-3873090994594407259?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/3873090994594407259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=3873090994594407259&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3873090994594407259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3873090994594407259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2009/01/totalmente-satisfeito.html' title='Totalmente satisfeito'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4471437585197455261</id><published>2008-12-28T17:50:00.000-08:00</published><updated>2008-12-28T18:04:26.420-08:00</updated><title type='text'>A vida imitando a arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia desses ao ir à padaria fui abordado por um vizinho. Nunca tínhamos conversados, no máximo nos cumprimentados. Mas neste dia não teve como ele já chegou me interrogando: "E então camarada como é aquela história da professora? ". Tive um susto na hora, não entendi a pergunta e retruquei: "Que professora? Do que está falando? Não esta me confundindo com alguém, tenho um rosto muito comum". O sujeito foi decisivo e disse: "Claro que não meu camarada, é você mesmo quem publicou a história da professora que te trocou por outro". Nesta hora me veio à memória do que aquele sujeito estava falando. De uma publicação recente minha “Amores da Juventude”. Então expliquei pra ele que era tudo ficção, que há sim pedaços da realidade, mas no fim das contas é tudo fruto da minha imaginação, que sai colando os pedacinhos do real e com isto faz uma história fictícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu vizinho não ficou satisfeito com a minha explicação saiu de lá mais convencido de que a história era mesmo de fato realidade. Mas esta conversa abruta e no mínimo estranha me estimulou em publicar novamente uma explicação sobre o que eu escrevo ( Já publiquei sobre o assunto em “Ponto nos is”). O fato é que me incomoda muito ter de pensar, que o que eu escrevo vai ter reflexo na realidade. Eu sei que temos responsabilidades pelo o que falamos. Inclusive isto é a premissa da liberdade de expressão. No entanto, escrevo ficção e não posso ser responsabilizado por algo que não tenha de fato uma conexão com a realidade, pode haver sim coincidência, mas isto esta longe de ser algo que possa me responsabilizar. Não estou falando apenas de responsabilidade jurídica, o que mais me incomoda é a obrigação moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos acidentes entre o mundo real e o meu fictício me impedem até mesmo de publicar ou de escrever sobre algo. É uma verdadeira auto-censura, quando não é uma censura explicita. No mínimo é muito egocêntrico pensar que eu escrevo sobre determinada pessoa ou caso familiar. Nas minhas imaginações não existe conhecidos ou desconhecidos é um modelo ideal, imaginado por mim e pronto. Alias o meu amigo Jô sempre escreve no fim de suas publicações a seguinte explicação: “Esta é uma obra de ficção. Mesmo as figuras históricas nela apresentadas são tratadas de forma ficcional, numa mescla de fantasia e realidade. Qualquer semelhança dos personagens fictícios com personagens reais não passa de fortuita coincidência.”. É mesma explicação que tenho sobre as minhas publicações, sem tirar e nem por uma linha, palavra, vírgula ou mesmo ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me intriga nesta história toda é se as pessoas fazem isto por implicância ou por não conseguirem mesmo distinguir entre ficção e realidade. Pois a diferença é brutal. No entanto, as desconfianças e até mesmo incredulidade total que se trata de ficção estão mais vivas do que nunca. Eu já joguei a bandeira branca contra esta batalha cruel e insana. Desisto de dizer que escrevo ficção pura e simples. Só estou me resguardando para que no futuro não digam que nunca me esclareci e estou fazendo isto pela segunda vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto que me intriga muito é a confusão do autor com a pessoa física quem escreve. Eu autor não sou, o eu físico. Assim como crio vários personagens eu acabo sendo mais um personagem e não mera continuação física e psicológica da pessoa quem assina as publicações. Tudo bem que isto pode parecer um tanto confuso, mas isto tem uma explicação filosófica. Eu não sei dizer, pois não sou filosofo, apenas sei que tem uma elucidação do assunto ou então próximo disto. O máximo que sei dizer, que tendo um autor e a pessoa quem escreve. Separadas uma das outras, há maior liberdade de imaginação. O grau de poder da escrita se torna maior, posso inventar o personagem quem eu bem quiser que seja. A pessoa quem escreve na verdade é muito sem graça, fútil, boba, ingênua e o pior, sem muitas histórias pra contar. Então para dar mais de mim à minha única leitora dou pernas pra quem quer. E tem mais, eu autor discorda das idéias da pessoa quem escreve, enfim as opiniões de um e de outro não são necessariamente convergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que pago caro pela minha liberdade de escrever e imaginar. Mas tudo tem o seu preço e se pagamos é por que vale o valor pago. Mas não culpo a ninguém por esta confusão. No fim das contas tudo é confuso, não há distinção tão clara entre o real e o não real ou mesmo que é a realidade? É difícil dizer até onde um quadro influencia na realidade ou o quanto ele foi reflexo do real. Enfim as coisas não são pretas e nem brancas são cinza. Não quero acabar com as coincidências, sei que elas existem. É bom que isto aconteça, mas que predomine o razoável. Se é que isto é possível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4471437585197455261?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4471437585197455261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4471437585197455261&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4471437585197455261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4471437585197455261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/12/vida-imitando-arte.html' title='A vida imitando a arte'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-5767770951219046839</id><published>2008-12-24T07:18:00.000-08:00</published><updated>2009-08-11T18:04:00.021-07:00</updated><title type='text'>Quando o mundo desaba</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Georgia;color:black"&gt;Estive pensando sobre a busca da felicidade. Sobre a certeza do amanha. Parece que as pessoas no geral se preocupam demais com a aposentadoria, em ter uma casa pra morar e em ter o que comer. Na velhice ninguém quer saber de se preocupar com dinheiro. Passamos à vida inteira planejando um final confortável e sem muito esforço. Os planos são diversos, as lutas são diárias e os problemas constantes. No fim temos uma única certeza, o medo esta sempre ai, ele é a nossa mola propulsora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;br /&gt;Lembro quando era menino e me diziam, se você não trabalhar ira morar debaixo da ponte. Morria de medo de um dia morar debaixo de uma ponte, como um vádio. Nada podia ser mais assustador do que ter um futuro tão público e miserável. Nesta época qualquer coisa errada que eu fazia vinham às ameaças. O bicho papão iria me pegar e assim foi até eu descobrir que o tal bicho não existia. Depois fiquei sabendo do Diabo, este até hoje eu não sei se existe, mas que ele é usado constantemente como a explicação dos nossos problemas, chego a ficar com pena do Diabo, tudo é jogada na conta dele. Sempre falam: Anota na conta do Diabo, do Cão, do Tinhoso, do Carcará, do Danado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;br /&gt;O engraçado que apesar do medo constante, de vivermos na síndrome do pânico. No fim ou durante a maior parte do tempo “vencemos” passamos por cima dos problemas, com muito custo pagamos todas as contas e prolongamos as que podemos. No fim passamos de ano e de semestre, conseguimos o nosso emprego, o nosso diploma, nosso carro, temos os nossos filhos, nosso companheiro, nossa família. Com um pouco de sorte e suor temos uma vida boa. Estou falando disto, por que conheci uma mulher que tinha tudo isto ou pelo menos era isto que parecia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;br /&gt;A história desta mulher é bem simples, aos dezoito anos casou com o seu namorado, eles já estavam juntos há dois anos. Foi ele, quem tirou sua virgindade. No ano em que eles casaram, ela tinha conquistado sua vaga na faculdade de Medicina. No ano seguinte ela teve uma filha. O marido cuidava de uma das empresas do pai. Dinheiro nunca foi problema, os dois se amavam, viviam bem e felizes. A filha era linda, inteligente e sem nenhum problema grave para a sua idade. Ao formar em medicina esta mulher se especializou e virou cirurgiã plástica. Como dinheiro nunca foi problema, em pouco tempo esta mulher tinha a sua clinica de cirurgia plástica. A sua filha estava em plena adolescência e eles já tinham mais de quinze anos de casado. Eram a verdadeira família americana, podiam até fazer um comercial de alguma margarina.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a vida desta mulher como a vida da maioria das pessoas era um castelo de cartas. Esta mulher estava estudando para passar em um seleto grupo de médicos, depois de dois anos de muito esforço ela passou, o resultado saiu. A felicidade era imensa. O sentimento de uma vida perfeita estava vivo neste dia, a filha ficou muito feliz. O marido não a viu pessoalmente, mas por telefone lhe disse o tamanho de sua felicidade. Incrível mas tudo dava certo para esta mulher, ela casou com o homem da sua vida, adorava a sua profissão, tinha uma filha saudável e bonita. O seu circulo social era completo e rodeado de boas pessoas. Uma vida invejável. Até o dia em que ela ficou sabendo o resultado do concurso, apesar de ter passado e estar muito alegre. Esta felicidade não duraria mais do que doze horas. Isto mesmo nem um dia completo durou e não estou falando de uma mera chateação, estou falando de um problema sem solução , sem volta, um sofrimento eterno.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;br /&gt;O marido da mulher foi encontrado morto no interior do seu luxuoso veículo. Isto mesmo, assassinado, com dois tiros na cabeça. Se às 18h00min o marido lhe dava os parabéns. Às 10h00min da manha do dia seguinte a Policia ligava pra ela, lhe informando do homicídio cometido contra o seu marido. Não vou entrar no mérito de quem foi e por que o mataram, mas adianto que não se trata de latrocínio. O fato é que a família americana começava a ruir. Dois dias depois, ela descobriu que o seu marido tinha uma amante há cinco anos. Fato contado pela própria concubina sem tirar e nem inventar nenhum detalhe. A mulher quis saber de tudo e a outra não hesitou em contar, as juras de amor, as noites mal dormidas, do noivado, das brigas, de tudo. Sem falar da herança deixada pelo marido, dívidas, muitas dívidas. Negócios sujos também não faltavam, aquele homem ético e cheio de caráter se tornou um verdadeiro canalha. Um canalha mor. A filha tornou aversão ao pai, à mulher começava a pensar no lado positivo do assassinato e a amante foi quem mais perdeu. E agora quem iria sustentar aquele luxo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;br /&gt;Difícil falar da vida, mas entendo que vivemos em uma bolha de sabão, que a qualquer momento pode estourar. E este estouro acontece assim, sem avisar, sem perguntar e sem volta. Uma bolha estourada é pra sempre. O cômico é que não reconhecemos vivermos em uma bolha, muito pelo contrário. Pensamos que estamos seguros que somos capazes de resistir a uma guerra, a uma invasão de extraterrestres. No fim não somos capazes nem de mandar em nossas próprias vidas. Quando o mundo desaba é que vemos a nossa real condição. Não nos damos conta, mas vivemos em um castelo de cartas. A qualquer momento tudo pode desabar, não é que isto vá acontecer. Podemos sim passar por este mundo achando que somos invencíveis, mas sempre acredite, as coisas podem desabar e sem nenhum aviso prévio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;color:black"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-5767770951219046839?