A vingança é um prato que se come frio. Não há frase mais realista do que esta e nós seres humanos levamos ela muito a sério. Arrisco dizer, que ela é mais levada a sério do alguns mandamentos como: não mataras, não desejara a mulher do próximo. A vingança é algo tão procurado pôr nós, que somos capazes de tudo para executa-la, 11 de Setembro é um exemplo da vingança ao extremo, a invasão do Iraque é outro. Não importa o tempo e os fatos que já se foram, a vingança nunca é deixada de lado. Ela se come frio, mas com gosto. A Segunda guerra mundial começou pôr vingança ao desfecho da primeira guerra, conhecida pelo eufemismo de revanchismo Alemão, o nome correto é vingança Alemã.
Hitler não era um brilhante demagogo e muito menos tinha uma boa oratória, qualquer idiota era capaz de fazer o que ele fez, pelo simples argumento da vingança. Nenhum filosofo, intelectual ou operário precisava algo mais para se convencer da destruição do mundo, para no fim sentir que enfim cumpriu a vingança que lhe cabia. Hitler só foi um idiota, que estava no lugar e na hora certa, para fazer toda aquela bobagem. Em nome da vingança. Uma mulher é capaz de dormir com o melhor amigo do marido, para se vingar de algum deslize dele.
Na lógica da vingança, não importa o que se faz e nem as conseqüências de suas ações, o que importa é o resultado da sua tão planejada vingança. Alias ela deve ser sempre planejada, nada de fazer as coisas de cabeça quente, tudo é meticulosamente calculado, pensado, repensado, cada passo é medido, cada gesto é premeditado, cada palavra é vigorosamente pensada e calculada, cada grito, cada sussurro, cada gemido, cada dialogo. Tudo esta ali, dentro do enredo, nem o cinema é capaz de ser tão meticuloso. Na lógica da vingança o que importa é que no final se coma frio.
Vidas são dispensáveis, sentimentos são desprezíveis, nada vale mais do que a vingança, nem mesmo grana, fama, nada. O absoluto é a vingança para no fim nos sentirmos vingadores. Não importa que você seja preso, que tenha matado um pai de família, que tenha provocado mais tristeza. Lembro de uma história em que a mulher para se vingar do seu marido, esquentou na calada da noite, um litro de óleo e depois despejou tudo no ouvido do esposo. Segundo ela, ele a traia com a sua vizinha. Fato que nunca ficou devidamente comprovado, só temos o cadáver do marido, que morreu de uma forma, que ninguém em plena sanidade mental desejaria morrer.
Não lembro por que comecei a falar sobre a vingança, acho que foi pela frase, que merece ser repetida: “A vingança é um prato que se come frio”. Esta frase é tão completa, que não precisa de se dizer mais nada. Podemos até dizer que se trata de uma teoria, de uma tese, de uma verdadeira afirmação científica. Então pensei que fosse, bom começar pôr ela. Não que eu seja vingativo ou que tenha sido vingado, nada disto. Falei por falar, mero desperdiço de tempo. Alias na velhice o tempo é farto, sobra-se tempo, eu poderia até vender o meu excedente, ganharia uma boa grana. No entanto, ninguém quer o tempo de um velho.
Queria citar outra frase também, acho que Nelson nunca a disse por não conhece-la, ela é perfeita para Nelson em sua luta contra os idiotas: “Se você acredita em tudo que lê é melhor nem ler”. É uma frase bem amarrada, acho que não precisa explicar muita coisa, tudo bem que o idiota não vai entender e vai continuar acreditando em tudo que lê. É pôr isto, que não acredito em mim, só escrevo coisas da minha cabeça delirante, que cria um mundo paralelo para no final estar com razão.
O pior não é viver nesta loucura da razão pela razão. A tragédia é Ter seguidores, milhares deles, alucinados, sedentos por uma palavrinha sua, por um conselho, por um pitaco. Até mesmo um palavrão esta valendo, na falta dele um em boa hora, que vira embora. É a fome por algo a escutar de um idiota qualquer. No meu caso, não tenho milhares e sim uma única leitora, que morre de amores por mim ( Apenas de forma platônica ), ela me liga pra escutar qualquer coisa minha e não importa o que eu diga, o que eu pense, tudo é bonito, lindo, maravilhoso. Estou sempre certo e sempre digo a ela, minha única leitora, palavras de conforto, que ela não se cansa em escutar e ler.