Um grande amigo meu, Bernardo, “O fora da lei”, tem o costume de observar a sensibilidade das pessoas, no sentido, de como estas pessoas interpretam, interagem e se comportam no mundo. É um ponto de vista interessante, um tanto mesquinho às vezes, mas Bernardo, “O fora da lei”, não faz isto para se sentir melhor que ninguém, muito pelo contrário, é uma crítica pessoal de si mesmo, o maior medo dele é se tornar um senso comum da porra, como ele costuma dizer.
Alias esta frase dele: “Senso comum da porra”. Sempre contorna os meus pensamentos, de vez em quando me pego pensando justamente isto qual é o senso de certa pessoa. As minhas conclusões na maioria das vezes são frustrantes. Nelson escreveu muito sobre os idiotas, como eles estão por toda parte e como vem dominando o mundo. Sinceramente eu pensava que isto fosse um exagero, que no fundo os idiotas só estão por ai, vegetando como qualquer outro vegetal. Mas como Nelson alertou, os idiotas perceberam que são a maioria e daí foi um passo para a dominação. Um idiota subiu em um caixote e começou a falar, em segundos vários idiotas pararam pra ouvir.
O mais inteligente a se fazer é ser um idiota. Isto mesmo camuflar-se, esconder-se, caso contrário a esfinge irá te devorar. É bom gritar também: “Viva aos idiotas!! Viva!!”. Algo muito similar ao que se fazia na idade média dando vivas as majestades. O que me assusta ou frustra é que os idiotas ou os sensos comuns da porra estão em todos os lugares e quando digo todos é até onde você menos suspeita ou mesmo dúvida. Inclusive as pessoas que você menos espera.
Um dia desses fui a um debate, que discutiam sobre o senso comum. Como as pessoas tendem a pensar o básico. Resumidamente era isto, que estavam debatendo é claro, que em tom crítico e com o objetivo de contornar a situação de alguma forma. Achei brilhante a idéia de se discutir à monotomia dos pensamentos, ideologias, enfim o modo de pensar das pessoas no mundo atual, inclusive havia neste local a presença de pessoas, que a priori não tem nenhum senso comum.
Pois bem não fiquei nem até a metade do debate, os filósofos se assim posso chamá-los só diziam o que qualquer senso comum da porra falaria. Sai de lá frustrado, pensava em como aquilo poderia ser realidade. Afinal de contas onde estão os gênios, nunca conversei com Francisco Buarque de Holanda ou com o pai do mesmo Sergio Buarque. Há muitos gênios, sim há, mas os idiotas são em número significativamente maior. Outro problema os idiotas falam dos gênios e muito. Eles interpretam e discutem sobre o que os gênios falaram. Isto acontece mesmo que eles não entendam uma linha sequer do que esta sendo lido. De tanto conversarem e comentarem fica algo muito parecido, com aquela brincadeira da notícia.
Com certeza brincadeira da notícia não é algo muito claro, vou tentar explicá-la. Ela é feita da seguinte forma conta-se um fato para uma pessoa e esta vai passar para outra, quanto mais isto passar de uma pessoa pra outra melhor a brincadeira fica. Exemplo do fato: João inventou calunias sobre Pedro e este foi tirar satisfações. Depois de passar na boca de vinte e oito pessoas diferente com certeza o fato vai mudar. Podemos imaginar que a ultima pessoa diga o seguinte: João transou com a esposa de Pedro, que por sua vez matou João. É claro que isto é um exemplo, que os fatos podem mudar muito. É justamente o que acontece com os gênios suas idéias, pensamentos, ideologias e etc. São desvirtuados do original. As interpretações feitas pelos idiotas transformaram tudo em uma grande idiotice.
Às vezes eu me pergunto, onde esta o Jazz, a Bossa Nova, o bom e velho Rock, a música clássica, o funk, soul, os grandes escritores, as grandes obras, os grandes filmes. O mundo da arte e cultura se tornaram extremamente monótonos. Vem a minha mente agora a música eletrônica, nada mais maçante. Em outros campos também, alguns já era se esperar, como o meio empresarial, este é o mundo das máximas. No meio acadêmico por incrível que parece, predomina o senso comum não há construção de conhecimento. Não há mais o desvio de pensamento. Parece que os seres humanos estão ligados em rede, mas ao invés de sermos uma rede independente. Somos uma rede de suporte, verdadeiros recipientes vazios e ocupados por alguma coisa que não seja nossa.