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/5767770951219046839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=5767770951219046839&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5767770951219046839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/5767770951219046839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/12/quando-o-mundo-desaba.html' title='Quando o mundo desaba'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-2612802072272402886</id><published>2008-12-15T09:59:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T15:16:11.078-08:00</updated><title type='text'>Senso comum da porra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um grande amigo meu, Bernardo, “O fora da lei”, tem o costume de observar a sensibilidade das pessoas, no sentido, de como estas pessoas interpretam, interagem e se comportam no mundo. É um ponto de vista interessante, um tanto mesquinho às vezes, mas Bernardo, “O fora da lei”, não faz isto para se sentir melhor que ninguém, muito pelo contrário, é uma crítica pessoal de si mesmo, o maior medo dele é se tornar um senso comum da porra, como ele costuma dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alias esta frase dele: “Senso comum da porra”. Sempre contorna os meus pensamentos, de vez em quando me pego pensando justamente isto qual é o senso de certa pessoa. As minhas conclusões na maioria das vezes são frustrantes. Nelson escreveu muito sobre os idiotas, como eles estão por toda parte e como vem dominando o mundo. Sinceramente eu pensava que isto fosse um exagero, que no fundo os idiotas só estão por ai, vegetando como qualquer outro vegetal. Mas como Nelson alertou, os idiotas perceberam que são a maioria e daí foi um passo para a dominação. Um idiota subiu em um caixote e começou a falar, em segundos vários idiotas pararam pra ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais inteligente a se fazer é ser um idiota. Isto mesmo camuflar-se, esconder-se, caso contrário a esfinge irá te devorar. É bom gritar também: “Viva aos idiotas!! Viva!!”. Algo muito similar ao que se fazia na idade média dando vivas as majestades. O que me assusta ou frustra é que os idiotas ou os sensos comuns da porra estão em todos os lugares e quando digo todos é até onde você menos suspeita ou mesmo dúvida. Inclusive as pessoas que você menos espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia desses fui a um debate, que discutiam sobre o senso comum. Como as pessoas tendem a pensar o básico. Resumidamente era isto, que estavam debatendo é claro, que em tom crítico e com o objetivo de contornar a situação de alguma forma. Achei brilhante a idéia de se discutir à monotomia dos pensamentos, ideologias, enfim o modo de pensar das pessoas no mundo atual, inclusive havia neste local a presença de pessoas, que a priori não tem nenhum senso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem não fiquei nem até a metade do debate, os filósofos se assim posso chamá-los só diziam o que qualquer senso comum da porra falaria. Sai de lá frustrado, pensava em como aquilo poderia ser realidade. Afinal de contas onde estão os gênios, nunca conversei com Francisco Buarque de Holanda ou com o pai do mesmo Sergio Buarque. Há muitos gênios, sim há, mas os idiotas são em número significativamente maior. Outro problema os idiotas falam dos gênios e muito. Eles interpretam e discutem sobre o que os gênios falaram. Isto acontece mesmo que eles não entendam uma linha sequer do que esta sendo lido. De tanto conversarem e comentarem fica algo muito parecido, com aquela brincadeira da notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza brincadeira da notícia não é algo muito claro, vou tentar explicá-la. Ela é feita da seguinte forma conta-se um fato para uma pessoa e esta vai passar para outra, quanto mais isto passar de uma pessoa pra outra melhor a brincadeira fica. Exemplo do fato: João inventou calunias sobre Pedro e este foi tirar satisfações. Depois de passar na boca de vinte e oito pessoas diferente com certeza o fato vai mudar. Podemos imaginar que a ultima pessoa diga o seguinte: João transou com a esposa de Pedro, que por sua vez matou João. É claro que isto é um exemplo, que os fatos podem mudar muito. É justamente o que acontece com os gênios suas idéias, pensamentos, ideologias e etc. São desvirtuados do original. As interpretações feitas pelos idiotas transformaram tudo em uma grande idiotice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu me pergunto, onde esta o Jazz, a Bossa Nova, o bom e velho Rock, a música clássica, o funk, soul, os grandes escritores, as grandes obras, os grandes filmes. O mundo da arte e cultura se tornaram extremamente monótonos. Vem a minha mente agora a música eletrônica, nada mais maçante. Em outros campos também, alguns já era se esperar, como o meio empresarial, este é o mundo das máximas. No meio acadêmico por incrível que parece, predomina o senso comum não há construção de conhecimento. Não há mais o desvio de pensamento. Parece que os seres humanos estão ligados em rede, mas ao invés de sermos uma rede independente. Somos uma rede de suporte, verdadeiros recipientes vazios e ocupados por alguma coisa que não seja nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é se envolver com os idiotas, ter amigos idiotas, namoradas idiotas, esposas idiotas e entre outros. Imagina se apaixonar por uma garota senso comum da porra. É o fim, com toda certeza. Mas neste mar de idiotas, é inevitável uma hora ou outra você vai se envolver com uma senso comum da porra e irá apaixonar-se. É como digo sempre: ser corno é apenas uma questão de tempo. Ter um leitor senso comum da porra deve ser algo muito frustrante e ao mesmo tempo freqüente. Talvez seja por isto que os grandes escritores são pessoas reservadas e de pouquíssimo contato com os seus leitores. É medo de ser o pai da tragédia. Afinal de contas é uma grande responsabilidade ser um escritor, no fim das contas você não tem leitores e sim seguidores, alguns lunáticos. Agora imagine se todos são um senso comum da porra. É a morte do escritor, o grande fim com F maiúsculo. Por isto, a reclusão, o afastamento, enquanto não sabem quem é o leitor, os grandes escritores conseguem dormir com a consciência tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trágico é saber que os sensos comuns da porra se camuflaram, eles inclusive adoram posar de certos personagens, como intelectual, educador, consultor, psicólogo, músico, poeta, escritor, engenheiro nuclear, comunicólogo, jornalista, advogado, professor. No fim das contas é aquela velha história: é a vida imitando a arte ou é a arte imitando a vida. Não há como saber onde estamos pisando, não há escapatória. É como ser um político honesto. Um poeta lúcido. Enfim há inúmeros personagens que os idiotas gostam de vestir. No fim das contas eu sou um senso comum da porra. A única diferença entre mim e o mar de idiotas é que eu reconheço a minha realidade e insignificância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-2612802072272402886?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/2612802072272402886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=2612802072272402886&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/2612802072272402886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/2612802072272402886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/12/senso-comum-da-porra.html' title='Senso comum da porra'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-8612281565214879696</id><published>2008-12-08T18:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T13:34:59.888-08:00</updated><title type='text'>As coisas não são o que parecem ser</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;            Nestes dias vi mais um filme dos irmãos Coen e fiquei empolgadíssimo com o filme. Ele é simplesmente genial, fantástico, surpreendente. Por falar nisto, um amigo meu me disse algo muito interessante. Estávamos falando de um outro amigo e dizíamos que ele tinha um problema em seus atos, pois ele nunca conseguia grandes feitos. E o meu amigo disse tudo, falta gana para este nosso amigo. Isto mesmo, gana, vontade, persistência, insistência. As pessoas precisam disto para viver e saborear as coisas do mundo. Não me faltou gana ao ver este filme, cada quadro foi saboreado lentamente, com muita vontade. Depois do filme fiquei anestesiado, pensando em tudo e em nada ao mesmo tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Os irmãos Coen falam de assuntos que me interessam. Às vezes eles exageram no seu humor negro, mas não é por causa disto que vou deixar de gostar do que eles fazem. Eu gosto dos pontos de vista levantados por eles. O filme termina com uma frase impactante “E, no final, o que nós aprendemos?”. Pois é o que fizemos? O que construímos? E afinal de contas no que deu aquele livro que você leu? Aquela formula de matemática que você resolveu? Enfim, o que nós aprendemos? No fim das contas parecemos formigas. Nada mais que formigas. Já viram como é engraçado, uma formiga percorre uns trinta metros, que deve ser uma distancia quilométrica pra ela, chega uma pessoa e pisa na formiga, que estava carregando algo trinta vezes mais pesado do que ela. Todo aquele esforço empreendido foi em vão.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            No fim das contas é o que acontece conosco, estamos em nosso veículo. Um menino de dez anos de idade, que nunca saiu do bairro dele. Aproxima do carro segurando um revolver calibre 38. Ele segura a arma com as mãos tremulas e diz timidamente: é um assalto. O homem se assusta e tenta arrancar. O menino assustado puxa o gatilho. O tiro é certeiro acerta na testa do homem, que morre imediatamente com os miolos estourados. O menino mal vê o rosto do homem, só vê muito sangue. Logo em seguida ele sai correndo sem rumo e direção. O menino não sabe se o homem morreu, ele só queria o relógio e uns trocados. Não queria atirar em ninguém. O homem estava indo buscar o seu filho, de Cinco anos, na escolinha. Neste dia ele tinha sido promovido e iria ganhar o dobro do que ganhava. No final das contas quem é o sujeito da ação? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            As coisas não são como parecem ser. È uma das conclusões que tiro desta falta de nexo lógico entre as ações. O que estamos fazendo? Quem esta com quem? Quem é bom e quem é o mau? Quem mente pra quem? Quem trai? Que nos controla? Quem controlamos? Quem manda? Quem desmanda? No fim é patético ser homem. Há algo mais idiota do que a burocracia? Um dia desses em conversa com um amigo, disse pra ele sobre o problema de colocarmos todas as nossas soluções no mundo jurídico e ele me deu uma explicação razoável para este processo. Os homens não confiam nos homens, nem mesmo o pai confia no filho e vice-versa. Os amigos não confiam nos amigos, os primos não confiam nos primos. A desconfiança é absoluta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Ele deu um exemplo entre nós dois. Eu havia convidado ele para irmos almoçar na minha casa naquele dia. Tínhamos ido a um evento e na hora do almoço lhe chamei para ir até a minha casa. Isto foi combinado previamente no dia anterior. Não fizemos nenhum contrato escrito, foi apenas verbal. Ele confiou na minha palavra e eu na dele. Mas digamos que na ultima hora eu desfizesse o compromisso. O que ele poderia fazer? Absolutamente nada, fizemos um acordo verbal sem testemunhas presenciais. Era a palavra dele contra a minha. Aquele tarde de fome que ele passou, não tinha reparação jurídica. E o mesmo aconteceria caso ele não fosse, nada pior que a visita faltar ao almoço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            No entanto, se tivéssemos feito um contrato, eu poderia descumprir a minha palavra. Ele iria entrar contra minha na justiça e eu seria obrigado a pagar a multa estipulada no contrato, que era o valor de duas semanas de almoços do meu amigo, no seu restaurante de costume. No caso dele quebrar o contrato, ele pagaria o valor de duas semanas da dispensa da minha casa. Este caso é um absurdo, mas no fim das contas é o que fazemos com freqüência no dia a dia. Fazemos contratos estúpidos, pois somos seres desprezíveis capazes de tudo para se dar bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Os irmãos Coen sabem muito bem ironizar o comportamento humano, que é um tanto ambíguo e imprevisível. Os seres humanos se tornam idiotas do nada, sem nenhum motivo aparente. Um homem pode ser honesto a vida inteira, isto não é garantia de que nos próximos cinco minutos ele não aceite fazer algo ilícito. É como costumo dizer sempre, todo criminoso já foi um cidadão de bem antes. Isto pode parecer meio idiota, mas é o primeiro argumento dos criminosos. Sou um homem honesto, nunca cometi nenhum crime, tenho a ficha limpa. É o que eles dizem sempre. De fato é verdade, até aquele dia, aquele homem foi honesto. E assim são os homens, um relacionamento tem a sua fase pura, até a primeira traição. Antes de uma mulher ser um saco de pancadas do homem, ela nunca tinha levado um soco. E no fim um idiota, pode cansar de ser idiota e se tornar um grande homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Enfim ninguém esta livre de pecar ou de errar. Somos humanos e imprevisíveis. E na maioria das vezes estamos fazendo algo sem sentido ou sem objetivo. E no fim tudo vai ser decidido em uma reunião com pessoas, que você não conhece e nunca viu. Mas são estas pessoas que detêm algum poder de decisão. Elas nem sabem o que estão decidindo e por que, apenas decidem ou apenas fazem. No fim das contas é aquele velho ditado: Não pense, faça. Onde vamos parar com tudo isto? Não importa, o importante é continuarmos o mundo não pode parar. Eu estou no Show business. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-8612281565214879696?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/8612281565214879696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=8612281565214879696&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8612281565214879696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8612281565214879696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/12/as-coisas-no-so-o-que-parecem-ser.html' title='As coisas não são o que parecem ser'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-412816902610833623</id><published>2008-12-06T11:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-06T11:44:01.920-08:00</updated><title type='text'>Amores da juventude</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estava me lembrando estes dias do tempo em que era jovem, quando eu ainda tinha os meus vinte e poucos anos. Bons tempos aqueles. Tudo bem, que o jovem é por sua própria natureza, é estúpido. Comigo não era muito diferente. Lembro-me bem dos meus abafamentos, das minhas inquietudes, das minhas consternações. Agia por impulso, me envolvia piedosamente nas minhas paixões. Entregava-me de corpo e alma. Eu não devia entender muito bem, aquela famosa frase: “Quanto maior a altura, maio é o tombo.” Pois bem, os meus tombos eram dignos de registro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Falando assim da minha juventude, lembrei de uma paixão desta época, esta foi um caso singular. Não digo isto, por causa da garota, que era linda, inteligente, extrovertida, única. Neste caso, o contexto, que é o inusitado. Primeiro pela forma que eu a conheci. Foi na época da faculdade, ao contrário de que todos dizem, não tenho muitas saudades desta época, não houve nada de mágico na minha vida de universitário, os meus colegas de faculdade, na sua grande maioria eram todos insuportáveis, um bando de idiotas. Esta garota chegou a ser minha colega de faculdade, mas não tivemos contato, só fui percebê-la, quando ela se tornou minha professora substituta. Muito irônico, eu ainda não havia me formado, e ela, que era alguns períodos na minha frente, já era professora, tudo bem que substituta, mas é inegável, que ela estava em uma posição muito mais confortável que a minha. O fato é que ela ser minha professora, foi à única forma que o destino teve de nos encontrarmos. Desde a primeira aula, trocavamos olhares fulminantes, confesso, que não sabia bem o que os olhares dela queriam dizer, os meus eram claros, eu tinha achado ela fabulosa e não havia nada que eu pudesse fazer para controlar os meus olhares. Já ela, poderia ser simples nervosismo, já que aquela situação não era nada confortável. Ser professor novato deve ser uma experiência muito difícil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estava me esquecendo de um pequeno detalhe, nesta época, eu tinha um namorico. Estes namoros, que a gente não sabe bem por que começou e damos graças a Deus de terem terminado. É muito similar a aquelas festas que vamos e no meio dela pensamos: “O que eu estou fazendo aqui”. Mas passado dois meses de aula, este namorico já havia acabado, sem nenhum trauma é claro. O resultado mais interessante do termino dele, foi o meu súbito interesse pela professora. É engraçado chama-la de professora, ela era muito mais a minha veterana do que o contrário. Desta vez eu não apenas olhei, resolvi me aproximar e por fim me declarar apaixonado. Tudo ocorreu de forma muito rápida. Não foi nada planejado, as coisas foram evoluindo, aos poucos a idéia me parecia natural. Tive um medo natural, que tudo desce errado e nada pior, do que levar um belo não da sua professora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No entanto não foi isto que aconteceu, a professora me correspondeu, é claro, que ela achou aquela história toda complicada. Assim como eu, ela já tinha tido relacionamentos polêmicos, aquele seria apenas mais um. No inicio foi tudo perfeito, escrevi algumas cartas de amor pra ela, ela lia tudo, me respondia e correspondia. É claro, que no começo era tímida, quase não dizia um sim, mas aos poucos foi ficando mais a vontade. Já me escrevia cartas de amor também, naturalmente saímos, trocamos carinhos, nos beijamos. Nas aulas seguintes era um tanto estranho vê-la como a minha professora. Mas disfarçávamos e ninguém desconfiava de nada. Fora da faculdade éramos um casal comum, sem nenhuma diferença do habitual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Infelizmente, nosso relacionamento não durou muito. Eu esqueci de contar, mas quando ainda estava nas minhas investidas sobre a professora, inclusive fiz uma música pra ela, que era mais ou menos assim: “Espero de você um sinal de viver, uma marca de um doce ou um afago qualquer...Espero que não me entenda mal, afinal eu só quero te amar.. Carla me cala, Carla me ama”, mas nesta época havia uma certa resistência por parte da minha professora. Ela dizia que havia saído de um relacionamento muito chateada e que não se sentia disponível para outro caso, naquele momento. Não dei bola para isto, sabia que era uma questão de tempo e de fato foi. O que eu não sabia, é que este relacionamento ainda estava muito vivo. No momento, em que eu não media as palavras para me declarar, em que me entregava de corpo e alma nas nossas noites de amor, quando tudo era azul. Aconteceu o trágico, o inexplicável. O cara, que havia literalmente chutado a bunda da minha professora, resolveu procura-la. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não vejo que o cara fez mal, eu no lugar dele teria feito o mesmo. Os homens são canalhas por natureza. Ele saiu do relacionamento, para arrumar algo melhor na opinião dele. Não aconteceu nada, naturalmente ele volta para o ponto onde estava. O raciocínio dele é simples, como de um canalha. O que me surpreendeu nesta história toda, não foi ele e sim ela. Afinal de contas, ela já havia se declarado pra mim, já tínhamos dois meses de relacionamento, já tínhamos tido noites de amor incríveis. Até cartas de amor ela já havia escrito. Eu não esperava outra atitude dela, era natural, que ela lhe desse um não bem dado. Mas como tudo na vida é confuso, ela não fez isto, pelo contrário, reatou com ele no mesmo instante, em que ele terminava de falar a sua intenção. Alias, ele nem acabou de falar, ela já tinha dito: tudo bem, eu volto pra você. Naquele mesmo dia, ele foi para a casa dela e lá fizeram amor a noite toda. Bem parecido com aquela música: “Eu faço samba e amor à noite inteira, e tenho muito sono de manha”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O mais obvio é pensar no que me aconteceu. Foi bem simples, três dias depois, vou atrás de minha professora e pergunto o que teria acontecido. Era notável a mudança drástica dela nos últimos três dias, não conversamos no telefone, não trocamos e-mails, não nos vimos, enfim ela me evitou este tempo todo. Não houve muitos rodeios por parte dela, ela disse o que aconteceu, em partes é claro, não me falou sobre a noite de amor. Talvez isto fosse ser sincera demais. Primeiro ela me disse o obvio, que eu era lindo, muito, mas muito interessante, que estava gostando muito de mim, que era tudo perfeito. No entanto, o outro tinha aparecido primeiro, ela já tinha uma história com ele, e ela não sabia tomar outra atitude naquele momento, mas talvez um dia pudéssemos ficar juntos. Confesso, meu primeiro sentimento foi de humilhado. Nada pior para um homem, do que ser trocado por outro. O amor pode acabar, as coisas podem não dar certo mais, pode haver muitas brigas, os dois podem ficar confusos, pode haver falta de respeito, traições, mas ser trocado por outro é o fim. E justamente isto que pensei logo em seguida, é o fim. Não havia mais volta, mesmo que ela mudasse de opinião na semana seguinte, não havia como eu aceitar aquele ato, imperdoável. Talvez Deus em sua infinita bondade não haja para ele, nenhum ato imperdoável. Já eu na minha infinita canalhice sou cheio de atos imperdoáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desde aquele momento, eu sabia, que era o fim, ainda combinei de almoçarmos, mas nos últimos trinta minutos, liguei e inventei uma desculpa qualquer para não nos vermos. Depois deste dia, não a procurei, quando nos vimos nas aulas, eu era um aluno comum. Todo o meu encanto por ela foi embora, em questão de dias, tudo se foi. Hoje me relembrando desta história, acho um pouco de graça em tudo. Depois não tive mais noticias de minha professora, logo formei. Não me enveredei pelo meio acadêmico, muito político em minha opinião. Não sei quanto tempo este relacionamento dela durou, se casaram, se noivaram. Enfim, desconheço todo o desfecho do caso. Foi um bom amor da minha juventude, apesar do fim traumático. Se pudesse, viveria tudo novamente, talvez apenas diminuísse o tombo, que neste caso foi bem frustrante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-412816902610833623?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/412816902610833623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=412816902610833623&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/412816902610833623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/412816902610833623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/12/estava-me-lembrando-estes-dias-do-tempo.html' title='Amores da juventude'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-1892667973934450993</id><published>2008-11-30T16:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T17:22:02.718-08:00</updated><title type='text'>O rosto que não muda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Algumas pessoas têm características raras. Eu conheço poucas que tenha. Não estou falando de beleza, afinal de contas o que é belo. Tendo a pensar que beleza é apenas um padrão imposto por moldes culturais, mas isto não chega a ser uma tragédia. É apenas um ótimo argumento para provar a futilidade da beleza. Mas não quero falar de aspectos estéticos dos seres humanos, isto realmente não me interessa. Pelo menos como algo a ser pensado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou preocupado com as características raras, que algumas poucas pessoas possuem. Alguns são gênios, outros altistas, alguns para-normais, e outros não mudam a feição. E justamente estes que me interessam, as pessoas que não mudam de rosto, que não se alteram, aconteça o que acontecer. Eu conheço duas pessoas com estas características. Isto mesmo, apenas duas e olha que já conheci muita gente nesta minha longa vida. Um se chama Roberto, o amargo, e outro Flavio, o sorriso bonito. A diferença entre eles é apenas o estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto o primeiro nunca ri, nunca chora, nunca fica agressivo e muito menos enfurecido. O estado dele é apenas, indiferente a tudo e a todos. Incrivelmente ele nunca saiu deste estado, é inerte. É algo muito similar ao que é dito na física, se um corpo esta em movimento constante e não há força de atrito sobre ele, ele continuara infinitamente nesta constância. Assim é Roberto, o amargo. Parece que não há nenhuma força de atrito sobre ele, ou melhor, parece que nada age sobre ele. É como um ser invisível, sem matéria, sem arranhões. Nunca vi sair de Roberto um sorriso plástico, muito menos tímido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roberto não é uma pessoa calada e nem falante. O caso dele não é de que sua opinião seja aceita, ele não se preocupa com isto. Alias, ele não esquenta com nada, absolutamente nada. Não há assunto, caso, fato, polêmica, que faça Roberto alterar o seu humor. Nem mesmo a morte de sua mãe foi capaz disto. E ela não morreu de velhice ou de uma doença trágica, foi morta a tiros em um assalto no Banco. Roberto apenas disse: são coisas da vida. Isto sem mudar qualquer músculo do rosto. Ele não aparentava estar feliz, triste, calmo, nervoso, simplesmente estava com o mesmo rosto, com a mesma expressão, que tem desde que nasceu. Roberto era mesmo amargo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Falando assim de Roberto, lembrei de um episodio curiosíssimo, apesar de Roberto ser assim indiferente a tudo e a todos. Ele gosta de futebol e até tem o seu time do coração. E nos dois torcemos pelo mesmo time, que é o Clube Atlético Mineiro. Não vou ficar dizendo aqui, como é torcer pelo Glorioso. Iria estender o assunto demais e não é este o objetivo. Mas então eu e Roberto fomos a final do Campeonato Brasileiro. Atlético versus São Paulo, não é preciso mencionar que o Mineirão estava lotado, capacidade máxima, não havia mais lugar para uma única pessoa. O time do Galo era invencível, no entanto, não saímos de lá com o título. Foi algo inacreditável, nem os jogadores do São Paulo acreditavam no título, se dizia até, que disputando com o Galo o fato de ficar em segundo lugar é um título. Não é preciso dizer como o Mineirão ficou mudo, triste, calado, alguns até gritavam, era o grito de