O pior de tudo é se envolver com os idiotas, ter amigos idiotas, namoradas idiotas, esposas idiotas e entre outros. Imagina se apaixonar por uma garota senso comum da porra. É o fim, com toda certeza. Mas neste mar de idiotas, é inevitável uma hora ou outra você vai se envolver com uma senso comum da porra e irá apaixonar-se. É como digo sempre: ser corno é apenas uma questão de tempo. Ter um leitor senso comum da porra deve ser algo muito frustrante e ao mesmo tempo freqüente. Talvez seja por isto que os grandes escritores são pessoas reservadas e de pouquíssimo contato com os seus leitores. É medo de ser o pai da tragédia. Afinal de contas é uma grande responsabilidade ser um escritor, no fim das contas você não tem leitores e sim seguidores, alguns lunáticos. Agora imagine se todos são um senso comum da porra. É a morte do escritor, o grande fim com F maiúsculo. Por isto, a reclusão, o afastamento, enquanto não sabem quem é o leitor, os grandes escritores conseguem dormir com a consciência tranqüila.
O trágico é saber que os sensos comuns da porra se camuflaram, eles inclusive adoram posar de certos personagens, como intelectual, educador, consultor, psicólogo, músico, poeta, escritor, engenheiro nuclear, comunicólogo, jornalista, advogado, professor. No fim das contas é aquela velha história: é a vida imitando a arte ou é a arte imitando a vida. Não há como saber onde estamos pisando, não há escapatória. É como ser um político honesto. Um poeta lúcido. Enfim há inúmeros personagens que os idiotas gostam de vestir. No fim das contas eu sou um senso comum da porra. A única diferença entre mim e o mar de idiotas é que eu reconheço a minha realidade e insignificância.
Alias esta frase dele: “Senso comum da porra”. Sempre contorna os meus pensamentos, de vez em quando me pego pensando justamente isto qual é o senso de certa pessoa. As minhas conclusões na maioria das vezes são frustrantes. Nelson escreveu muito sobre os idiotas, como eles estão por toda parte e como vem dominando o mundo. Sinceramente eu pensava que isto fosse um exagero, que no fundo os idiotas só estão por ai, vegetando como qualquer outro vegetal. Mas como Nelson alertou, os idiotas perceberam que são a maioria e daí foi um passo para a dominação. Um idiota subiu em um caixote e começou a falar, em segundos vários idiotas pararam pra ouvir.
O mais inteligente a se fazer é ser um idiota. Isto mesmo camuflar-se, esconder-se, caso contrário a esfinge irá te devorar. É bom gritar também: “Viva aos idiotas!! Viva!!”. Algo muito similar ao que se fazia na idade média dando vivas as majestades. O que me assusta ou frustra é que os idiotas ou os sensos comuns da porra estão em todos os lugares e quando digo todos é até onde você menos suspeita ou mesmo dúvida. Inclusive as pessoas que você menos espera.
Um dia desses fui a um debate, que discutiam sobre o senso comum. Como as pessoas tendem a pensar o básico. Resumidamente era isto, que estavam debatendo é claro, que em tom crítico e com o objetivo de contornar a situação de alguma forma. Achei brilhante a idéia de se discutir à monotomia dos pensamentos, ideologias, enfim o modo de pensar das pessoas no mundo atual, inclusive havia neste local a presença de pessoas, que a priori não tem nenhum senso comum.
Pois bem não fiquei nem até a metade do debate, os filósofos se assim posso chamá-los só diziam o que qualquer senso comum da porra falaria. Sai de lá frustrado, pensava em como aquilo poderia ser realidade. Afinal de contas onde estão os gênios, nunca conversei com Francisco Buarque de Holanda ou com o pai do mesmo Sergio Buarque. Há muitos gênios, sim há, mas os idiotas são em número significativamente maior. Outro problema os idiotas falam dos gênios e muito. Eles interpretam e discutem sobre o que os gênios falaram. Isto acontece mesmo que eles não entendam uma linha sequer do que esta sendo lido. De tanto conversarem e comentarem fica algo muito parecido, com aquela brincadeira da notícia.