dor. Mas o que mais me chamou atenção em todo espetáculo foi Roberto. Este não mudou nada, saiu do Mineirão como entrou. Seu rosto, sua expressão era a mesma, ele apenas ajeitou os óculos e disse: são coisas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É incrível como Roberto não mudava, neste dia não pensei na derrota do meu time do coração, só pensava na fisionomia de Roberto. Ela não mudava aconteça, o que acontecer. Era o mesmo, o amargo. E não conheço pouco Roberto, já estive com ele em muitas situações, sejam elas felizes ou tristes, ou mesmo trágicas. Lá estava ele sempre com a mesma expressão, o máximo que poderia expressa é dizer a famosa frase, “são coisas da vida”. Mas Roberto não é o único, conheço também Flavio, o sorriso bonito. Este esta sempre rindo, como o seu apelido revela. Mas o sorriso plástico de seu rosto, não significa nada, não era nenhuma pista ou vestígio. O sorriso de Flávio e nada era a mesma coisa. Quem não conhecia Flávio demorava um pouco para aprender este pequeno detalhe. Alguns o achavam sórdido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com certa razão é claro, lembro-me bem quando a esposa de Flávio veio a falecer em um trágico acidente, para completar o grau de catástrofe, a esposa de Flávio estava grávida. Foi uma morte fulminante, uma carreta colidiu de frente com o veículo onde estava à esposa, estavam somente ela e o bebe, ainda em sua barriga. O motorista da carreta estava dormindo, provavelmente já há cinco dias sem dormir, entrou na contramão e não houve muito que fazer. Flávio é claro, estava triste, péssimo. Na verdade o que diferenciava Flávio de Roberto esta justamente nisto. Flávio demonstrava os seus sentimentos, mas logo em seguida estava rindo. Seu semblante de tristeza e de não acreditar no trágico acidente, não durou mais do que cinco minutos. Logo Flávio estava rindo, não que ele já não sentia mais nada Muito pelo contrário, ele ficou sete anos amargurado com tudo isto. No entanto, não ficou um dia sequer sem dar um belo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dia Flávio me confessou como era ruim ser daquele jeito. Explicou-me o que acontecia com ele. Era um verdadeiro paradoxo, Flávio tinha emoções, ficava triste, alegre, feliz. Enfim o seu humor variava como de qualquer pessoa. O diferencial era que aconteça o que acontecer, Flávio sempre demonstrava estar feliz. E isto não era por querer. Flávio não gostava de ser assim, muito pelo contrário, aquilo fazia ter raiva dele próprio. Ele chegava ao ponto de odiar a si. Penso que deve ser algo muito desconfortável, não poder demonstrar a ninguém, a nenhum conhecido que você sofre. Flávio inclusive me deu um exemplo, do que já aconteceu com ele. O caso da esposa eu já sabia, ele me contou de uma paixão. Daquelas que você nunca esquece, Flávio me disse, como amou esta garota, como sofreu por ela. É claro que contou tudo isto sorrindo. Na hora, isto não fazia diferença era até coerente contar tudo sorrindo. Naquele momento, realmente havia graça em toda história.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas como Flávio mesmo disse, é muito triste não poder demonstrar a dor que sente pela perda da amada. É o mesmo que sentir dor e não poder gritar, berrar, não poder expulsar aquele sentimento terrível. Ter que guarda para dentro de você é o mesmo que engolir uma dinamite. E assim era com Flávio, ninguém soube da dor que ele sentia pela perda de sua amada. É preciso esclarecer, que ela não faleceu, apenas o trocou por outro. Nem mesmo ela soube da dor de Flávio. Ele não ficou nem uma hora sem rir após saber de tudo. Qualquer coisa era motivo para Flávio sorrir. Seu sorriso era sempre plástico. Sempre bonito e sempre sincero, que é o pior de tudo. Não havia como dizer, tire este sorriso falso do rosto, pois não era falso. Flávio nunca deu um sorriso falso em toda sua vida. Apesar de se sentir, mal ele se sentia feliz. Era um paradoxo incrível. Nesta conversa que tive com Flávio, lhe disse a seguinte opinião. Como sei da pessoa incrível que ele era. Eu disse à ele, que pessoas como ele, devem ter ambiente para tudo. O amor e ódio podem conviver pacificamente em sua consciência A felicidade e tristeza não se matam, vivem em sua mente harmonicamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Flavio não gostou muito de minha explicação, disse, que queria parar de rir quando se sentisse mal, que gostaria de demonstrar aos outros o seu mau humor, sua irritação com certa pessoa. Enfim ser transparente, era justamente como ele queria se sentir. No entanto, aquele sorriso bonito, lhe parecia uma verdadeira mascara. Era justamente assim, que Flavio se sentia. Uma mascara permanente, que nunca havia tirado. Ele sabe que há o papel social, que todos devemos cumprir certo papeis em determinadas horas. Mas Flávio estava preso há um papel eterno. E ele nunca podia ser simples ele, Flávio. E havia o Flávio triste, o alegre, engraçado, o risonho, irônico, chato, pedante, mauricinho, uma infinitude de Flávios que ele poderia se tornar. No entanto, estava preso ao Flávio, o sorriso bonito. Falando assim de Flávio e Roberto, vejo como eles sofrem por terem um rosto que não muda. Há sim infinitas vantagens, mas as desvantagens são trágicas, disso não há dúvidas. O meu rosto é infinito, complexo, inconstante, instável, incerto. Espero que eu nunca me prenda ao rosto que não muda como os meus dois amigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-1892667973934450993?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/1892667973934450993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=1892667973934450993&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1892667973934450993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/1892667973934450993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/11/o-rosto-que-no-muda.html' title='O rosto que não muda'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-3074035961445574546</id><published>2008-11-19T14:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T17:22:19.713-08:00</updated><title type='text'>CENSURADO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antes de públicar o próximo texto, quero esclarecer a minha única leitora, que por mais incrível que parece, ou mais surreal que possa ser, apesar de ter apenas ela como leitora. Fui censurado. Isto mesmo CENSURADO e isto, já aconteceram duas vezes, então há duas publicações minhas na gaveta. Estou tomando as providencias judiciais cabíveis, mas é difícil combater a CENSURA. Quem sabe daqui uns anos, eu possa publicar, enquanto isto fica na gaveta. Perdoe-me, minha única leitora.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-3074035961445574546?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/3074035961445574546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=3074035961445574546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3074035961445574546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/3074035961445574546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/11/censurado.html' title='CENSURADO'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4893246046209841315</id><published>2008-11-15T10:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T17:24:34.066-08:00</updated><title type='text'>Uma vida comum</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Muito se fala sobre o futuro, sobre a vida depois dos quarenta. Sobre as realizações. Pra mim o mais importante que posso fazer em minha vida é ter uma vida comum. Serei realizado, sendo uma pessoa comum. Pode parecer estranho dizer isto, quase que brega, cafona. Eu não me preocupo, sei que serei feliz assim. Uma vida comum, me pouparia de desgostos, de tragédias, de grandes feitos, de grandes problemas, de grandes histórias de amor, de traições. Enfim não haveria muito que comemorar, nem muito que lamentar. Sei que isto não é compreensível, mas eu já cansei de uma vida conturbada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É bom ter muitas mulheres, é bom ter muitos amigos, é bom ter muita farra, mas tudo em excesso pode estragar ou mesmo azedar. Vou ser mais pontual, vou falar de minhas paixões, infelizmente já tive algumas. Digo infelizmente, por que queria ter apenas uma, só uma e nada mais do que isto. Seja qual for o meu destino, sei que isto não vai acontecer. Já tive algumas paixões, como acabei de dizer e aconteça o que acontecer, no máximo terei mais uma ou mais algumas. Mas o meu sonho de fato era ter uma paixão de infância, daquelas, que desde pequeno, você sabe que é a sua cara metade. Não precisávamos necessariamente ficarmos juntos da infância até a velhice. Um pouco de vida boemia vai bem a todo mundo. Mas por mais, que eu me envolvesse com outra pessoa, e a minha cara metade com outro. No fundo saberíamos que o nosso amor é único, insubstituível, estávamos apenas passando o nosso tempo com outra pessoa. No entanto, o nosso coração se manteria inflexível a sua verdadeira paixão. Bom este era o meu sonho, não é mais. Já não é possível, passei a minha infância sem conhecer tal pessoa. E como é de conhecimento de todos, só se faz doze anos uma vez na vida, não há volta. Então terei que me contentar com algumas paixões, quem sabe milhares ao longo de minha vida. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente isto pode parecer maravilhoso, ter milhares de paixão. Só de biografia sobre os amores, poderia escrever um livro de cinco volumes, cada um com mil páginas. E de fato um “Don Juan”, diriam alguns. Um veterano, um apaixonado, diriam outros. Eu diria que é um idiota. Teve muitas e não teve nenhuma. No fim a indústria cultura, se tornou a indústria pornográfica para este pobre rapaz. Pergunte a este Don Juan, se ele se lembra do gozo de sua amada. Primeiro ele ira perguntar, de qual amada se trata. Afinal de contas são tantas. Este é o problema, o homem de uma paixão só, não precisa perguntar de qual amada estão lhe perguntando. Ele só tem uma, a conhece como ninguém, cada pedaço do corpo, cada gesto, cada sorriso, cada olhar, cada tom de voz, cada suspiro, cada gozo, cada toque, cada beijo. Não há nada, que ele não saiba de sua amada. E isto só se consegue, tendo uma única e mais nenhuma amada. Eu não tive esta sorte e nunca terei. Sou um Don Juan, tenho muitas e nenhuma ao mesmo tempo. Já fui idolatrado por milhares de mulheres, muitas lindas, inteligentes, mulher que não se acha em cada esquina, o problema, é que as nunca conheci, no máximo algumas noites, outra apenas uma. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sei muito bem, que posso parecer um canalha e realmente devo ser. Um grande canalha, mas não foi por que eu quis, não foi esta a minha escolha. Quis a vida que eu fosse um canalha, um Don Juan. Eu nem falei das polemicas, das brigas intermináveis, das discussões ideológicas, da minha fama de ser do contra. E tudo isto contra a minha vontade. Eu só quero ter uma vida comum. Consigo ate imagina-la, mesmo que saiba, que nunca vá acontecer, é possível pensa-la. Ela seria muito simples, sem nenhuma extravagância, imprevisibilidade, chateação, brigas, não haveria tragédias, nenhum homicídio. Alias este fato ainda não me ocorreu não me mataram. E eu não cometi nenhum homicídio. Confesso, já tive vontade de matar algumas pessoas, nada assim, fixo, foi apenas uma idéia leve, passageira, que logo se foi. Nunca ocorreu um homicídio próximo de mim também, nenhum parente, amigo ou conhecido assassinado. E ao contrário do que a grande maioria pensa, os homicídios são mais comuns do que os atropelamentos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando a minha vida comum, simples, cotidiana. Eu não ganharia na loteria, não ficaria milionário, não seria um político, nem mesmo um síndico. Não me tornaria um executivo bem sucedido, não seria diretor ou presidente de nenhuma empresa, clube ou associação. Enfim seria o que as pessoas chamam, de uma pessoa mediana, comum. Teria o meu carro, minha casa, minha família. Uns dois ou três filhos, uma esposa e talvez no máximo uma traição, bem passageira, já com quarenta anos de casamento. Não teria duas famílias, só uma. Meus filhos seriam bem educados, não se envolveriam com nada turbulento, enfim, uma família comum. Feita por uma pessoa comum. Não haveria extravagância, viagens pelo mundo, no máximo uma ou outra, feita com base em uma economia anual. Seria a família classe média. Talvez escrevesse um livro, nada fascinante, algo sobre um assunto que me interesse. Com muito custo conseguiria uma publicação, em alguma editora. Não venderia muitos exemplares, o máximo para cobrir o custo da edição, diagramação e tiragem. Sobraria-me uma merreca, mas teria algo para mostrar aos amigos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa, como já disse, seria uma namorada da infância, teríamos nos conhecido com oito anos de idade, ela teria tido uns três namoricos, mas nada demais. Afinal de contas teria sido o único homem que ele viu nu em toda sua vida. Minto, ela teria visto o seu filho, nu também. Algo muito comum entre mãe e filho. Não falei sobre o trabalho, nada demais, seria eu um funcionário, médio em alguma empresa privada ou pública, ganharia uma renda média e trabalharia, para não ser demitido. Sem grandes pretensões, de ser o melhor, de subir dentro da empresa, de ganhar rios de dinheiro. O meu dinheiro seria o suficiente para sustentar a família, minha mulher com a renda dela, pagava por aquelas coisas de mulher. Meus filhos teriam condições de se graduarem e até mesmo de seguir uma vida academia, se assim quisessem. E uma vez por ano, teria a viagem da família, para alguma praia ou país vizinho. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falei basicamente, o que é uma vida comum para mim, e seria justamente este tipo de vida, que eu gostaria de ter. O mais engraçado ou irônico é que não consigo ter uma vida assim, sou sempre o centro das atenções, badalado, um verdadeiro Dom Juan, já tenho uma fortuna razoável e sem muito esforço ficarei rico. Não chego a ser uma celebridade, mas dentro do meu circulo social sou conhecido, apreciado, venerado. Enfim sou tudo, o que nunca quis ser. Não gosto de me envolver em batidas de transito, não gosto de me envolver com mulheres casadas, noivas ou comprometidas, não gosto de me envolver em ocorrências policiais, não gosto de confusão, não gosto de uma vida boemia em excesso e não gosto de ser invejado. Agora cheguei ao ponto principal de ter uma vida comum, ela não é invejada por ninguém. Não há o que temer, ninguém quer tomar o seu espaço, ninguém quer a sua mulher, que mal conversa com outro homem, ninguém quer o seu emprego, que é muito comum. O seu carro comum não é invejado. Pois bem, se eu pudesse escolher entre ser um Deus e um homem comum, não haveria dúvidas, seria um homem comum. No entanto, a vida não é feita de uma escolha simples e clara, muito pelo contrário o caminho é tortuoso, escuro e sombrio, a vida é complicada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4893246046209841315?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4893246046209841315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4893246046209841315&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4893246046209841315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4893246046209841315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/11/uma-vida-comum.html' title='Uma vida comum'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-197185443963947384</id><published>2008-11-11T11:58:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T17:25:08.926-08:00</updated><title type='text'>Emoção à distância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Li estes dias sobre emoção à distância. Dizia algo como a emoção que acontece em você depende da distância que o fato ocorreu. É algo obvio, mas como diria a minha mãe: O ovo de Colombo também era muito obvio. Alias os idiotas da objetividade sempre fazem isto. Vamos imaginar a cena. Em uma taverna estão todos enchendo a cara, contando piadas e zombando dos outros. Eis que chega Colombo e desafia todos ali presentes, havia algo em torno de cinqüenta pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O desafio era bem simples, Colombo perguntava quem ali era capaz de fazer um ovo ficar em pé, sem nada escorando, ou seja o ovo teria que apoiar-se em uma de suas extremidades. Alguns riram outros desprezaram, houve uns que debocharam sem o menor cinismo. Colombo já sabendo do resultado final, não retrucava nada, absolutamente nada, nem mesmo um sorriso plástico lhe saia do rosto. Os idiotas, que se achavam mais espertos, foram os primeiros a tentar, tentaram uma duas, três, milhares de vezes. Houve todo o tipo de tentativa, mas ninguém conseguia colocar o ovo em pé. Depois de todos desistirem e pedirem por clemência de Colombo, eis que ele sem anunciar o gesto, em questão dê segundos, pega o ovo, bate ele com uma pequena força contra o balcão e quebra uma pequena ponta do ovo e ele fica em pé, com o pequeno achatamento provado pela colisão. E diz: O ovo esta em pé, vejam. Ohhh todos dizem, mas logo os idiotas da objetividade falam, mas se eu soubesse que poderia quebrar uma pequena ponta dele ou mesmo achatar, para que o ovo ficasse em pé, eu mesmo teria feito. E logo todas as cinqüenta pessoas ali falam em coro, que coisa mais obvia senhor Colombo, você nos trapaceou, assim qualquer um coloca o ovo em pé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que vou falar é tão simples como ovo de Colombo, o que é a morte de um ser humano para outro ser humano? No mínimo a morte de um semelhante, algum leitor já viu um homicídio ocorrer bem à frente dos seus olhos? Eu nunca presenciei tal cena, mas imagino que a emoção seja tremenda, imaginem se for um irmão seu? Ou mesmo um amigo? Um tio? Sua esposa?, sua mãe? Enfim a emoção se torna cada vez mais plástica conforme vai se aproximando de você. Alguns iriam objetar, não espero a unanimidade e nem á quero, nada pior do que levar um dez. Passa a impressão que não foi corrigido ou mesmo lido. Um dez é a morte. Mas leitor se não viu o homicídio, você já viu o atropelamento de um cão ou vai dizer que não? Não precisa ser necessariamente um cão, pode ser um gato, uma zebra, um cavalo, enfim qualquer animal, que produza sons e demonstre sua dor em público. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, estou saindo de minha casa. Ao por os pés no passeio público vejo a trágica cena, que nunca mais iria sair de minha memória. Passa um automóvel em alta velocidade e atropela um cachorro, um vira-lata que sempre me incomodava quando eu chegava em casa, mas ele estava ali agora agonizando sua morte, que neste momento era inevitável e o pior com as tripas pra fora, muito sangue, uma cena plástica. A emoção em mim era inevitável, sofria por aquele cão como se fosse meu desde que nasceu, eu e o cão éramos agora inseparáveis, ele agonizava e eu também. O resto do meu dia não foi nada agradável, o cão sempre estava na minha memória, o seu atropelamento me chocava mais do que a morte de um menino na África por inanição. Só assim compreendia, por que nada me abalava. Eu sabia da miséria do Vale do Jequitinhonha, da indústria da seca no Nordeste, do trabalho escravo que acontece até os dias de hoje, dos trabalhadores Chineses, das milhares de Guerras que acontecem pelo mundo, dos milhares de homicídios que ocorrem a minha volta, nada disso me abala. Convivo pacificamente e harmonicamente com todas as catástrofes que ocorrem por ai, e isto pelo simples motivo da distância, estou distante de tudo isto. A simples distância me faz não sofrer ou sentir emoções quanto aos tristes fatos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembra quando damos a notícia: “Vou a um velório”. A primeira pergunta sempre é esta: “Morreu algum parente seu?”. Se você quer aliviar qualquer sentimento de pêsames você responde: “Não, é um conhecido de um conhecido, vi ele algumas vezes”. A pessoa que perguntou muda de assunto e até se esquece, que você vai ao velório daqui a trinta minutos. Agora imaginem se você dissesse: “Sim, minha mãe”. Não será preciso dizer mais nada, a plasticidade desta frase é o suficiente para a tragédia ser instaurada, na mesma hora você ganhara folga, presentes, sentimentos de pesares, todos a sua volta serão delicados com você, por um bom tempo você não será irritado por ninguém. Toda esta diferença entre duas mortes, que são identicas. Dois seres humanos vieram a falecer, o resultado produzido é o mesmo. A única diferença entre uma e outra é apenas à distância entre elas e você. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-197185443963947384?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/197185443963947384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=197185443963947384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/197185443963947384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/197185443963947384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/11/emoo-distncia.html' title='Emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4122653967662899253</id><published>2008-11-02T18:28:00.000-08:00</published><updated>2009-04-13T18:19:14.557-07:00</updated><title type='text'>Minha única leitora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O estimulo é fundamental para os homens fazerem alguns feitos em suas vidas. As vezes fico imaginando como séria se o estimulo das pessoas deixassem de existir. Imaginem só ou melhor, imagine minha única leitora. O que séria do mundo? Não haveria mais criação, não seria mais publicado um único livro, isto mesmo nem um misero livro. Nenhum artigo cultural ou cientifico. Não haveria mais nenhuma nova música, opera, peça teatral, nem um filme, nem mesmo um filme besteirol Americano. Caro leitor, quer dizer minha única leitora pense só no que estou dizendo. Não é só no campo cultural, que isto aconteceria, seria em todos. Não haveria a construção de nenhuma casa, nem mesmo uma casinha de pau-a-pique. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu começo a ficar transtornado com a minha própria reflexão. Imaginem, quer dizer imagine minha única leitora. Nem um santo trabalhador indo para o serviço. Nem mesmo o patrão. Todos sem um único estimulo, com o passar do tempo o mundo cairia na inércia e não produziríamos mais nada. Não haveria estimulo nem para o sexo. Alguns dizem que o sexo é para operário, mas eu estou dizendo o pior, o impensável, ninguém, nem mesmo o operário se atreveria a fazer sexo. Só por conta da falta de estimulo. Alguém é capaz de me desmentir, ou melhor, a minha única leitora é capaz de rebater a minha reflexão? Eu penso que não, afinal de contas somos seres, que só realizam algo mediante o estímulo, seja este econômico, espiritual ou mesmo um mero prazer, temos ainda o pseudo-estimulo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O leitor mais assíduo pode estar se perguntando o que seria um pseudo-estímulo. Já ia me esquecendo, não tenho leitores, tenho uma única leitora. Com nome e endereço, Cláudia Tavares de Souza, residente na Rua Alvarenga Peixoto, nº. 580, Apto 1204, Bairro Lourdes, Belo Horizonte – Mg, Cep 30.180-120. Somos íntimos, às vezes vou até a casa de Cláudia tomar um chá e ficamos por lá proseando. E não pense os intrometidos, que eu já conhecia Cláudia Tavares, porque isto não é verdade. O fato é que nos conhecemos por aqui, pela escrita. Ela se tornou uma leitora assídua de minhas escritas e por curiosidade ou ironia do destino, se tornou a minha única leitora. Já falei isto para ela várias vezes, mas ela teima em dizer, que isto é uma brincadeira minha, finaliza dizendo, que ironia é intrínseca a minha pessoa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nem tento explicar a mais pura verdade, seria em vão. Minha única leitora, não acredita na veracidade das minhas palavras. Ainda não entendi por que ela me devora. Mas voltemos ao assunto de extrema importância. Falava sobre o estimulo e sua importância para a raça humana. Isto mesmo é vital para a sobrevivência de nossa espécie. Não estou falando nenhuma bobagem. Pense bem, se não temos estímulo para o sexo, não iremos procriar. Se não temos estímulo para cozinhar, não iremos comer. Sem estímulo estaremos fadados a extinção. Isto tudo por conta de uma mudança psicológica, afinal de contas o estímulo nada mais é do que uma situação psicológica, seja ele econômico, egoísta ou pseudo-estímulo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pseudo-estímulo é o mais comum na ocorrência dos estímulos. Ele é um estímulo criado em nossas mentes, ele não existe, é um falso lucro, é uma falsa vantagem, que criamos para termos estimulo para a realização de algo. Vou dar o exemplo de mim, por que escrevo? Pelo pseudo-estimulo, que terei milhares de leitores, milhões por que não? Ficarei rico, não chega há tanto, no Brasil escritores não ficam ricos. Irei ganhar uma boa grana, o suficiente para me sustentar, viverei da escrita. Este é o meu pseudo-estimulo. Penso nos leitores, no meu fã-clube, nos meus críticos, ah os críticos, já dizia Mario Quintana: "Cada vez que o poeta cria uma borboleta, o leitor exclama:"Olha uma borboleta!". O crítico ajusta os nasóculos e, ante aquele pedaço esvoaçante da vida, murmura:- Ah! sim, um lepidóptero...", são demais eles. Nas minhas leitoras apaixonadas, que irão fazer até o que Deus dúvida, por uma noite de amor. Só isto, uma noite de sexo selvagem e nada mais. Não vão querer compartilhar a minha fama ou minha grana, somente o prazer ter dormido uma noite com o seu escritor predileto. Os mais assíduos escreverão milhares de cartas pra mim, com sugestões, críticas, proposta de trabalhos conjuntos, enfim este é o meu pseudo-estímulo da escrita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, meu falso estímulo ira mudar para o estimulo real. E qual é este “real”. Você, isto mesmo. A minha única leitora, que compartilhar comigo tudo o que eu escrevo. Todas as minhas asneiras e sacanagens, que me conhece melhor do que eu. Esta pessoa, que já ouviu várias confusões filosóficas minhas. A minha única leitora é o meu único estímulo real para continuar escrevendo. E se nenhum jornal, editora, ou qualquer meio midiático de massa se propõem a publicar minhas escritas. Não se preocupe minha única leitora, eu publico. E ficamos assim, até que a morte nos separe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4122653967662899253?