Com certeza brincadeira da notícia não é algo muito claro, vou tentar explicá-la. Ela é feita da seguinte forma conta-se um fato para uma pessoa e esta vai passar para outra, quanto mais isto passar de uma pessoa pra outra melhor a brincadeira fica. Exemplo do fato: João inventou calunias sobre Pedro e este foi tirar satisfações. Depois de passar na boca de vinte e oito pessoas diferente com certeza o fato vai mudar. Podemos imaginar que a ultima pessoa diga o seguinte: João transou com a esposa de Pedro, que por sua vez matou João. É claro que isto é um exemplo, que os fatos podem mudar muito. É justamente o que acontece com os gênios suas idéias, pensamentos, ideologias e etc. São desvirtuados do original. As interpretações feitas pelos idiotas transformaram tudo em uma grande idiotice.
Às vezes eu me pergunto, onde esta o Jazz, a Bossa Nova, o bom e velho Rock, a música clássica, o funk, soul, os grandes escritores, as grandes obras, os grandes filmes. O mundo da arte e cultura se tornaram extremamente monótonos. Vem a minha mente agora a música eletrônica, nada mais maçante. Em outros campos também, alguns já era se esperar, como o meio empresarial, este é o mundo das máximas. No meio acadêmico por incrível que parece, predomina o senso comum não há construção de conhecimento. Não há mais o desvio de pensamento. Parece que os seres humanos estão ligados em rede, mas ao invés de sermos uma rede independente. Somos uma rede de suporte, verdadeiros recipientes vazios e ocupados por alguma coisa que não seja nossa.
O pior de tudo é se envolver com os idiotas, ter amigos idiotas, namoradas idiotas, esposas idiotas e entre outros. Imagina se apaixonar por uma garota senso comum da porra. É o fim, com toda certeza. Mas neste mar de idiotas, é inevitável uma hora ou outra você vai se envolver com uma senso comum da porra e irá apaixonar-se. É como digo sempre: ser corno é apenas uma questão de tempo. Ter um leitor senso comum da porra deve ser algo muito frustrante e ao mesmo tempo freqüente. Talvez seja por isto que os grandes escritores são pessoas reservadas e de pouquíssimo contato com os seus leitores. É medo de ser o pai da tragédia. Afinal de contas é uma grande responsabilidade ser um escritor, no fim das contas você não tem leitores e sim seguidores, alguns lunáticos. Agora imagine se todos são um senso comum da porra. É a morte do escritor, o grande fim com F maiúsculo. Por isto, a reclusão, o afastamento, enquanto não sabem quem é o leitor, os grandes escritores conseguem dormir com a consciência tranqüila.
O trágico é saber que os sensos comuns da porra se camuflaram, eles inclusive adoram posar de certos personagens, como intelectual, educador, consultor, psicólogo, músico, poeta, escritor, engenheiro nuclear, comunicólogo, jornalista, advogado, professor. No fim das contas é aquela velha história: é a vida imitando a arte ou é a arte imitando a vida. Não há como saber onde estamos pisando, não há escapatória. É como ser um político honesto. Um poeta lúcido. Enfim há inúmeros personagens que os idiotas gostam de vestir. No fim das contas eu sou um senso comum da porra. A única diferença entre mim e o mar de idiotas é que eu reconheço a minha realidade e insignificância.
4 comentários:
Como idiotas insignificantes que somos, só me cabe dizer que: mesmo com dessa carapuça de "nos assumir", no final todos somos os mesmos.
Ignorance is bliss, como já diziam os Ramones.
Pseudo-intelectuais do mundo: uni-vos!
Hum...
vai render bastante comentarios!
atualize sempre!
Se puder passa no meu:
http://paginadacomedia.blogspot.com/
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=12746242
Uma boa tarde!
hauahuahua titulo fdp ahauhaua
Muito bom,principalmente a conclusão.
Quem dera se todos soubessem de sua insignificancia!
Feliz ano novo!
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