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4122653967662899253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4122653967662899253&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4122653967662899253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4122653967662899253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/11/minha-nica-leitora.html' title='Minha única leitora'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-6282359935696180222</id><published>2008-10-26T18:05:00.000-07:00</published><updated>2008-12-04T17:26:24.468-08:00</updated><title type='text'>Três Dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há o que são três dias? Bom é uma pergunta pessoal é claro. Três dias para uma pessoa modesta como eu, não são nada, mas imaginem o que era três dias para Assis Chateaubriand, Isaac Newton ou para Napoleão Bonaparte, este poderia conquistar um país. Mas como o leitor e a maioria das pessoas são comuns, cabe aqui a reflexão, o que são três dias? Qual é a importância plástica de três dias? Qual é a mudança substancial que isto pode fazer na vida de alguém? Você pode objetar e falar, em três dias o sujeito pode casar ou mesmo morrer. Eu vou dizer, que pode sim, mas e o contexto? Antes de um casório ou de uma morte há todo um contexto. Não podemos apagá-lo, dizer que era uma tabua rasa e agora é um casório ou um velório. O morto tem toda uma história por trás dele, mesmo que tenha morrido em três dias. A gripe-espanhola que dizimou milhares de pessoas em meados de 1918-1919, em pouco mais de três dias, na maioria dos casos, Tem todo um contexto. É algo assim inseparável atrás do fato há um contexto, através da compra de um carro, da aprovação em um concurso público, da morte, do casório, do nascimento, há todo um contexto. Pois bem vamos ao assunto que nos interessa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certo dia conhecia uma linda garota, era assim inesquecível. Bonita, inteligente, boa de papo, uma mulher maravilhosa. Casaria-me com ela fácil, sem nenhum arrependimento do gesto. Apresentei-me timidamente, aquele avião me deixava um tanto sem graça. Pois bem eu era Roberto e ela Cecília. Como dizia o grande poeta: “Quantos artistas entoa baladas, para suas amadas, com grandes orquestras...Quantos românticos prosam exaltam suas musas com todas as letras. Eu te murmuro, Eu te suspiro, Eu, que soletro, Teu nome no escuro”, pois bem ele viu A Cecília, teve o mesmo privilegio que eu tive. Eu não vi simplesmente. Toquei, olhei nos olhos, conversei. Foi assim um momento mágico, inesquecível, mas mal sabia eu, que três dias iria nos separar. Pense bem, três dias. Pois bem, vimos-nos, trocamos alguns sorrisos e logo depois estávamos conversando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fiquei lá conversando com a Cecília por três horas, falamos de tudo, música, cinema, arte, política, economia, da injustiça que é o mundo, do capitalismo, da segunda guerra mundial. A cada assunto a minha certeza aumentava e eu dizia para mim mesmo: “É ela, com certeza, é ela o seu grande amor”. Pensei naquela música: “Procuro amor que seja bom pra mim, eu vou procurar eu vou até o fim, pode ser que a encontre em uma fila de cinema, numa esquina ou numa mesa de um bar...Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar, mas eu disfarço e não saio sem ela de lá”. Foi justamente o que eu pensei, não saio sem a Cecília daqui. É claro que a minha convicção era só para me animar, eu sabia que a qualquer sinal negativo iria desistir e hastear a bandeira branca. O mais inacreditável é que Cecília não dava nenhum sinal negativo, ela parecia estar adorando nossa conversa, eu já estava pensando: “Esta ganho, esta no papo”. É claro que isto era apenas uma etapa, beijar Cecília era só o começo, até o casório, filhos e netos seria um longo caminho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de conversamos por um longo tempo, já pensava na vida a dois. Pensava no namoro, nas juras de amor, nas promessas, nos planos, nos familiares, no casório. Planejava uma festa de três dias, três bois, três mil pessoas, uma festa de arromba. Pensei nos filhos, dois não o melhor seria três, uma família legal. Teríamos nosso sítio de final de semana, muita farra, juntaríamos os amigos. Enfim uma vida perfeita com uma mulher maravilhosa, por fim veria os netos, uma ou duas amantes de uns vinte anos, enfim seriamos felizes, como quer a sociedade. Iria ter ótimos filhos, os educaria muito bem. Seriam o futuro da nação, engenheiros, arquitetos, músicos, jornalistas, advogados, médicos, o que quisessem, desde que fossem ótimos no que escolhessem. Afinal de contas estou falando dos meus filhos. Pois bem, eis que Cecília me diz o imprevisível, o trágico, o inexplicável, a fatalidade, o plástico, daquelas de dizer: “Eca”, ficou tudo sem graça depois dela dizer: “Eu tenho namorado, começamos há três dias”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu só pude dizer, três dias? Como assim? Eu que sou o seu namorado e nos conhecemos hoje não há três dias. Ela ficou um tanto espantada com a minha revelação, um pouco contente, feliz e assustada. E disse: Roberto você é um homem inesquecível, genial, eu adorei te conhecer e com certeza iria namorar com você, se eu não estivesse namorando. Eu falei: Mas Cecília são três dias, o que são três dias? Pense bem, tudo o que você esta jogando fora, são vidas envolvidas, uma família, um homem que vai te fazer feliz. Ela já não entendeu mais nada, é claro, ela não pensou em tudo o que eu pensei, não pensou nos próximos quarenta anos. Ela só enxergava os três dias passados. Enquanto eu pensava nas próximas quatro ou três décadas. Por fim eu vi que aquilo não mudaria, inventei uma desculpa para ir embora, me despedi e fui embora. Três dias depois, nada tinha mudado, estava eu amargurado com a tristeza de saber que não teria Cecília por que demorei três dias para conhecê-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-6282359935696180222?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/6282359935696180222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=6282359935696180222&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6282359935696180222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/6282359935696180222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/10/trs-dias.html' title='Tr&amp;ecirc;s Dias'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-117748367112992763</id><published>2008-10-20T18:42:00.000-07:00</published><updated>2008-12-30T15:43:23.107-08:00</updated><title type='text'>Ponto nos is.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje quero esclarecer alguns pontos ou alguns is. Pois bem, primeiro quero dizer que não estou escrevendo sobre a minha vida, nunca escrevi um diário, não gosto e não estou contando episódios que ocorreram necessariamente comigo ou com conhecidos ou mesmo que tenha visto, presenciado, ou ouvido falar. Pensar assim é de uma simplicidade muito idiota. A escrita serve para nos libertarmos, aqui e somente aqui pode se falar o que quiser, inventar o que quiser e contar qualquer história. Se não fosse assim qual seria o objetivo de escrever? Alguns dirão espera ai, e os diários, leis, códigos, jornais, revistas e entre outros meios de escritas, que não tem outro sentido há não ser servir de documentação. Pois bem, não os desconheço e nem os negos. Existe sim uma infinidade de coisas idiotas escritas pelo mundo, os livros didáticos, leis e códigos, documentos oficiais e entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos ser sinceros há algo de prazeroso ao ler o código civil? Documentos confidenciais da guerra fria? Nossa nem falei dos processos, no entanto, há sim certa utilidade em todos estes documentos idiotas, não nego, mas o prazer da leitura deste tipo de escrita eu nego veemente. Enfim na escrita eu vejo a verdadeira liberdade. Mesmo que ela seja um tanto enigmática, já dizia Cecília Meireles: “Liberdade não há quem explique, e não há quem não entenda”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem do que escrevo? Objetivamente falando ou capitalistamente falando, não escrevo sobre nada, não há um propósito final, não espero salvar os meninos africanos que morrem agora de fome, não espero acabar com o tráfico de drogas no mundo, não espero combater a lavagem de dinheiro, não espero abolir a corrupção de nosso país, não espero baixar a taxa de homicídio por habitante da grande Belo Horizonte e entre outros objetivos louváveis desta corrente, sei que não sou capaz de realizar nenhum, enfim não vou mudar o mundo e nem tenho esta ambição, alguns tiveram e de fato mudaram, mas estes são os gênios, já eu sou uma pessoa comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro eu escrevo pra mim mesmo, é isto mesmo. O leitor mais assíduo de qualquer escritor é ele próprio, e estou dizendo de qualquer escritor seja ele Shakespeare, Machado de Assis, Mario Quintana, Nelson Rodrigues, Guimarães Rosa, Dostoievski, Truman Capote, Bernardo Vasconcelos, enfim há lista é infinita, mas independente do calibre do escritor todos terão isto em comum, serão eles próprios os leitores mais vorazes de suas escritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem algum porque disto, talvez tenha, pois devemos saber que necessariamente as coisas não precisam ter uma razão lógica. Acredito, que o autor ao escrever se liberta, isto no sentido mais profundo que a palavra liberdade pode chegar. Inventa se um mundo único, só entendível para aquele escritor e ninguém mais, as pessoas podem gostar deste mundo, podem apreciá-lo, podem despender tempo e dinheiro, mas nunca o entenderam na plenitude do autor, por mais que se conheça aquela pessoa. As pessoas se desconhecem nelas mesmo, imagina o outro. Por isso o autor se rele, ele pensa: o que eu quis dizer com isto? Depois de refletir com o seu próprio eu, ele lembra vagamente o sentido do que escreveu. Vejam nem o autor chegar à plenitude do que escreveu, esta é passageira, em questão de segundos o autor ira perde-la e nunca mais irar tê-la como teve algum dia. Por isso devemos reler, já dizia Nelson Rodrigues “A arte da leitura é a releitura.”, não é o propósito aqui dizer todos os motivos que me fazem escrever. Só quero esclarecer algumas coisas, que parecem um tanto obvias.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ponto, não procuro dar sentido ao que escrevo, não sou um livro didático e adoro a falta de conexão lógica das coisas. O inusitado eu diria. Não há como me criticarem pela falta de sentido, não é este o meu objetivo. Alias dizer: ”Não entendi bulafas do que escreveu!”. É um grande elogio, só não é perfeito, pois se entendeu algo é um bom sinal. Afinal de contas algo pode ser inteligível para mim e para outra pessoa pode ser totalmente indecifrável. E qual é o mau nisso? Nenhum é obvio, ou melhor, não há nenhuma canalhice nisto. Outro fato que me incomoda é a ligação do que eu escrevo com o real (isto que consideramos real, sem maiores discussões filosóficas sobre o assunto), quando digo que comi um bife à role, isto não é necessariamente verdade, posso não ter comido o tal prato, posso ter visto alguém comer, um conhecido pode ter me confidenciado, posso ter visto em um filme, seriado, vídeo clipe, ter sonhado, imaginado, enfim a infinitas possibilidades, por que devemos pensar na mais obvia que eu comi um bife à role, será que não viram MATRIX, lembram da cena do traidor, ele disse, não ligo se este bife que estou comendo não é real, isto não importa. Aqui é a mesma historia não importa de onde isto saiu, ou de qual quebra-cabeça saiu o que eu disse ou me disseram. O fato é que não estou escrevendo um diário e ponto final e no i.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-117748367112992763?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/117748367112992763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=117748367112992763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/117748367112992763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/117748367112992763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/10/ponto-nos-is.html' title='Ponto nos is.'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4218958861799375198</id><published>2008-10-02T16:02:00.000-07:00</published><updated>2008-12-04T17:28:02.127-08:00</updated><title type='text'>Mera Semelhança</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tenho um estranho sentimento ao ver os idosos, me alegro com eles, gosto de ouvi-los falar, gesticular, tudo o que eles fazem me agrada. Ao mesmo tempo em que me alegro, me sinto mal, por vê-los assim, idosos. Penso logo em mim, como seria a minha velhice, como serei eu idoso. Prefiro não pensar, esta é a minha conclusão final, mas é claro que penso no lado bom, serei eu um velho sábio ou concluirei na minha velhice que nunca serei sábio, no fim isto é uma grande sabedoria. Por enquanto tenho que me contentar com a falta dela. Os jovens são muito cheios de energia e de estupidez também. Parece ser do ser humano a ambigüidade, sempre carregamos elas, o bom e o lado negro da força, a velhice e a sabedoria, a jovialidade e a estupidez, a pressa e os erros, a paciência e a perfeição é tudo uma grande ambigüidade. Uma dualidade terrível, que não podemos separar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas vamos ao que interessa, por que falei dos idosos, pelo mais obvio de tudo, eu vi uma idosa. No campo, roça, enfim este lugar onde as pessoas vivem em hábitos bem diferentes das pessoas da cidade. Aposto que o meu leitor esta pensando, ainda vivem pessoas fora da cidade, te digo que sim, elas ainda existem e são felizes, talvez mais do que você um ser humano urbano, doméstico eu diria. Ah se soubesse como é bom ser um ser humano selvagem veria o que é a felicidade. Infelizmente você que foi domesticado, pela televisão, pela escola, pelas revistas, pela moda, pelo comportamento urbano, pelos pais também urbanos, por seus amigos urbanos, pela internet urbana e por tudo mais urbano, jamais poderá ser um selvagem, você não sabe caçar, se proteger dos seus predadores naturais, você mal os conhece, mal entende a velha frase "Viver é perigoso" ou "A vida é dura", isto pra você é pura besteira. Ir ao supermercado não é nada perigoso, abrir uma lata de ervilhas menos ainda, ligar a televisão é um tanto simples, já ouviu falar de alguém que morreu ao ligar a televisão? Este pequeno eletrodoméstico explodiu como uma granada e matou a pessoa ali mesmo? Pode ter acontecido, mas com certeza a probabilidade é mínima, quase irrelevante como diria os matemáticos é próximo do infinito. Pois bem você esta condenado a urbanidade eternamente, ou melhor, até o dia em que pertencer a este mundo. Mas voltemos à idosa, tinha ido à roça, o campo, juntamente com a minha namorada, fomos visitar uns familiares dela, a idosa era avó dela. Ao me ver a idosa nada disse para mim, depois de um tempo ela comentou brevemente, em poucos segundos, que eu lembrava tal pessoa, agora não me lembro o nome e isto nem é importante. Pois bem eu lembrava alguém, eu sou semelhante há alguém. Não sei quem é esta pessoa, provavelmente nunca o vi, mas somos semelhantes. O fato de nunca tê-lo visto não muda isto. A semelhança existe independente que eu queira, ou que tenha visto o meu semelhante. Isto independente da minha vontade, como muitas coisas em nossas vidas, mas pense bem, não podemos controlar nem quem são os nossos semelhantes. Não sei quanto a você, mas isto me espanta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois ver a idosa e ouvi-la por aproximadamente duas horas fiquei refletindo sobre o que ela falou. Não tudo, pois não era possível, mas apenas ao que me era acessível. Pensava naquele pequeno comentário: "Você parece com fulano de tal". Tive um raciocínio simples e claro, realmente pareço, é um caso de mera semelhança, mas não é um caso único, somos todos parecidos. Isto acontece com todo ser humano do planeta, seja ele ser humano urbano, selvagem, aborígine, indígena, mulato, caboclo, ianque, branco, negro, mameluco, enfim não importa qual ser humano ele é. No fim ele é semelhante há alguém. Pense bem, você é único, mas mesmo assim há um semelhante seu, como uma inspiração, assim como uma música inspira outra, um livro inspira outro, enfim um ser humano inspira outro. Não sei qual é o espanto que isto pode causar a outro ser humano, mas a mim me causa e muito. Nunca pensei que houvesse um semelhante meu andado por ai em qualquer lugar do planeta, é como se tivesse um filho e não soubesse, que ele esta por ai vagando. Acredito que para idosa isto não é nenhuma novidade, ela já sabe do seu semelhante há anos, faz tempos que ela entende perfeitamente "Qualquer semelhança não é mera casualidade", sabe se lá quantos semelhantes ela já viu. Eu quase nunca os vejo, só ouço comentários do tipo: "Você parece com fulano de tal". Alias acho que isto já aconteceu com todo mundo, sempre alguém nos diz: "Você me lembra o João", já viram como elas falam isto com espanto, pois é elas estão pensando no semelhante delas, que estão por ai também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois desta tremenda reflexão, consigo entender a teoria dos seis graus. Vou explicá-la para os desavisados. É uma teoria bem simples, ela funciona da seguinte forma, a sua máxima diz: "Todo mundo conhece todo mundo", ou seja, todas as pessoas do planeta terra, que nele agora habitam, ou vivem, conhece todas as outras. Você leitor conhece todas as outras pessoas do planeta terra, inclusive eu autor. Pois bem, como isto é provado? Bem simples, eu conheço A, e A conhece B, logo eu conheço B em segundo grau. B conhece C, logo eu conheço C em terceiro grau. C conhece D, logo eu conheço D em quarto grau. D conhece E, logo eu conheço E em quinto grau. F conhece G, logo eu conheço G em sexto grau. A teoria é esta, mas falar em axiomas não ajuda, vou dar exemplos de pessoas. Minha mãe conhece o Presidente Lula, logo eu conheço Lula em segundo grau. Lula conhece Bush, logo eu conheço Bush terceiro grau. Bush conhece Osama Bin Laden, logo o conheço em quarto grau. Osama conhece Bono Vox, logo o conheço em quinto grau, errado, o Lula conhece o Bono Vox, logo o conheço em terceiro grau. Bom não irei passar do quarto grau, pois é difícil dar um exemplo do quinto e do sexto, mas acredito que a teoria do sexto grau é quase irrefutável, talvez mais sólida que a teoria de Darwin sobre a evolução das espécies. Isto tudo, graças a mera semelhança ou será a idosa? É realmente difícil não haver nenhuma ambigüidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4218958861799375198?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4218958861799375198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4218958861799375198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4218958861799375198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4218958861799375198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/10/mera-semelhana.html' title='Mera Semelhança'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4101876171158708212</id><published>2008-09-27T12:17:00.000-07:00</published><updated>2008-12-04T17:28:16.166-08:00</updated><title type='text'>A Geladeira</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sempre me incomodou a rotina, não digo esta que chamamos de cotidiano. Estou dizendo sobre o paradigma, a forma como somos domesticados a pensar. Sempre lemos da esquerda pra direita, começamos da página número um e não da quatrocentos e oitenta e nove. Ao acordarmos escovamos os dentes. Dormimos entre as 22h00min até as 10h00min, enfim existe toda uma domesticação do homem, para ele ser o homem. Eu fico pensando é necessário à padronização até onde não há necessidade disto, o leitor deve estar perguntando: Do que ele esta falando? Ah meu caro leitor estou falando dos romances, da literatura, do cinema, da sétima arte, esta de contarmos histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que devemos ter sempre o padrão o mocinho, o vilão imperdoável, implacável e com certos princípios, a mocinha, o início, o drama e por fim o final feliz ou não. Já houve vários que tentaram subverter esta ordem, já tentaram contar história pelo fim para chegar ao início, vilões e mocinhos ambíguos, enfim já tentaram de tudo. Inclusive já escreveram isto em música vejam: "O meu refrigerador não funciona. Eu tentei tudo. Eu tentei de tudo. Não funciona, Não, não, não O meu, o meu O meu refrigerador não funciona." Mas nada adiantou as novidades acabam por virarem velhos paradigmas com o passar do tempo. Em suma, nunca da certo, não funciona. Alguns chegaram perto entre eles o obvio ululante Nelson Rodrigues, que escreveu A vida como ela é. Por que este título? Pelo mais obvio de tudo, a vida é uma ótima contadora de histórias, temos de observa - lá e conta-la. Não precisamos fazer mais nada. Meu caro leitor veja a minha observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava ela, linda, limpa, reluzente, nova e intacta, no meio de milhares ela foi escolhida. Por quem? Ah isto não interessa, o importante é que ela foi a selecionada. Pois bem a geladeira, marca cônsul, modelo Z220, cor branca, número de série 151118891984. O seu destino era um bar, que estava localizado em um clube, este onde as pessoas se reúnem, batem um papo, tomam um sol, jogam uma peladinha, pulam na piscina e entre outras atividades. O bar era bem movimentado, havia um constante entra e sai, a geladeira vivia sendo aberto, fechada, esvaziada, preenchida, um tremendo burburinho. Não podemos dizer que a Geladeira teve muita sorte, poderia ter sido escolhida por um casal de idosos, desta forma ela teria mais tempo para descansar. Nada como a ociosidade, o ócio, é uma palavra esquecida na modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso de deixar de mencionar Lessing "Preguiçosos em tudo, menos no amor e no beber, menos na preguiça" há existe um provérbio espanhol que diz "Descansar é saúde". Enfim a Geladeira trabalhava muito neste bar, é verdade que havia o lado bom, pois conhecia muitas pessoas, já que o bar era freqüentado por diversas pessoas, de diferentes credos e convicções. Sem falar das Histórias que a Geladeira presenciou, numerosas, paixões, amores, algo que não caberia em qualquer livro. Pois bem, o bar em pleno vapor, mas o clube não, este é abandonado, jogado as traças, ou melhor, as moscas. Prepare-se leitor, este é ponto fundamental por que a vida conta ótimas histórias. Estive refletindo sobre isto e percebi que a falta de nexo, a falta de coesão lógica entre causa e conseqüência é o principal responsável por boas histórias, eu resumiria em uma palavra o "inusitado". Como a Geladeira poderia sofrer com a ociosidade do clube, que foi jogado ao leu. Pelo o que sabemos a Geladeira jamais poderia tomar um banho de sol ou mesmo dar uma mergulhada, quem sabe boiar. Imagine a cena meu caro leitor, a Geladeira boiando no meio da piscina, refletindo sobre a vida. Seria no mínimo diferente. Mas eis que o clube foi tomado por mosquitos e não são mosquitos quaisquer, não mesmo. São os mosquitos da dengue, que nas enormes piscinas do clube ploriferam, o clube que antes era um lugar sociável se torna em um pesadelo para Secretária de Saúde da Cidade, que sem outra escolha interdita o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clube se tornou um ponto de ploriferação dos mosquitos da dengue, que aterrorizam a cidade inteira. A Geladeira imune ao vírus não se preocupa com a situação, mas eu no lugar dele me preocuparia. Eis que ao interditar o clube, os bares que lá estão também são interditados. Qual é a explicação racional desta medida? Nenhuma isto mesmo meu caro leitor, uma medida puramente idiota. Os bares já estavam funcionando, quando o clube foi jogado as moscas e nada impedia que o clube fosse interditado e estes bares continuassem a funcionar. Pois bem tudo é interditado e a Geladeira permaneceu lá no bar, junto com os demais objetos, freezer, liquidificador, televisão, cadeiras, mesas e entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Geladeira agora descansava, não fazia nenhuma atividade, mas sua vida social de fato se tornou paupérrima. E com o passar do tempo o inevitável aconteceu. Saqueadores invadiram o clube e os bares levando tudo o que encontravam pela frente. E como o local foi interditado a Prefeitura da cidade não permitiu a contratação de um vigia por parte dos donos e não colocou ninguém para vigiar o local. O resultado não poderia ser outro, numa sociedade onde o lucro vem da miséria. Os saqueadores levavam tudo, e o que era muito complicado levarem como, por exemplo, um freezer, levavam o motor. A Geladeira permaneceu no bar por um bom tempo, viu muitas coisas sendo levadas, ela sempre aguardava a sua vez, e quando os saqueadores iam embora ficava um sentimento ambíguo alívio ou frustração, o que seria pior ficar ali ou ser levada? A Geladeira nunca sabia qual era o melhor, o que de fato não tinha dúvida é que a angustia já tomava conta de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o dia chegou os saqueadores resolveram levar a Geladeira, não sabemos se por necessidade, comodidade ou por falta de escolha. A Geladeira preferiu ficar na dúvida. Os saqueadores carregaram a Geladeira até o muro que dá acesso para a via pública e foram embora, a Geladeira ficou lá não sabendo o motivo, será que desistiram do furto? Calma eu diria a Geladeira, eles foram apenas arrumar um jeito de carrega - lá não desistiram de furta-lá. Dito e feito, horas depois os saqueadores voltam com uma carroça e no momento que iriam transportar a Geladeira chega a Polícia. Isto mesmo leitor a Polícia flagrou os saqueadores, que eram dois no momento, em flagrante delito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram todos para a Delegacia, o saqueador, por que o outro conseguiu fugir e a Geladeira. Lá é feito o Auto de Prisão em Flagrante Delito o saqueador é preso e encaminhado a Penitenciara e a Geladeira é imediatamente devolvida ao seu dono. O dono não à leva, deixa lá dizendo que posteriormente ira pega-lá. Legalmente a Geladeira não estava mais na Delegacia, ela tinha sido entregada ao dono pelo documento que este assinou. Enfim para os olhos do Estado ela não estava ali mais, tinha retornado ao seu proprietário, conforme o recibo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O fato é que a Geladeira permaneceu ali por muito tempo, viu coisas que nunca pensou em ver ou presenciar, se quer sabia da possível existência. Viu muitas pessoas sendo presas, soltas, uns apanhando, outros batendo, alguns espancando, outros se divertindo com o sofrimento alheio, uns vendendo a liberdade. Como se a liberdade pudesse ser negociada. Outros negociando a proteção aos desamparados, propina, corrupção, abuso de poder e outras mazelas sociais. Ali na Delegacia a Geladeira presenciou a sociedade sem o seu véu característico, bem ali na sua frente, sem o jogo do esconde-esconde, sem vergonha na cara, sem politicagem, sem oba-oba, sem medo de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho tapete social que varre todas as sujeiras para debaixo dele não estava ali e ninguém presente fazia questão de colocá-lo lá. Por fim a Geladeira tinha esquecido do seu dono, não tinha mais remorsos dele, para ser sincero nem lembrava mais dele. Quem era o seu dono mesmo? A Geladeira já se sentia dona de si. O fato é que passado algum tempo o escrivão Policial que fez todo o processo burocrático, Auto de prisão em flagrante delito, prisão do saqueador, já que o outro tinha fugido, restituição da Geladeira ao dono, percebeu que já havia meses, que a Geladeira, estava ali na ante-sala da cela e de sua sala, bem no meio do caminho. Ele passou o resto da noite pensando na Geladeira e por fim raciocinou o seguinte, o empregado humilde dele necessitava de uma Geladeira, já havia comentado no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono daquela Geladeira não iria voltar para pega-la, já havia passado muito tempo. Legalmente ela já tinha sido devolvida, não via por que não da - lá ao seu empregado. O escrivão Policial depois de fazer esta profunda reflexão de justiça, memorizou isto e posteriormente iria comentar com o seu empregado. Passado uma semana, o escrivão Policial já em sua casa, lembra de sua reflexão e pergunta ao empregado se ele não queria uma Geladeira. Este responde que sim e pergunta quanto ele teria que pagar. O escrivão Policial responde que nada, que o empregado apenas deveria ir à Delegacia em um dia de serviço do escrivão e lá fazer uma encenação. Teria o empregado que se portar como o legítimo dono da geladeira para leva - lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele foi até a Delegacia lá se comportou como dono e o escrivão Policial como um servidor público, os dois encenaram, deram um sorriso irônico e intrigante, a Geladeira foi levada para a casa do humilde empregado. Lá tudo era diferente da suas ultimas duas moradias, não era luxuoso como o bar, não tinha um circulo social, não havia o inusitado, o inacreditável, a loucura humana bem a sua frente, não havia muito que fazer. Agora a Geladeira poderia realmente se dedicar ao ócio, enfim a preguiça.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4101876171158708212?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4101876171158708212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4101876171158708212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4101876171158708212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4101876171158708212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/09/geladeira.html' title='A Geladeira'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-8980296365142898080</id><published>2008-09-24T13:00:00.000-07:00</published><updated>2008-12-04T17:30:15.106-08:00</updated><title type='text'>Bife a rolê</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O dia não começou da melhor forma, acordei com sono, daqueles sonos que você daria tudo para continua-lo. Mas não tinha outra escolha, as minhas obrigações me esperavam e além do mais tinha duas caronas para irem comigo. Eu poderia deixar de fazer as minhas obrigações, mas não poderia tomar esta escolha por outras pessoas. Isto é no mínimo uma atitude ditatorial. Imagine só, você não ir ao trabalho, somente por que o seu caroneiro quis assim. Para não ser comparado a Napoleão me levantei, usei todas as forças que me restavam e venci o sono, uma batalha que travo constantemente e sempre acho uma mais difícil que a outra. O sono pode até perder a batalha, é aquela famosa máxima "Você vai cansar de bater e eu não vou cansar de apanhar", pois ele não se cansa mesmo de apanhar, todos os dias ou quase sempre luta contra mim, é verdade que perde, mas ele esta sempre ali. Confesso já perdi algumas batalhas, mas por conta das caronas tenho um plus à mais e venço na maioria das vezes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pois bem, depois de me arrumar e comer a minha refeição matinal vou de encontro as minhas duas caronas. Ao chegar no primeiro destino, eis que lá esta a minha carona, como prometeu de fato que estaria. Não falhou, não pestanejou, não se entregou ao sono, como poderia também te-lo feito, lá estava o carona. No segundo destino a mesma confirmação o carona estava lá, sem nenhuma reclamação ou desconfiança, nenhum dos caronas olharam nos meus olhos como se me perguntassem, você pensou em não vir? Eles não fizeram isto, foram inocentes como crianças, mal sabiam eles da verdade. Pelo caminho puxo o assunto de espirito de grupo, de cooperação e como as pessoas tem milhares de arte-manha para deixar tudo nas suas costas e na hora de colher os frutos, lá estão elas para receberem os parabéns. Dentro do carro o assunto é bem recebido pelos caronas, os dois concordam plenamente comigo, fazem alguns comentários, dão algumas risadas, mas a essência é mantida, em nada discordam de mim será que é por que tenho razão ou por que eles são os caronas. Enfim a minha dúvida talvez seja eterna, pois não adianta pergunta-los ficarei na indecisão da mesma forma, independente da resposta que me seja dada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agora chega no nosso ponto princípal o desenrolar de toda história, eu mal sabia o que me esperava. É aqui, que tudo se torna mágico o imprevisível, o inusitado ganha forma e vida, tudo se torna mais concreto do que o céu sobre as nossas cabeças. Eis que estou conduzindo o veículo e um outro um pouco a frente do meu na mesma faixa, para na pista, não sei dizer se para embarque ou desembarque, o fato é que o outro veículo parou pouco mais de vinte metros a minha frente. Penso em milesimos de segundo o que fazer, troco de faixa? para o veículo ? subo no passeio ? não paro o veículo ? Enfim não há muito tempo para pensar, penso no obvio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paro o meu veículo, uma freiada um pouco brusca confesso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ah os caronas quase me esqueço deles, neste momento houve uma certa comédia. Os caronas no milésimo de segundo que eu pensava no que fazer, pensaram em me alertar, mas não falaram, não sinalizaram, apenas pensaram e foi tão alto, que consegui ouvir os pensamentos deles. Mas antes que eles externelizassem estes pensamentos já havia pisado no freio, já havia tido um barulho de borracha e asfalto. Até o momento não falei do imprevisível, isto não foi nada. O que acontecera no próximo segundo sim, que é imprevisível e ao mesmo tempo inevitável. Mas antes de conta-lo quero me ater na pequena reflexão que tive, sobre a compensação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vivemos no mundo da compensação e assim é pela própria lógica dele. O dinheiro circula, as mercadorias circulam e assim é com muitas coisas inclusive com as pessoas, com as suas interminaveis idas e vindas. Enfim um ato compensa outro e assim vai ao infinito. Da surgiu "Aqui se faz, aqui se paga", o próprio Direito é um estudo da compensação entres os seres humanos. A econômia é isto estudar a compensação dos bens do intercâmbio de valores. Nada mais do que compensação. Enfim vamos voltar ao inusítado. Eis que um segundo depois da minha freiada ouço um barulho de "BUM", não é necessariamente uma bomba foi o som de uma batida de automoveis, típico em cidades urbanas. Não olho no meu retrovisor, me nego a olhar um outro veículo colado no meu, sei que foi isto que aconteceu, sei que diferente de mim, o outro condutor não mantinha a distância de segurança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com certeza este indivíduo nunca parou pra pensar o que quer dizer: "Mantenha distância". Pois bem, viu como as coisas são compensações, ele não parou pra pensar na frase e agora se envolveu em um acidente de transito. E eu? que li a frase e compreendi muito bem o sentido da mesma? Bom talvez esteja compensando outra coisa, agora não consigo identificar o que é. Ao descer do veículo e analisar a situação, fiquei um tanto confortável o outro condutor iria arcar com o prejuízo, dei o beneplascito aos caronas, que prosseguissem a viagem, agora era só uma questão de tempo até tudo voltar ao normal. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na verdade ainda faltava a minha compensação e ela não demorou a chegar, veio logo no mesmo dia, no almoço, ao invês de ganhar um Bife a rolê, ganhei dois. Há meu maldoso leitor antes que pense, que conversei com a cozinheira, que falei com ela sobre compensação, te digo o contrário, não trocamos nenhuma palavra, mas mesmo assim fui compensado de todo o transtorno que passei naquele dia. Tudo graças ao Bife a rolê, que estava delicioso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-8980296365142898080?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/8980296365142898080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=8980296365142898080&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8980296365142898080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/8980296365142898080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/09/bife-rol.html' title='Bife a rolê'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4647449899869426223.post-4257926962178723098</id><published>2008-09-24T12:47:00.000-07:00</published><updated>2008-11-15T15:44:49.776-08:00</updated><title type='text'>Início</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vou escrever pequenos pontos que se não incomodam a todos, ao menos a mim e algumas pessoas ficam um tando desconfortável com eles. Não vai haver peridiocídade neste blog, não ganho pra isto e não sou regular nem com as minhas obrigações. Não vou dizer que não espero leitores, pois se algo é dito é necessariamente para alguém. Quem são os meus inspiradores? O bizarro eu diria, as pessoas comuns, o cotidiano, os pequenos problemas e frequentes é claro que não posso deixar de mencionar os gigantes que eu admiro como Nelson Rodrigues em seu Obvio Ululante, Mario Quintana em sua pura e fina ironia, Machado de Assis, Aluisio Azevedo, Erico Veríssimo, Luis Fernando Veríssimo e alguns gênios, que agora não me venha a memória. O leitor deve estar me achando um pouco ultrapassado, reconheço a minha mediocridade, sim sou antigo e deles me cultivo. Eu tenho este estranho sentimento de me agarrar aos detalhes, as pequenas coisas e principalmente dos CLÁSSICOS, se o clássico for para as profundezas do mar, vou junto e lá permanecerei. Inicialmente é somente isto, acho que não tenho mais nenhum ressalva para o leitor desavisado, que quiser continuar a sua leitura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4647449899869426223-4257926962178723098?l=nossosmitos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nossosmitos.blogspot.com/feeds/4257926962178723098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4647449899869426223&amp;postID=4257926962178723098&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4257926962178723098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4647449899869426223/posts/default/4257926962178723098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nossosmitos.blogspot.com/2008/09/incio.html' title='Início'/><author><name>Na sombra da dúvida</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
